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Num intervalo de sobremesa

 

Estava aquele sorrir, enigmático e belo, a atiçar-me. O seu brilho encandeava o envoltório cerco da qual furava com inequívoco esplendor. Não há, não havia aljubeiro,  apenas  uma capa translucida entre esferas para que não se ofusque os sentidos. Seu brilho traçava uma belíssima elipse sobre algo que, mais do que aquilo que é, me trazia uma imagem Felliniana de si mesmo – vista por instantes num filme, e, tal como no filme, onde antes de julgamento – se navegava. Tinha decidido, por repentino cansaço se abater sobre o corpo, ir em busca de uma sopa de peixes, consoladora, na esperança de não haver argumento possível para que os que não se alimentam se alimentem. E ali fiquei, estampada naquele sorriso.

No intervalo de sobremesa, ao regressar, eis que o véu se dissipara e a dois dedos da linha do horizonte, de quem medisse, pairava já em tom cremoso, deslumbrante, e terno, tal como o caminho agora diáfono e delineado
(esse – cerca de um dedo de espessura, pela mesma medição, seguindo entre mim e o que se sente ser o infinito)
que se sabe terminar além do que é visível.
Pois é, a visão não tem curvas. Não as tem como terá a audição (por exemplo).
Ousando agora olhar para cima, o firmamento, pejado, amplamente se descortinara.
Sento-me.

Sinto a mão como se não fosse minha agarrar-me nos dedos de um pé (esquerdo, julgo que o esquerdo) que saía de baixo de uma perna não cruzada. Ouço o contraponto; ora em espelho ora em stretto, por vezes florido, tecido por ondas como se numa embarcação dentro do tal filme de que me recordara alguns instantes antes – o contraponto de quem está prestes a ocultar-me o sorrir celeste, como quem diz – ”Vai agora dormir. Vai.”
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(*suspiro* – no mais contrário possível ao magnânimo Pintor, que grande piroseira aconteceria se tentasse espelhar semelhante deslumbre.
Como…. ?
E porquê?
….Oh! Porquê.., pfffffffff, estou parva, mas é claro que assim é. Se assim não fosse, não teria graça alguma. É propositado)

 

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(© publicado originalmente 26 de Setembro, de 2017 noutro ”local”)

 

 

 

 

 

 

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Solo

.. Sol o

 

 

 

 

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(I shall now leave some superfluous accompaniment.. I say this even though I love the musical portion  belowShakti dearly)

 

 

 

 

Solo

 

 

a solo
is what it is
does what it does
is a multiple of one
is multiple or one
it’s multinudenous
alone
it is none (of the above)

 

 

 

 

( the mouth of a river, a star, an East/West fusion..  an “ancient child’s” solo – I leave you with the sound of Shakti to accompany its warm innocence)

 

 

 

 

 

 

 

.. Sol o

 

 

Pendular space
recycled cycles of time that bends
as we circle (our) emotive states of concentric consciousness (consciousnesses)
is ever moving.
East becomes West, West becomes East, but what of it?

That revolving yet ever changing river that is our existence
(that is our existance?) seems to pay little attention to detail.

 

 

 

 

(author’s note: the “solo” originally was only meant to be the photographic slideshow above,
but as always I’m easily sidetracked – thank you for your indulgence)

 

 

 

 

 

 

 

 

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