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poem

 

 

Looking at the chair,
sun ablaze on whitened hair,
– a glistening memory.

 

Your voice, deep and low
in soft cascade whence it flows
past recollection.
I feel  your sweet gaze
pour gently upon my skin
and learn that God is

 

 

tender

and
careful with my heart.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A 59 syllable poem.  I was going to call this poem ”575 575575 215”, but that made it look too much like a phone number

red telephone booth beside brown tree

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

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Haiku (a painter’s haiku)

bursting in blossoms

smiles yon almond tree, sweely

unto the heavens

 

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(Blossoming forth bursts yon almond tree.
Where are you little cricket?

”I dream at your feet” – it answers.)


G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua concava natureza, por esta esfera

***
Desvendado o firmamento, um risco lunar timidamente esboçado, cortante o seu fulgor enquanto rasga as frias trevas da noite, rapidamente se passou para além de meu horizonte.

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se   torna
mutável ).  **
Olho para cima e ei-lo, o Pégaso esvoaçante, móvel porque me mexo, mesmo que aqui parada aparento estar.
Parada entre as sobras das sombras que se criam e se desfazem a cada instante enquanto tomam corpo noutros mapas celestes e que no entanto me enxergam aqui como se parada no tempo pelo tempo que duro, estou.
Serei um palmo de tempo num corpo que mexe,  ptolemaico,  redondo,  o seu som molhado e seu trajecto girante  junto à chama que lhe faz anil a meus olhos quando aqui não estão.   
Pelo horizonte me meço e por ele estremeço ante o astrolábio que me concedeu o Navegador-Mor. Por vezes anda mal tratado, caindo ao chão como um qualquer par de óculos que me esqueço de usar… Encontro-o quando o penso perdido,  no olhar do cão que encosta o seu nariz ao meu, numa voz vizinha que me chama e me pede um chocolate quente, noutra que se propõe a cortar-me os longos cabelos ou numa criança, rabina, que não entende a razão que o cavalinho que montara num supermercado e que muda de cores – parou. Ele tem uma capacidade em me surpreender, como quem diz – ”Estou aqui, sua tonta”.   Perdoa-me os meus defeitos, o nónio foi feito por uma matemática sem a mácula.

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua natureza concava desta esfera.  ***

 

 

Dal Segno (𝄋)  al Codetta (⊕)   & /   al Coda (⊗ ) 

|:


***(:| |:)

  𝄋 

 

(Mal vejo os dedos e no entanto
vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda
conforme a noite desta esfera
avança, na sua natureza,
concava.)


***  (:|  or    |: & :|)

***(alt. 1º⌋   &  ⌊2º ending  to repeat signs – or – straight 1x repetition  )
(alt. – Segno )

(𝄋)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(© the above transcript was originally writen elsewhere – Decembre 23, 2017)

 

 

 

 

 

 

PianoCliffNo3_GuiAlmeida

piano cliff III – © G.A

 

 

 

   (Codetta  / Coda   & DcC-Fine ∑ ) :

Agora não liguem, o que se segue são aqueles meus exercícios em modo – ”Resnais”,  e também  próprios de quem lida (por exemplo) com contrapontos diversos que,  podem não alterar a Harmonia estructural (pelo menos de forma significativa), porém,  dizem de forma especifica quando isolados coisa diferente – na  mesma linha.
(-coisa de músicos, portanto, não liguem).

 

 

 

( ) 

 

***   ( |: & :|)

** ( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  (que)  se   (con)torna  ( , )
mutável ) .

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  contorna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende  como a pele de uma maçã ,   ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e (que) se contorna ,  
mutável ) .


( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e que se  torna  
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade que se  torna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e se contorna).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  torna  
mutável ).

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende,  como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade torna-se 
mutável ).

 

( ) 

*  serei um palmo de tempo:
– ptolemaico
– ptolemaico, que mexe
– redondo
– que mexe, redondo
– girante
– que girante se mexe
– que ptolemaico e redondo e girante  se mexe
– molhado
– que redondo, ptolemaico, molhado e girante , se mexe.

(Um palmo de tempo e de som e trajecto que  molhado, ptolemaico, redondo e girante – se mexe. ) 

 

***   ( |: & :|)

 

 

   DcCF (the  ”da Capo – fine” of the Coda) :

( ∑ 

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que avança conforme a noite, (por esta esfera), se desnuda na sua concava natureza.

 

(Mal vejo os dedos e no entanto

vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda

 
conforme a noite desta esfera
avança,
na sua natureza,
concava.)


 

***   ( |: & :|)

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________________________________________________________
(uma anotação, como lembrete para mim mesma)

-Ao contrário de uma partitura lida por um músico,
onde se seguiria pelas regras estabelecidas dessa arte,
os sinais que regê-la-ão em termos estructurais
(os da Repetição: ”, do Segno 𝄋 ”  , ou os  utilizados
para
Codetta ”  ”  e para Coda  ” ”   assim como aquele
que aqui emprego para designar
uma eventual componente final
de um Coda
” )  – servirão apenas como sugestão  para
uma de duas coisas, para que se siga com a disciplina
de um músico, ou, em vez disso, com uma liberdade
interpretativa de tais símbolos como se um não músico
as estivesse a ver ou num espirito semelhante ao do
Resnais.

 

Fim de texto, de quem afinal não passa de uma ”interprete” e que
olha, que – continua a olhar por exemplo, um G. Steiner, com desconfiança enquanto
levanta o nariz em protesto

(e que,
teve de se apaziguar com um amado trecho de Bach).

 

hmmmmmm… não sei se chega, creio que preciso de mais um trecho, pois acordei com mau feitio (e isto hoje está mau) –  https://www.youtube.com/watch?v=yMHMSnTQM54

 

 

 

 

 

 

 

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Somewhere – between Now and the Third Versicle


(Jimi singing Dylan’s – All Along The Watchtower – arrises in my mind’s ear, in a subtle crescendo as if it were the commencement of the dawning of the sun yet be it the night)

 

cropped-p21-04-12_17-011.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The night falls – its winds still elude unto visions of misconceived footmen lining each front, and yet  – the cricket sings.
As Babylon runs in its rivers, weeping wet, still can I not see – nor the olive groves of Galilee, nor the seas of all Being and enchantments.  These most assuredly lie somewhere between now and the third versicle of the Song of Songs.
The wind shall growl, the Watchman shall sit – until the cricket leaps a perfect fifth, perhaps a minor sixth
(to a comely bass).

 

 

cropped-img_1237.jpg

 

Somewhere Between Now And The Third Versicle

(© written elsewhere by me, Aug. 19, 2018)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(N. i. s.)

moonlight on sea - G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Num intervalo de sobremesa

 

Estava aquele sorrir, enigmático e belo, a atiçar-me. O seu brilho encandeava o envoltório cerco da qual furava com inequívoco esplendor. Não há, não havia aljubeiro,  apenas  uma capa translucida entre esferas para que não se ofusque os sentidos. Seu brilho traçava uma belíssima elipse sobre algo que, mais do que aquilo que é, me trazia uma imagem Felliniana de si mesmo – vista por instantes num filme, e, tal como no filme, onde antes de julgamento – se navegava. Tinha decidido, por repentino cansaço se abater sobre o corpo, ir em busca de uma sopa de peixes, consoladora, na esperança de não haver argumento possível para que os que não se alimentam se alimentem. E ali fiquei, estampada naquele sorriso.

No intervalo de sobremesa, ao regressar, eis que o véu se dissipara e a dois dedos da linha do horizonte, de quem medisse, pairava já em tom cremoso, deslumbrante, e terno, tal como o caminho agora diáfono e delineado
(esse – cerca de um dedo de espessura, pela mesma medição, seguindo entre mim e o que se sente ser o infinito)
que se sabe terminar além do que é visível.
Pois é, a visão não tem curvas. Não as tem como terá a audição (por exemplo).
Ousando agora olhar para cima, o firmamento, pejado, amplamente se descortinara.
Sento-me.

Sinto a mão como se não fosse minha agarrar-me nos dedos de um pé (esquerdo, julgo que o esquerdo) que saía de baixo de uma perna não cruzada. Ouço o contraponto; ora em espelho ora em stretto, por vezes florido, tecido por ondas como se numa embarcação dentro do tal filme de que me recordara alguns instantes antes – o contraponto de quem está prestes a ocultar-me o sorrir celeste, como quem diz – ”Vai agora dormir. Vai.”
________________
(*suspiro* – no mais contrário possível ao magnânimo Pintor, que grande piroseira aconteceria se tentasse espelhar semelhante deslumbre.
Como…. ?
E porquê?
….Oh! Porquê.., pfffffffff, estou parva, mas é claro que assim é. Se assim não fosse, não teria graça alguma. É propositado)

 

DSC05639

 

cropped-13939566_10153937165037017_1827893818022345421_n


(© publicado originalmente 26 de Setembro, de 2017 noutro ”local”)

 

 

 

 

 

 

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…..em tom de fuga

 

 

India_Ink_on_paper_GuidaAlmeida03_2016
Ink on paper, Guida Almeida – 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)
 Two Sunflowers –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

enamelRedAndIndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
 mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Bloeiende_pruimenboomgaard-_naar_Hiroshige_-_Google_Art_Project
 Bloeiende pruimenboomgaard  (naar Hiroshige) – oil on canvas, Van Gogh 1887

 

1890-Vincent-Van-Gogh-Amandier-en-fleurs-Huile-sur-Toile-73x92-cm-Amsterdam-Rijksmuseum-Vincent-Van-GoghAlmond Tree Blossoms – Vincent Van Gogh,  oil on canvas,1890

 

blossomsPhotoGuidaAlmeida
photo – G. Almeida
sans titre_parJeanPaulRiopelle1955

 

 (Ink & Watercolour on paper,
Jean Paul Riopelle 1955)

 

 

FuguedPoemGuidaAlmeida___March2016

 

Hapi’s sibling – iseetheriverbeforeme – Flowing in Prayer form : originally posted elsewhere April 2013, by G. Almeida ,
is a ”fugued ” poem  
 for better reading -please click on the image to zoom in

 

 photo___GuidaAlmeida
 photo – G.Almeida

 

 Peacocks_and_Peonies_I_and_II_(LaFarge)JPG
(detail of photo taken by James Steakley, of)  Peacocks and Peonies I and II  – stained glass, John LaFarge  1882

 

monet.wl-clouds
 Water Lilies – oil on canvas, Monet 1903

 

 1225px-Vincent_van_Gogh_-_Banks_of_the_Seine_with_the_Pont_de_Clichy_in_the_Spring_(1887)River Bank in Springtime / Banks of the Seine with the Pont de Clichy in the Spring –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
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ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
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ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
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ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ

Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach

 

 

IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
ink on paper, 42cm x 33,5cm, G.Almeida, 03 / 2016

 

 Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)Two Cut Sunflowers – Van Gogh, oil on canvas, 1887

 

mixedMediaOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

   Bach is a four letter word, as is the word in Portuguese for fugue. As it happens, in Portuguese – fugue, has another meaning. It means ”a leak”, an escape”  or ”to run”, as well.
So, I’ll just leave this post here and make a «fuga», go ouside and smell some flowers while I can.
I hope you have a lovely Spring.

Naturally, the beginning of Spring not only makes one think of flowers (and a ”reawakening” of the planet (that in truth doesn’t sleep, though it may seem to…) as it enters the season), the equinox landing on what during Bach’s time was his birthday brings to mind a poem first written in the end of March of 2013 (I call it  a ”fugued poem” because it reads also from the bottom line up, through every other line, from the centre out, from ”out” to ”centre”, or exchanging the three groups of four lines between themselves).
The days at the end of the month bring to mind what we now call Bach’s birthday, and also other birthdays (one very dear to my heart, and also Van Vogh’s).

How could I make a Spring post and not place Bill Evan’s – ”You Must Believe in Spring”?

 

I can’t.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

And as I think of the planet’s apparent  ”reawakening”, as I mention above, and the authors that come to mind (those in this post, and another, who would have also celebrated a birthday at the end of the month..) how could I not include a sample of a new recording called – Gaia ?

I can’t.

 

 

 

 

 

Wishing all a wonderful Spring
♥ Take care.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sebastião Salgado (a truly powerful message – w/ French, English subtitles)

 

(français)

(english)

 

(below is a LINK with this video available in 34 languages – open and choose your preference)

http://www.amara.org/en/videos/f1MY7ozU0lIQ/url/475363/

 

 

 

 

 

 

Praia de F___________III (2011 - G.Almeida)

Praias de F… NºIII
(2011 – G.Almeida)


Thanks…

(For  the 24th)

 

 
© Guida AlmeidaThanks

Thanks for giving /
Forgiving /
and for giving
(forgiving)
Thanks

 

 

 

 

 

 

 

 

Next:
for the 25th
(Portuguese Polyphony)

 

 

 
Next:
for Saturday & Sunday
from me to you (music & artwork).

 

Have a blessed weekend.

 

 

Thanksgiving having already been on the second Monday of October in Canada, and now upon having past the fourth Thursday of this month (the US date),  I leave all with my sincere wishes for a happy and safe weekend
(holiday for those celebrating)

 

I bring to this “table” two things, one is mine and the other.. well…….
I guess the other is too in two aspects. I’ll give my reasons.

1. the arts become a part any man’s existance and expression of “Being” whether it be through music, literature, sculpture, dance, painting…
regardless of their geographic and historic origin as long as he/she whom recieves it identifies him or herself with it;
or if you will, as long as it “touches one’s inner being” making it thenceforth vibrate, rich and fecund with “life”
It then become’s a part of any man’s or woman’s “footprint” upon this earth.

2.  Also, being a Portuguese citizen I have inherited “ART” from this nation, as I have from Canada.
It belongs to, and defines somewhat, my cultural background.

 

 

Therefore I leave you with two video clips of mine.
One with work created/performed/painted/drawn by me,
the other by Duarte Lobo – 1565 – 1646
(beautifully performed I must add)
and thus inherited by me.

 

 

 

Please have a lovely weekend, full of tenderness and grace.

 

 

Love M.

(Guida)

 

 

 

 

 

 


September 11

Fotografia de Alice Valente Alves – photographer
Fotografia de ALICE VALENTE ALVES – photographer

This stunning image above is a full colour fotograph taken by Alice Valente Alves of a misty grey NYC dawn. ___________________________________________
In an age of intolerance and rampant police state tactics across the globe…
A decade ago from this day we have lived in such an age, or at least such is and has been manifest thenceforth to a far higher degree than ever before.
This was a day for change on a global level in many aspects and one could instantly feel it as the day’s events unfolded.. as one watched in a stupified, alarmed daze helplessly witnessing horror – perpetrated by mindless predjudice that walks about hand in hand with intolerance.

Reminded by a friend moments ago, an equally horrid day was this precise day – September 11, in 1973
with the assassination of Salvador Allende and the horridic reign of treachery that ensued.
Truly a day of intolerance.. whereupon a fraction of Mankind rears it’s ugly head and wreaks terror upon all others.

Any mind that is blinded by greed, hatred or predjudice withers and dies.
It becomes a feable shell full of worthless quotation and campaign, incapable of sustaining a thought of its own – a helpless cripple that succumbs to the poisons of Man and the false notion of superiority.

There is no honour in terror. In terror there is only terror – and emptiness.

I leave below a painting created almost a year after these deadly and cruel occurrances 10 years ago and videos of two pieces by Charlie Haden as a token of just homage not only to the victims of terror of this day, but victims everywhere that succumb to intolerance, greed and blood thirsty scavengers. The image (the painting here at the bottom) is also a protest to how this world has become dystopic, and how lust for power and greed keep murdering people through: hunger, physical torture/strife, racial/religeous saction of all kinds, blind fanaticism, neo-liberal slaveries and the ill use of “slogan” in order to perpetuate intolerable manipulation (to confuse and confound all around). This post is in memory to the victims of the day, and to Man’s struggle to keep a sound soul.. in an age of cold “fake” cash.

I also leave videos of the man

and

plus a piece by Charlie Haden performed by his Liberation Music Orchestra on David Sanborn’s Nightmusic

and his “Silence”

I further leave a link with a tribute to the Hudson River School of painters GUIDA FINE ARTS

– and below this
– my “Ab ovo: IV”


Zeca Afonso – a voice from the past that speaks to the future

.. e acabo de me lembrar que há 24 anos desapareceu-nos, deixou-nos fisicamente..




Zeca Afonso..

– uma pureza (de)em espirito, (de)em pessoa.




























“The Sands of Time” ( fotografia, G. Almeida)

http://www.rtp.pt/noticias/player.swf

_______________________________________

(En)

Zeca Afonso (2 August 1929 – 23 February 1987)






The Crowd

Time’s sands erode the outer casing
A constant change in aerodynamic stucture as one desintegrates
(and reintegrates)
swimming to the shore of Memory.

There I find:

grooves,
recollective lines of oblivion that sweep some of the grains
belonging to Mnemosyne.
Each an image, a shade, a fragrance.. a hussssssssssh..

After each wave wipes away the markings of Time only those deepest remain.
The essence of Being that shall always “Be”
as I carry each remnant grain in my very small
and utterly deep pocket.

An inner landscape that bears only some faces.
Shocked by the absence of some, unaware of the presence of others.
I hadn’t even realized you’d left,

A crowd,
a compost of Thought, Ouvre and Time.
A multiple,
a multitude of different “Yous”

I could be a different you for you are no longer.
but in truth –
I am another.

I am that which has always been, that which is
– and forever shall be..
all others.

Maria MFA Costa


Sunday.. as good as any a time to start.