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Posts tagged “Holiday

Thanks…

(For  the 24th)

 

 
© Guida AlmeidaThanks

Thanks for giving /
Forgiving /
and for giving
(forgiving)
Thanks

 

 

 

 

 

 

 

 

Next:
for the 25th
(Portuguese Polyphony)

 

 

 
Next:
for Saturday & Sunday
from me to you (music & artwork).

 

Have a blessed weekend.

 

 

Thanksgiving having already been on the second Monday of October in Canada, and now upon having past the fourth Thursday of this month (the US date),  I leave all with my sincere wishes for a happy and safe weekend
(holiday for those celebrating)

 

I bring to this “table” two things, one is mine and the other.. well…….
I guess the other is too in two aspects. I’ll give my reasons.

1. the arts become a part any man’s existance and expression of “Being” whether it be through music, literature, sculpture, dance, painting…
regardless of their geographic and historic origin as long as he/she whom recieves it identifies him or herself with it;
or if you will, as long as it “touches one’s inner being” making it thenceforth vibrate, rich and fecund with “life”
It then become’s a part of any man’s or woman’s “footprint” upon this earth.

2.  Also, being a Portuguese citizen I have inherited “ART” from this nation, as I have from Canada.
It belongs to, and defines somewhat, my cultural background.

 

 

Therefore I leave you with two video clips of mine.
One with work created/performed/painted/drawn by me,
the other by Duarte Lobo – 1565 – 1646
(beautifully performed I must add)
and thus inherited by me.

 

 

 

Please have a lovely weekend, full of tenderness and grace.

 

 

Love M.

(Guida)

 

 

 

 

 

 

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October 5 – 5 de Outubro

(a post in English & em Português..)

Before I begin regarding October 5th it has occurred to me that I let pass a day I hold very dear.
The day that saw the birth of Mohandas Karamchand Gandhi – October 2nd
( 1869 )

“I will give you a talisman. Whenever you are in doubt, or when the self becomes too much with you, apply the following test. Recall the face of the poorest and the weakest man [woman] whom you may have seen, and ask yourself, if the step you contemplate is going to be of any use to him [her]. Will he [she] gain anything by it? Will it restore him [her] to a control over his [her] own life and destiny? In other words, will it lead to swaraj [freedom] for the hungry and spiritually starving millions?
Then you will find your doubts and your self melt away.”

– One of the last notes left behind by Gandhi in 1948, expressing his deepest social thought. (exact words as taken from Here )

“A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus actos convergem uns nos outros; e todos
eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”

“A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.”

Mahatma Gandhi

EN.
After the sinking in of this recent Nobel for Physics (LINK to the National Geographic article posted yesterday)
regarding a subject matter I’ve found to be highly fascinating these past few years, I leave you with a detail of one of the pieces of a project I’ve been working on this past week.. part of the 3rd work within a series of 5.

Today having been a National holiday commemorating the onset of the country becoming a Republic (Portugal), I post the above image of a ‘darkness’ along with a pair of video clips containing actual footage of the event back in 1910.

I also share a Link to today’s post in the Blog GUIDA  FINE  ARTS containing a brief summary of my thoughts regarding this year’s commemoration – to view please click on the link here or just above this (on the blog’s name)

I now thank you for reading and wish all a fine October 5.

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PT
Agora sobre os “brandos costumes” do país..
Peço desde já perdão por não me traduzir, e espero que o que acima está escrito não seja difícil de entender.
Peço-o embora saiba que a maioria de quem Português fala sabe inglês (assim julgo), assim continuo em vez de traduzir-me, com algo que parece complementar o que escrevi mais cedo no Blogue que referi – “GUIDA  FINE  ARTS”

Cito um pouco do artigo na revista Visão (acho que vale a pena o ler todo) do final de Agosto, artigo que acabei de ler já no fim do dia, e apôs ter escrito no blogue que referi, e no qual assim mostra como se manipula a memoria colectiva de um povo..
Assim deixo-vos com o que se segue:

VISÂO
(trechos do artigo escrito por  Luís Almeida Martins  11:41 Quarta feira, 24 de Ago de 2011

Para ler mais – clicar AQUI )

MENTIRA N.º 1

Portugal é um país de brandos costumes

Não é verdade. Só nos séculos XIX e XX, contam-se por milhares os mortos em guerras civis e revoluções. Foi o Estado Novo que inventou o chavão, numa operação de ação psicológica 

Naquela manhã de céu azul, a capital acordou ao som do canhão.

Erguiam-se barricadas, o vizinho lutava contra o vizinho, com soldados pelo meio e bandeiras nacionais de ambos os lados. Ao final do dia, muito sangue tinha corrido nas valetas e contavam-se uns 200 mortos e mais de um milhar de feridos. Este quadro não diz respeito a um país distante nem a uma época remota do passado. Aconteceu há menos de cem anos, no dia 14 de maio de 1915. Em Lisboa, capital de Portugal. Num país de “brandos costumes”.

Se mais exemplos não houvesse, este bastaria para derrubar a tese da “brandura” dos nossos hábitos e procedimentos, posta a circular pelo Estado Novo salazarista. Mas as demonstrações de aspereza de costumes podem multiplicar-se até à exaustão.

Comecemos pelo caso acima referido. O levantamento de maio de 1915, liderado pelo grupo dos chamados “Jovens Turcos”, dirigia-se contra a “ditadura” de Pimenta de Castro, um general mandatado três meses e meio antes pelo presidente Manuel de Arriaga para governar com o Parlamento encerrado.

Jovem Turquia era o nome de uma loja maçónica de que faziam parte políticos, civis e militares. O seu objetivo repor a plena vigência da Constituição de 1911 seria alcançado, levando à imediata transmissão dos poderes para uma Junta Constitucional composta por cinco “jovens turcos”, todos afetos à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma medida preconizada por Afonso Costa, o líder do Partido Democrático.

LINCHAMENTO DE UM SENADOR

No dia 17, esta junta preparava-se para transmitir por sua vez o poder a um novo Governo, que seria chefiado pelo dirigente do PD João Chagas. Porém, nesse mesmo dia, Chagas era atingido a tiro num olho pelo advogado e senador João José de Freitas, quando se encontrava na estação ferroviária do Entroncamento, dentro do comboio que o transportava do Porto para Lisboa. Chagas ficou parcialmente cego e Freitas foi ali mesmo linchado por um grupo de populares de que fazia parte um soldado da GNR. Brandos costumes?…

Poucos anos antes, nos dia 4 e 5 de outubro de 1910, a revolução que derrubara a Monarquia e implantara a República fizera, também em Lisboa, entre 60 e 70 mortos e cerca de 500 feridos. Tinham sido erguidas barricadas na Rotunda (Marquês de Pombal) e um cruzador bombardeara o Palácio das Necessidades, onde o jovem rei D. Manuel II jogava o bridge com alguns cortesãos. Um dos obuses da Rotunda, disparados no enfiamento da Avenida de Liberdade, pegou fogo a um prédio. As (poucas) forças leais à Monarquia, comandadas por Paiva Couceiro, investiram primeiro pelo lado de Campolide, e depois a partir do alto do Torel.

O Rossio era um acampamento de soldados, com as armas ensarilhadas. O rei, a mãe e a avó passariam a noite em Mafra, de onde seguiriam para a Ericeira para embarcar rumo ao exílio. Automóveis com revolucionários dentro perseguiram-nos ainda pela estrada do Sobreiro.

REI E PRESIDENTE ASSASSINADOS

D. Manuel II, de 20 anos, sucedera 32 meses antes ao pai, D. Carlos, assassinado em pleno Terreiro do Paço a 1 de fevereiro de 1908. A meio da tarde desse dia, sob um pálido sol de inverno, o penúltimo rei de Portugal e o príncipe Luís Filipe, herdeiro do trono, tinham sido assassinados a tiro quando seguiam num landau, pouco depois de terem desembarcado do vapor do Barreiro, no regresso do palácio de Vila Viçosa. O eco dos disparos de Manuel Buíça e Alfredo Costa, dois membros da sociedade secreta Carbonária, abalou a vida política nacional e anunciou para breve o advento da República, mas o regicídio foi considerado na altura pelos lisboetas quase como algo de natural. Sabe-se agora que se tratou de um plano articulado, que envolvia além dos carbonários muitas outras pessoas, algumas altamente colocadas. Numa reportagem publicada pelo New York Times em julho desse ano lia-se: “Diz-se que a rainha Amélia reconheceu num dos assassinos um proeminente líder político, mas guarda firmemente o seu segredo.”

Implantada a República, em 1911 e 1912 grupos de monárquicos exilados em Espanha entraram em pé-de-guerra pelo Norte de Portugal, cercando vilas, investindo aldeias, aliciando camponeses e pastores para a causa derrotada.

Depois, entre 1915 e 1925 foram numerosos os movimentos militares em defesa da República democrática ou contra ela.

Um dos golpes triunfantes, o de Sidónio Pais, inauguraria no final de 1917 um ano de ditadura que terminaria com a morte a tiro, na Estação do Rossio, daquele a quem Fernando Pessoa chamara Presidente-Rei.

Era o segundo assassínio de um Chefe de Estado português em menos de 11 anos, depois do regicídio que vitimara D. Carlos.

UMA GUERRA ESQUECIDA

Ainda os tiros que tinham vitimado Sidónio ecoavam no Rossio, e já na outra ponta da linha férrea que dali partia no Porto era restaurado o regime monárquico.

Em Lisboa, os republicanos formaram um executivo obedecendo à Constituição de 1911, mas as Juntas Militares conservadoras não se conformaram e exigiram “um governo de força”. Contavam para isso com o apoio dos civis que giravam em torno do Integralismo Lusitano, de extrema-direita.

O deposto rei D. Manuel II não só acompanhava tudo com a máxima atenção a partir do seu exílio inglês como dera mesmo luz verde à movimentação monárquica. A ideia dos insurrectos era estender as suas movimentações a todo o País, mas as Juntas Militares de Lisboa mostraram-se divididas. Porém, a 22 de janeiro de 1919 uns 70 monárquicos hasteavam a bandeira azul e branca na antena telegráfica do alto de Monsanto.

Ali acabariam por ser cercados e desfeiteados por militares e civis leais à República. Mas não terminou aqui a guerra civil de 1919. Só a 13 de fevereiro, depois de combates no litoral centro do País, é que as forças republicanas entraram na Invicta e puseram termo à efémera Monarquia do Norte.

(…) ler mais
UM AGITADO SÉCULO XIX

Muito antes de tudo isto, ao longo do século XIX, sucederam-se as lutas civis -com batalhas e numerosas vítimas e as revoluções. Primeiro, logo após o curto fogacho liberal de 1820, a grande guerra que opôs de 1832 a 1834 os absolutistas de D. Miguel aos constitucionalistas de D. Pedro, e em que participaram navios e mercenários estrangeiros.

Depois, a revolução de setembro de 1836 e, na década seguinte, uma nova guerra civil com intervenção exterior a Patuleia. Perto do final do século, a tentativa frustrada de revolução republicana, no Porto, deixou estendidos na Rua de Santo António uma dúzia de mortos e quatro dezenas de feridos.

Não vale a pena recuar mais no tempo para demonstrar que os costumes portugueses nunca foram brandos. Se o fizéssemos, seria apenas para recordar os clarões sinistros das fogueiras da Inquisição ou para lembrar os múltiplos linchamentos na rua de pessoas suspeitas de “jacobinismo”, durante as Invasões Francesas de há 200 anos. Ou ainda, na mesma época, o esquartejamento do general Bernardim Freire de Andrade quando, em Braga, ordenou o recuo estratégico das milícias para o Porto.

Foi para contrabalançar esta tradição portuguesa da violência política que o Estado Novo criou o estereótipo do “país de brandos costumes”. A cabeça das pessoas “faz-se”, e o regime ditatorial dispôs de quase meio século para moldar ao seu gosto pelo menos duas gerações.

Ler mais: AQUIBoa noite, a todos.