Artwork / Paintings / Etchings / Music & Art News / General News

Posts tagged “prose

Ponto & Linha: oito linhas de prosa, linha vertical por quinze (linhas) de prosa, e novamente oito (linhas), sete ou dez pontos conforme a prosa — [a culpa é do Kandinsky].

'a view' - by G. Almeida

 

uma imensidão de estrelas, o som do mar…  A noite dá-nos a visão do que o
sol oculta, que nos engrandece pelo diminuto que é a nossa casa e a nossa
condição.  A viagem, que é efémera, que no paradoxo da sua fragilidade
contém uma força que torna possível contemplar o eterno, despe-se.
Segue-se em direcções e em distancias várias, de tempo, e de espaço (que
se tornam sinónimos e multiplicáveis), o cosmos não se acanhando com a
jaula da nossa cognição, e, pára-se.  Pára-se perante o canto de um grilo
que de baixo da amendoeira canta.

(Boa noite)

 

 

prosa escrita originalmente, por mim – 24 de Julho de 2016 

 

 

 


Uma imensidão de estrelas, o som do mar   A noite dá-nos  a
visão  do  que o sol oculta, que nos engrandece pelo diminuto que é a
nossa casa e a nossa condição. A viagem, que é efémera, que
no paradoxo da sua fragilidade contém uma força que torna possível contemplar o
eterno,
despe-se.
Segue-se em direcções e em distancias várias, de tempo, e de espaço (que se tornam sinónimos e
multiplicáveis), o cosmos não se acanhando com a jaula da nossa cognição,
e,
pára-se.   Párase
perante  o canto de
um
grilo
que  de  baixo da amendoeira  
canta.




Uma visão nossa no eterno despe-se. Segue-se  (multiplicáveis) e pára-se
perante um grilo que canta

 

… imensidão de estrelas, o som do mar…  A noite dá-nos  o  que o sol  oculta,
que nos engrandece pelo diminuto que  é a casa e a nossa condição.   

A viagem,  que é efémera, que, paradoxo da sua fragilidade
contém  uma força  
que torna possível contemplar  em direcções e em distancias várias de tempo  e de espaço

que se tornam sinónimos,  e o cosmos,   não se acanhando  com a jaula da nossa cognição — páram 
perante o canto de baixo da amendoeira. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

Advertisements

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua concava natureza, por esta esfera

***
Desvendado o firmamento, um risco lunar timidamente esboçado, cortante o seu fulgor enquanto rasga as frias trevas da noite, rapidamente se passou para além de meu horizonte.

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se   torna
mutável ).  **
Olho para cima e ei-lo, o Pégaso esvoaçante, móvel porque me mexo, mesmo que aqui parada aparento estar.
Parada entre as sobras das sombras que se criam e se desfazem a cada instante enquanto tomam corpo noutros mapas celestes e que no entanto me enxergam aqui como se parada no tempo pelo tempo que duro, estou.
Serei um palmo de tempo num corpo que mexe,  ptolemaico,  redondo,  o seu som molhado e seu trajecto girante  junto à chama que lhe faz anil a meus olhos quando aqui não estão.   
Pelo horizonte me meço e por ele estremeço ante o astrolábio que me concedeu o Navegador-Mor. Por vezes anda mal tratado, caindo ao chão como um qualquer par de óculos que me esqueço de usar… Encontro-o quando o penso perdido,  no olhar do cão que encosta o seu nariz ao meu, numa voz vizinha que me chama e me pede um chocolate quente, noutra que se propõe a cortar-me os longos cabelos ou numa criança, rabina, que não entende a razão que o cavalinho que montara num supermercado e que muda de cores – parou. Ele tem uma capacidade em me surpreender, como quem diz – ”Estou aqui, sua tonta”.   Perdoa-me os meus defeitos, o nónio foi feito por uma matemática sem a mácula.

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua natureza concava desta esfera.  ***

 

 

Dal Segno (𝄋)  al Codetta (⊕)   & /   al Coda (⊗ ) 

|:


***(:| |:)

  𝄋 

 

(Mal vejo os dedos e no entanto
vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda
conforme a noite desta esfera
avança, na sua natureza,
concava.)


***  (:|  or    |: & :|)

***(alt. 1º⌋   &  ⌊2º ending  to repeat signs – or – straight 1x repetition  )
(alt. – Segno )

(𝄋)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(© the above transcript was originally writen elsewhere – Decembre 23, 2017)

 

 

 

 

 

 

PianoCliffNo3_GuiAlmeida

piano cliff III – © G.A

 

 

 

   (Codetta  / Coda   & DcC-Fine ∑ ) :

Agora não liguem, o que se segue são aqueles meus exercícios em modo – ”Resnais”,  e também  próprios de quem lida (por exemplo) com contrapontos diversos que,  podem não alterar a Harmonia estructural (pelo menos de forma significativa), porém,  dizem de forma especifica quando isolados coisa diferente – na  mesma linha.
(-coisa de músicos, portanto, não liguem).

 

 

 

( ) 

 

***   ( |: & :|)

** ( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  (que)  se   (con)torna  ( , )
mutável ) .

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  contorna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende  como a pele de uma maçã ,   ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e (que) se contorna ,  
mutável ) .


( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e que se  torna  
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade que se  torna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e se contorna).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  torna  
mutável ).

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende,  como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade torna-se 
mutável ).

 

( ) 

*  serei um palmo de tempo:
– ptolemaico
– ptolemaico, que mexe
– redondo
– que mexe, redondo
– girante
– que girante se mexe
– que ptolemaico e redondo e girante  se mexe
– molhado
– que redondo, ptolemaico, molhado e girante , se mexe.

(Um palmo de tempo e de som e trajecto que  molhado, ptolemaico, redondo e girante – se mexe. ) 

 

***   ( |: & :|)

 

 

   DcCF (the  ”da Capo – fine” of the Coda) :

( ∑ 

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que avança conforme a noite, (por esta esfera), se desnuda na sua concava natureza.

 

(Mal vejo os dedos e no entanto

vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda

 
conforme a noite desta esfera
avança,
na sua natureza,
concava.)


 

***   ( |: & :|)

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________________________________________________________
(uma anotação, como lembrete para mim mesma)

-Ao contrário de uma partitura lida por um músico,
onde se seguiria pelas regras estabelecidas dessa arte,
os sinais que regê-la-ão em termos estructurais
(os da Repetição: ”, do Segno 𝄋 ”  , ou os  utilizados
para
Codetta ”  ”  e para Coda  ” ”   assim como aquele
que aqui emprego para designar
uma eventual componente final
de um Coda
” )  – servirão apenas como sugestão  para
uma de duas coisas, para que se siga com a disciplina
de um músico, ou, em vez disso, com uma liberdade
interpretativa de tais símbolos como se um não músico
as estivesse a ver ou num espirito semelhante ao do
Resnais.

 

Fim de texto, de quem afinal não passa de uma ”interprete” e que
olha, que – continua a olhar por exemplo, um G. Steiner, com desconfiança enquanto
levanta o nariz em protesto

(e que,
teve de se apaziguar com um amado trecho de Bach).

 

hmmmmmm… não sei se chega, creio que preciso de mais um trecho, pois acordei com mau feitio (e isto hoje está mau) –  https://www.youtube.com/watch?v=yMHMSnTQM54

 

 

 

 

 

 

 

.


Somewhere – between Now and the Third Versicle


(Jimi singing Dylan’s – All Along The Watchtower – arrises in my mind’s ear, in a subtle crescendo as if it were the commencement of the dawning of the sun yet be it the night)

 

cropped-p21-04-12_17-011.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The night falls – its winds still elude unto visions of misconceived footmen lining each front, and yet  – the cricket sings.
As Babylon runs in its rivers, weeping wet, still can I not see – nor the olive groves of Galilee, nor the seas of all Being and enchantments.  These most assuredly lie somewhere between now and the third versicle of the Song of Songs.
The wind shall growl, the Watchman shall sit – until the cricket leaps a perfect fifth, perhaps a minor sixth
(to a comely bass).

 

 

cropped-img_1237.jpg

 

Somewhere Between Now And The Third Versicle

(© written elsewhere by me, Aug. 19, 2018)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(N. i. s.)

moonlight on sea - G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 


No Prancing For Ponies..

As all-seeing, all-hearing Helios takes his “fire-darting steeds” deep into Oceanus’s open arms, in our slumber, we question not his return.
The firmament revealeth its fiery gems and we seek its worth, not wondering how to travel distance and time, through slumber, and awaken unto another day.
We sit and breathe in each heavenly body, innocent of it’s age , its journey , its permanence or demise, and linger on into the night.
The moon rabbit feeds the horses 
–  hoping to go unnoticed,
they loose their wings,
scurry off into a tour bus, but
are caught.
And thus we are returnéd unto another segment of that plotted path, within a macro geography of Time and Space, unaware of such escapades.
Helios is quite strict in running operations – no prancing for ponies (yet).

 

 


(© originally published elsewhere, January 25 – 2018, shortly after midnight)

Helius the Sun - detail on a red figure style crater-vase

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

photo credits: DREA (www.D-Rea.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • I did not take either photograph.  For photo credits, please click on each picture
    (if the images do not open to a separate linked page, here are the photo credits for both:
    1 – Helius the Sun | photo source : http://www.theoi.com/Titan/Helios.html
    2 – photo credits: DREA (www.D-Rea.com)
    – Red Eagle Appaloosa

 

.

 

 

 

 

 

 

: