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Posts tagged “poesia

-a poem (sung in a Locrian mode, with florid counterpoint)

 

 

The Sun’s tender sheen
dances freshly on my brow
as I awaken.

In a sweet caress,
as it baths me through and through,
I wander outside.

The trees are bursting
with lemons and little birds.
I sit in wonder

each day,

when

a loved one is born.

 

 

 

 

 

 

 

 


(As today, and a few other days, whether they’re still here or ‘away’, the warmest light seems to shine even if it rains – just like today.  And, it wasn’t even raining.)

 

 

 

59 syllable poem.  –   ”575 575575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe

© Guida Almeida

técnica mista s/tela ©

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Listening, on the riverbank.. (open form verse, quantitative meter: 9 – 9 – 5 / 11 / 1 – 5 – 2 )


 

 

 

 

 

Sometimes Coltrane,  sometimes Bach, sometimes
whence flow  profound seas of Tchaikovsky

– cometh melted snows.

 

 

You feel the river bed move,
and there you sit,

warmed,

past Time and Season,

trickling.

 

 

 

 

(open form verse, quantitative meter)

 

 

 

 

 

 

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the bear

 

Sung the babbling brook

dancing cooly in the breeze

in sweet surrender

 

to a soft chinook

as it passed, warm and ternder,

fragrantly through  trees,

where the humming bees

parade their brightest yellow

to a flutt’ring halt

 

where lay

the

stiffened furry bear.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

zoo bear

Photo by Rasmus Svinding on Pexels.com

 

 

 

 

 

 

 


 


59 syllable poem.  –   ”575 575575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe

 

 

 

 

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poem

 

 

Looking at the chair,
sun ablaze on whitened hair,
– a glistening memory.

 

Your voice, deep and low
in soft cascade whence it flows
past recollection.
I feel  your sweet gaze
pour gently upon my skin
and learn that God is

 

 

tender

and
careful with my heart.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A 59 syllable poem.  I was going to call this poem ”575 575575 215”, but that made it look too much like a phone number

red telephone booth beside brown tree

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Time: in a Penta-iambic Quatrain.. open couplets amidst closed (clothed) lines. | ”fugued poem”

 

Crouched in a corner,
bending bouyant blur,
sitting in a room
faster than sunlight.

 


Time is no foreigner,
no shifting  murmur
in movement, to loom
perched in endless flight.

Typecast adorner,
Chronus’s porter
transfixed, flows.  As spume,
beams full in plain sight.

___

Cometh yon caboose 
– untamed, almost loose,
– anointed, jointed,
– appointed, in truce.

 

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

 

Bending bouyant blurr
No shifting murmur
Chronus’s porter
Untamed, almost loose
Sitting in a room
Movement, anointed
To loom there, jointed
Transfixed, flowing spume
Perched in endless flight
Faster than sunlight
Appointed in truce
Beams in a corner
Crouched in plain sight.
Time
is no
adorner, typecast foreigner

 

it
Cometh intemporal
and loose.

________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

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Faster than sunlight
Time is no foreigner
Bending bouyant blur
In movement, to loom

In movement, to loom
Chonus’s porter
Anointed, jointed,
Beams full in plain sight.

 

 

 

 

 

 
shallow focus photography of wooden clothes clip on clothes string rack

Photo by Santosh Maharjan on Pexels.com

 

IMG_20140708_142607

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(more…)


3 haiku

 

a fractal casting
of Euclidean silence
dances on my leg

 

 

 

a rustling of leaves,
tangents – timidly pacing
the night  on each foot

 

 

 

 

 

 

 


 


©

sprawled upon the ground
lay many moving shadows.
– just shuffled through three.

(this very moment..)

 

 

 

 

 

 

 

 

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Haiku (a painter’s haiku)

bursting in blossoms

smiles yon almond tree, sweely

unto the heavens

 

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(Blossoming forth bursts yon almond tree.
Where are you little cricket?

”I dream at your feet” – it answers.)


G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sicilian Tercet

- I was to give this to the man who enspired it, but my mom insisted on having it - ♥ with his blessing

 

Each sonnet difts in a slumber of hosts

with wings extended glide the depths of night,

all lines surrendered, untangled their ghosts.

 

Guided by form,  accounted by texture,

a blanket, thick woven, fashioned through flight,

all placed, all aligned – thought, whim and gesture.

 

They play, they soar, they dip in pirouettes

never fumbling, they moor, come without fright,

encircling, danced – embodied minuets.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

To feel the earth beneath your aching feet

and pace the depths of your sole’s (soul’s) perceptions

past the glaze of Time’s preordained retreats.

 

Cometh the dawn with merriments and
______unto swirl and line entangled

 

 

 

 

 

(90 + 30 + 17  = 147 | 147 + 3 ∈ ) 


Haiku (haiku & Yellow Blue – Kandinsky colours 2) 

feet on the warm sand

eyes drifting brisk high, brisk low

swells of indigo

 

 


 


Haiku Yellow Blue

Kandinsky colours 2

Colours two (?) line 2  (?)  

( ? ) – to / two / too 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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(Although I do not want to impose in any way any imagery of mine outside of what the words suggest,  so as to leave that to each that should com upon this post, I confess that I can’t help myself from leaving a picture of my dog on the beach when he was but a pup.. I love this picture.  I know what I’ll do, I’ll leave it way down on the post, in hopes of not ruining the read)

 

 

 

 

 

 

 

 

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Astraeus unBound

 

There is an absence of Time when dusk comes upon the soft blue blanket, ebbing ever so gently.
I hear only the surface, a supple murmur,
Coeus is shifting
as I sink into Panthalassa’s ghostly remains.
Remains?
Nothing remains but the soft whisper
growing louder
as each grain pronounces an astral beat
within a song of the ages.

 

 

 


 

sandbox_GuidaAlmeida

 

 

 

 


(© originally published without its title elsewhere, August 25, 2017)

 

  • Astraeus and The Blue Hour – part two***
    (Astraeus unBound)

Astraeus and The Blue Hour – part one
(Astraeus Bound)

Astraeus and The Blue Hour – part three
(Astraeus & Zephyr)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por vezes vemo-nos de mão dada com uma banda sonora, e, caminha-se pelo corpo, e pelo dia, adentro (como se de mão dada, caminhando acompanados de uma ”voz-off”, que vai e que vem, como se em marés de consciência e de abstração mais, ou menos, aparente).

Não me sai a ‘Lacrimosa’ da cabeça, está como se num «loop» de comprimento largo, que retoma… parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…
Enquanto o contraponto e linha sobe, em voz múltipla (múltipla crescente, que balouça, que embora não aumente por aparência, o faz, como que degraus, aumentando com cada balouçar como se em maré que se sucede de onda em onda, num fluir, um fluir que sobe, enquanto ondula em frente)
tangida e entoada, quase sorrateiramente (mas que não é),
ascendendo e tomando (quase delicadamente (mas que não é embora o seja) )
que sereno ou douce (num não agreste) – ou forte (que não o é embora o seja),
como quem sobe de degrau em degrau até um patamar fundo,
subindo,
com um corpo em descanso, que sobe degraus,
embora direito, cabeça para baixo embora para cima veja..
(Que dizer? como descrever?)
..como as folhas que caem (só que em contrário movimento),
que sobe,
por degraus,
de linha e contaponto que balouçam
de catarse em catarse por cada degrau

que sobe numa escadaria metafórica,
que numa obra nos leva e nos lava a alma
de toda a chuva do íntimo e interior,
que estanca e verte o sangue das emoções,
que já não se verbalizam
(para cicatrizar),
que soam no ouvido da mente e da alma
(da alma que assim sobe, através de uma banda sonora que o dia apresenta
ao abrir dos olhos antes, e depois, de tomar café)
porque a alma, ela sabe, mesmo que calendários não veja,
A alma sabe a banda sonora que escolhe no acordar de qualquer dia
– numa obra que..
num Mozart que
se veste
dentro da alma,
como um douce manto que protege,
como se um casaco (interior),
que antes de verbos tomarem a mente que acorda nesse dia, e a acompanhe,
pelo dia adentro…, como se em «loop»
de comprimento largo, que retoma…, parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…

– (vou tomar o pequeno-almoço, com a banda sonora que me acompanha neste dia, de passo em passo)

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Há dias em que
a banda sonora que se nos vem, nem é um Coltrane ou um Bach,
um Mahler, ou Hendrix, ou outro, …….
– É assim.

É um Mozart.

E,
e olhando de relance o calendário dos dias, percebe-se
percebe-se a alma que assim se decidiu vestir antes de verbos virem.
Pois, a alma sabe o que precisa vestir antes de tomar corpo no dia.
Por vezes acontece na penumbra entre o sonho e o acordar.. assim.
Ela saber como se vestir para se proteger no dia para enfrentar o frio
que pode vir,
que pode vir de qualquer dia,
que pode vir em qualquer dia.

  • Bom, o som já se está a desvanecer
    enquanto surgem os sons da rua, outras vozes que de bocas saem, de cão, de carro, de pássaro…
    Esvanece a cada passo que se dá até à maquina do café
    que está
    do outro lado da alma.

E vejo o que pousara agora na mesa, que truoxera ao descer das escadas (agora reparando que, no adormecer, na abstração do mundo, das coisas, de quaisquer calendários,
já de madrugada, já neste dia
– que adormecera,
– de caderno e caneta na mão, com um começo de um qualquer esboço de uma peça que surgira, no topor de uma mente que relaxava, de palpebras a fechar.
Parece que é um monólogo, aparente, mas que não, ..não o é.  Está-se à mesa. Há uma pessoa que fala com seis que não se vêem, porém, suas cadeiras vazias estarão ocupadas, e há mais……
Há alguns que entram e saiem. Estes são outros, outros que interagem de quando em quando mas também em ”espaço / corpo negativo”. Eles vêm e vão à mesa..

Hmmm…?
Onde está o café?
(já cá venho)

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P.S.
(eu sei qual é a interpretação que está na banda sonora apresentada,
mas se não está anunciada, também não a farei.., e mesmo até porque, a que ouço, como digo, em forma de «loop», nem é esta, embora dela se aproxime)

– Era para publicar algo que há mais de uma semana andava a escrever, mas, como só está como que um apontamento inacabado, para eu não me esquecer o que me tem surgido ao longo da parte final do mês, sobre um assunto, não é hoje, em que acordei com a alma que se vestiu assim, que o farei..

Apenas deixo um texto que se me surge por esse apontamento.
É um poema.
É de um autor que não sou eu. No fim estará o seu nome, como autor, que ele usa para se vestir na personagem de autor.

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Of war and peace the truth just twists
Its curfew gull just glides
Upon four-legged forest clouds
The cowboy angel rides
With his candle lit into the sun
Though its glow is waxed in black
All except when ’neath the trees of Eden

The lamppost stands with folded arms
Its iron claws attached
To curbs ’neath holes where babies wail
Though it shadows metal badge
All and all can only fall
With a crashing but meaningless blow
No sound ever comes from the Gates of Eden

The savage soldier sticks his head in sand
And then complains
Unto the shoeless hunter who’s gone deaf
But still remains
Upon the beach where hound dogs bay
At ships with tattooed sails
Heading for the Gates of Eden

With a time-rusted compass blade
Aladdin and his lamp
Sits with Utopian hermit monks
Sidesaddle on the Golden Calf
And on their promises of paradise
You will not hear a laugh
All except inside the Gates of Eden

Relationships of ownership
They whisper in the wings
To those condemned to act accordingly
And wait for succeeding kings
And I try to harmonize with songs
The lonesome sparrow sings
There are no kings inside the Gates of Eden

The motorcycle black madonna
Two-wheeled gypsy queen
And her silver-studded phantom cause
The gray flannel dwarf to scream
As he weeps to wicked birds of prey
Who pick up on his bread crumb sins
And there are no sins inside the Gates of Eden

The kingdoms of Experience
In the precious wind they rot
While paupers change possessions
Each one wishing for what the other has got
And the princess and the prince
Discuss what’s real and what is not
It doesn’t matter inside the Gates of Eden

The foreign sun, it squints upon
A bed that is never mine
As friends and other strangers
From their fates try to resign
Leaving men wholly, totally free
To do anything they wish to do but die
And there are no trials inside the Gates of Eden

At dawn my lover comes to me
And tells me of her dreams
With no attempts to shovel the glimpse
Into the ditch of what each one means
At times I think there are no words
But these to tell what’s true
And there are no truths outside the Gates of Eden

(Poema ”Gates of Eden” de: Bob Dylan)

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A Bilingual Exercise

 

 

  • Visual / Verbal: bilingual interpretation of a dual conversation

 

  • uoıʇɐsɹǝʌuoɔ ןɐnp ɐ ɟo uoıʇɐʇǝɹdɹǝʇuı ןɐnbuıןıq :ןɐqɹǝʌ / ןɐnsıʌ

 

 

inominável

 

Lettre à un inconnu amour:

si tu es avec moi
j’irai avec joie,
ne craindrait rien, seulement
j’entendrai ta jolie voix,
et tes douces mains fermeront mes yeux.


Je pense que cela avait été une lettre de Bach à une de ses épouses,
mais je ne sais pas suffisamment l’allemand pour être sûr.

  • ˙ɹûs ǝɹʇê ɹnod puɐɯǝןןɐ’ן ʇuǝɯɯɐsıɟɟns sɐd sıɐs ǝu ǝظ sıɐɯ
    ‘sǝsnodé sǝs ǝp ǝun à ɥɔɐq ǝp ǝɹʇʇǝן ǝun éʇé ʇıɐʌɐ ɐןǝɔ ǝnb ǝsuǝd ǝظ

 

 

 


  • From one Platonic form to another…

    ˙˙˙ɹǝɥʇouɐ oʇ ɯɹoɟ ɔıuoʇɐןd ǝuo ɯoɹɟ

 

Reverie

 

 

Reverie – Within a state of contemplative absorption

I dreamt of you one night,
an evaporating face distant yet near.
I think I could even feel warm moist breath upon my neck;
within its cadence a “Come hither”

and away.. I was gone.

I know not your name but I feel the blood pulsing though your veins.
Enraptured, fixated by intense light ..
ah, “E pur si muove” you’ve turned your gaze.

Where am I?
When?

 


Zeca Afonso – a voice from the past that speaks to the future

.. e acabo de me lembrar que há 24 anos desapareceu-nos, deixou-nos fisicamente..




Zeca Afonso..

– uma pureza (de)em espirito, (de)em pessoa.




























“The Sands of Time” ( fotografia, G. Almeida)

http://www.rtp.pt/noticias/player.swf

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(En)

Zeca Afonso (2 August 1929 – 23 February 1987)






The Crowd

Time’s sands erode the outer casing
A constant change in aerodynamic stucture as one desintegrates
(and reintegrates)
swimming to the shore of Memory.

There I find:

grooves,
recollective lines of oblivion that sweep some of the grains
belonging to Mnemosyne.
Each an image, a shade, a fragrance.. a hussssssssssh..

After each wave wipes away the markings of Time only those deepest remain.
The essence of Being that shall always “Be”
as I carry each remnant grain in my very small
and utterly deep pocket.

An inner landscape that bears only some faces.
Shocked by the absence of some, unaware of the presence of others.
I hadn’t even realized you’d left,

A crowd,
a compost of Thought, Ouvre and Time.
A multiple,
a multitude of different “Yous”

I could be a different you for you are no longer.
but in truth –
I am another.

I am that which has always been, that which is
– and forever shall be..
all others.

Maria MFA Costa