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Bird, little bird

 

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When you learn to fly,

But you haven’t any wings

When you stand and cry —
                                       

                ( : )

                                                                                                                            

simply standing – dry,

the rain within pours and stings,

and it hurts and sings —           

                         

in a holy plight,

in battered flight, wavering

your hand – favouring

 

 

because

it’s

warm before the night.

 

 

 

 

 

 


59 syllable poem.  –   ”575 575 575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe
                                            

 

 

poem dedicated to a little bird

 

 

 


imgp5244-e1563736547434.jpg

 

 

An annotation to the poem:  in brackets I leave a *Key / Legend – as if in a map, for its reading.

(59 syllable form of 3 haiku + 3lined strophe | in mus. comp. terms it would be a Da capo Aria, but, in truth, more towards being a small French Overture form, where the Da capo section precedes (can precede, that is)  those that follow, that can be on there own – with the Da Capo section and independant of each other in their own ”section”, or linked between the three that follow in their present order, or, a variation if expanded to a larger structure. This description of ”structure”, is mainly for my own benefit – and as a mnemonic – for Musical Form, in case I hit the keyboard latter on (for instance, because my poor brain functions more freely as a musician, when looking at form and structure).  I shall leave, however, a punctuation mark – a full colon – to represent the Da Capo section before it, in light blue). As I also see the this somewhat as another sample of a ”fugued poem” form, as well (I have a couple), where each line of the Da Capo section can stand on its own – for the the *variations in mind,  the full (or rather, the expanded version) of this I shall leave below (also in light blue)  .

 

 

 

When you learn to fly  

The rain within pours and stings    

Your hand, favouring   

But you haven’t any wings   

In a holy plight   

Because its warm in the night  

Simply standing – dry, 

When you stand and cry,   

In battered flight, wavering      

 

 

 

And
Because
it’s warm, sing .

 

 


(variation: section 575757557 123 –   and varied off the 575 575 575 215) 

 


Finale: 
[215 557755575(or 7) –  a 59 syllab, form(or 61, if seen as a * 2nd variation*).  ]


 

 

Because
it’s
warm before the night, 

 

Your hand, favouring
in a holy plight, 
in battered flight, wavering,
But you haven’t any wings
Simply standing – dry,
And it hurts and sings,
When you stand and cry,
The rain within pours – and stings,
Because it is warm – (because it’s warm before the night) .  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Abril / April – 2019

I beg your indulgence as – some images, and videos, may take a moment to become fully visible.
Best Wishes, to whomsoever should come upon this post.

 

 

 

(Red Carnations – By Pomar, image via FB – courtesy of the Júlio Pomar Foundation)

 

 

 

(Psalm: John Coltrane – Fouth movement from ‘A Love Supreme’)

 

 

 

 

(Ella Fitzgerald, born April 25th – singing April in Paris, via Jazz Corner | FB page)

 

 

 


(article)

 

 

 

(article)
LINK – https://www.franceculture.fr/emissions/le-reveil-culturel/john-coltrane-jazz-mystique-et-revolutionnaire  

 

 

 

 

(article)
LINK – 25A40 – O som do cravo | Um concerto em três tempos.

 


 

 

 

(Bach – choral from – St Mathew Passion | BWV 244 , Harnoncourt – Arnold Schoenberg Chor, Concentus Musicus Wein, Wiener Sangerknaben)

 

 

(Bach – Final chorale – St John Passion ”Herr, unser herrscher” (chorus) | Gardener, Monteverdi Choir, The English Baroque Soloists)

 

 

(Megaloschemos II | Bulgarian Orthodox Hymn)

 

 


(article)
LINK – https://www.jornaltornado.pt/chico-buarque-revolucao-portuguesa/

 

 

 


(Os vampiros – Zeca Afonso)

(Cantigas do Maio – Zeca Afonso)

 

 

 

 

 

(Georges Moustaki – Ma Liberté)

(Zeca Afonso – Redondo Vocàbulo)

 

Poster - 25th April '74 | Cartaz : O menino do Cravo - fotografia de Sergio Guimarães

 

 

 

 

 


(and still, because it is April 25th, and Thursday)

 

(Tarkovsky Quartet – Nuit blanche)

 

 

(Harmónicos – Jorge Peixinho)

 

 

 

 

 

 

Abril


(Acordai – Lopes Graça | Lisboa Cantat)

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


Sicilian Tercet

- I was to give this to the man who enspired it, but my mom insisted on having it - ♥ with his blessing

 

Each sonnet difts in a slumber of hosts

with wings extended glide the depths of night,

all lines surrendered, untangled their ghosts.

 

Guided by form,  accounted by texture,

a blanket, thick woven, fashioned through flight,

all placed, all aligned – thought, whim and gesture.

 

They play, they soar, they dip in pirouettes

never fumbling, they moor, come without fright,

encircling, danced – embodied minuets.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

To feel the earth beneath your aching feet

and pace the depths of your sole’s (soul’s) perceptions

past the glaze of Time’s preordained retreats.

 

Cometh the dawn with merriments and
______unto swirl and line entangled

 

 

 

 

 

(90 + 30 + 17  = 147 | 147 + 3 ∈ ) 


Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua concava natureza, por esta esfera

***
Desvendado o firmamento, um risco lunar timidamente esboçado, cortante o seu fulgor enquanto rasga as frias trevas da noite, rapidamente se passou para além de meu horizonte.

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se   torna
mutável ).  **
Olho para cima e ei-lo, o Pégaso esvoaçante, móvel porque me mexo, mesmo que aqui parada aparento estar.
Parada entre as sobras das sombras que se criam e se desfazem a cada instante enquanto tomam corpo noutros mapas celestes e que no entanto me enxergam aqui como se parada no tempo pelo tempo que duro, estou.
Serei um palmo de tempo num corpo que mexe,  ptolemaico,  redondo,  o seu som molhado e seu trajecto girante  junto à chama que lhe faz anil a meus olhos quando aqui não estão.   
Pelo horizonte me meço e por ele estremeço ante o astrolábio que me concedeu o Navegador-Mor. Por vezes anda mal tratado, caindo ao chão como um qualquer par de óculos que me esqueço de usar… Encontro-o quando o penso perdido,  no olhar do cão que encosta o seu nariz ao meu, numa voz vizinha que me chama e me pede um chocolate quente, noutra que se propõe a cortar-me os longos cabelos ou numa criança, rabina, que não entende a razão que o cavalinho que montara num supermercado e que muda de cores – parou. Ele tem uma capacidade em me surpreender, como quem diz – ”Estou aqui, sua tonta”.   Perdoa-me os meus defeitos, o nónio foi feito por uma matemática sem a mácula.

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua natureza concava desta esfera.  ***

 

 

Dal Segno (𝄋)  al Codetta (⊕)   & /   al Coda (⊗ ) 

|:


***(:| |:)

  𝄋 

 

(Mal vejo os dedos e no entanto
vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda
conforme a noite desta esfera
avança, na sua natureza,
concava.)


***  (:|  or    |: & :|)

***(alt. 1º⌋   &  ⌊2º ending  to repeat signs – or – straight 1x repetition  )
(alt. – Segno )

(𝄋)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(© the above transcript was originally writen elsewhere – Decembre 23, 2017)

 

 

 

 

 

 

PianoCliffNo3_GuiAlmeida

piano cliff III – © G.A

 

 

 

   (Codetta  / Coda   & DcC-Fine ∑ ) :

Agora não liguem, o que se segue são aqueles meus exercícios em modo – ”Resnais”,  e também  próprios de quem lida (por exemplo) com contrapontos diversos que,  podem não alterar a Harmonia estructural (pelo menos de forma significativa), porém,  dizem de forma especifica quando isolados coisa diferente – na  mesma linha.
(-coisa de músicos, portanto, não liguem).

 

 

 

( ) 

 

***   ( |: & :|)

** ( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  (que)  se   (con)torna  ( , )
mutável ) .

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  contorna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende  como a pele de uma maçã ,   ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e (que) se contorna ,  
mutável ) .


( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e que se  torna  
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade que se  torna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e se contorna).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  torna  
mutável ).

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende,  como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade torna-se 
mutável ).

 

( ) 

*  serei um palmo de tempo:
– ptolemaico
– ptolemaico, que mexe
– redondo
– que mexe, redondo
– girante
– que girante se mexe
– que ptolemaico e redondo e girante  se mexe
– molhado
– que redondo, ptolemaico, molhado e girante , se mexe.

(Um palmo de tempo e de som e trajecto que  molhado, ptolemaico, redondo e girante – se mexe. ) 

 

***   ( |: & :|)

 

 

   DcCF (the  ”da Capo – fine” of the Coda) :

( ∑ 

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que avança conforme a noite, (por esta esfera), se desnuda na sua concava natureza.

 

(Mal vejo os dedos e no entanto

vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda

 
conforme a noite desta esfera
avança,
na sua natureza,
concava.)


 

***   ( |: & :|)

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________________________________________________________
(uma anotação, como lembrete para mim mesma)

-Ao contrário de uma partitura lida por um músico,
onde se seguiria pelas regras estabelecidas dessa arte,
os sinais que regê-la-ão em termos estructurais
(os da Repetição: ”, do Segno 𝄋 ”  , ou os  utilizados
para
Codetta ”  ”  e para Coda  ” ”   assim como aquele
que aqui emprego para designar
uma eventual componente final
de um Coda
” )  – servirão apenas como sugestão  para
uma de duas coisas, para que se siga com a disciplina
de um músico, ou, em vez disso, com uma liberdade
interpretativa de tais símbolos como se um não músico
as estivesse a ver ou num espirito semelhante ao do
Resnais.

 

Fim de texto, de quem afinal não passa de uma ”interprete” e que
olha, que – continua a olhar por exemplo, um G. Steiner, com desconfiança enquanto
levanta o nariz em protesto

(e que,
teve de se apaziguar com um amado trecho de Bach).

 

hmmmmmm… não sei se chega, creio que preciso de mais um trecho, pois acordei com mau feitio (e isto hoje está mau) –  https://www.youtube.com/watch?v=yMHMSnTQM54

 

 

 

 

 

 

 

.


Num intervalo de sobremesa

 

Estava aquele sorrir, enigmático e belo, a atiçar-me. O seu brilho encandeava o envoltório cerco da qual furava com inequívoco esplendor. Não há, não havia aljubeiro,  apenas  uma capa translucida entre esferas para que não se ofusque os sentidos. Seu brilho traçava uma belíssima elipse sobre algo que, mais do que aquilo que é, me trazia uma imagem Felliniana de si mesmo – vista por instantes num filme, e, tal como no filme, onde antes de julgamento – se navegava. Tinha decidido, por repentino cansaço se abater sobre o corpo, ir em busca de uma sopa de peixes, consoladora, na esperança de não haver argumento possível para que os que não se alimentam se alimentem. E ali fiquei, estampada naquele sorriso.

No intervalo de sobremesa, ao regressar, eis que o véu se dissipara e a dois dedos da linha do horizonte, de quem medisse, pairava já em tom cremoso, deslumbrante, e terno, tal como o caminho agora diáfono e delineado
(esse – cerca de um dedo de espessura, pela mesma medição, seguindo entre mim e o que se sente ser o infinito)
que se sabe terminar além do que é visível.
Pois é, a visão não tem curvas. Não as tem como terá a audição (por exemplo).
Ousando agora olhar para cima, o firmamento, pejado, amplamente se descortinara.
Sento-me.

Sinto a mão como se não fosse minha agarrar-me nos dedos de um pé (esquerdo, julgo que o esquerdo) que saía de baixo de uma perna não cruzada. Ouço o contraponto; ora em espelho ora em stretto, por vezes florido, tecido por ondas como se numa embarcação dentro do tal filme de que me recordara alguns instantes antes – o contraponto de quem está prestes a ocultar-me o sorrir celeste, como quem diz – ”Vai agora dormir. Vai.”
________________
(*suspiro* – no mais contrário possível ao magnânimo Pintor, que grande piroseira aconteceria se tentasse espelhar semelhante deslumbre.
Como…. ?
E porquê?
….Oh! Porquê.., pfffffffff, estou parva, mas é claro que assim é. Se assim não fosse, não teria graça alguma. É propositado)

 

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(© publicado originalmente 26 de Setembro, de 2017 noutro ”local”)

 

 

 

 

 

 

.


Astraeus unBound

 

There is an absence of Time when dusk comes upon the soft blue blanket, ebbing ever so gently.
I hear only the surface, a supple murmur,
Coeus is shifting
as I sink into Panthalassa’s ghostly remains.
Remains?
Nothing remains but the soft whisper
growing louder
as each grain pronounces an astral beat
within a song of the ages.

 

 

 


 

sandbox_GuidaAlmeida

 

 

 

 


(© originally published without its title elsewhere, August 25, 2017)

 

  • Astraeus and The Blue Hour – part two***
    (Astraeus unBound)

Astraeus and The Blue Hour – part one
(Astraeus Bound)

Astraeus and The Blue Hour – part three
(Astraeus & Zephyr)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 


an old painting of a young pianist at his post, at intermission

guida_2oilpaintCarl_lostpaintings_photoManuelaSandeFreire

Man & his piano – GA  (a lost work, oil on hardboard –  © painting photographed by  M Sande Freire) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Batatas, mas fritas.. (por construcções)

 

 

 

na busca de um qualquer paraíso, idílico  Estar, onde espírito, sentindo repouso porém sem adormecimento dos sentidos, desejos, e anseios por algo (que são coisas que nos acordam), e sem que se canse, aqui ou ali, pelas vicissitudes da vida, no se Ser e no Devir, de etapa em etapa, que se cruza / sobrepõe /  ou corre por intervalos ao longo do tempo *….

(Tempo, aquele espaço que tem um fluir, numa direcção aparente, mas que pelos filtros e limites de nosso entendimento, que por graça não é perfeito (que alivio, não o ser, não é?) – vai num ou noutro sentido, por vezes mais, por vezes como se numa geometria das esferas, em bola, ou coisa assim)

* …onde uma pessoa o idealiza, buscando-o, desejando-o, no local de origem, ou noutro,

é uma busca motora existencial, tanta vez, e para tantos, e natural, mas,
onde a vida (amor, lutas, et cetera) e seu palpável sentido, aquando / a quanto – busca, ela própria que mói, ou pode moer, é aqui que uma pessoa vê,
– o significado que pode ver (entre outras, mas sobretudo este) num maratonista.  (E não só isso, naturalmente. Nem no boneco (do maratonista), nem na busca).

 

 

 

 

 

________________________________________________________________

– que construcção mais estranha de frase a que acabo de ver, em mim, como producto que se dá ou recebe, por nós mesmos (logo à partida), mas da qual cada vez mais é difícil em lhe fugir, serão cascas de uma qualquer cebola, metafórica, do Ser / Estar / Devir ?
Não sei bem.
Mas, tanto faz (creio).

 

 

 

 

Vou fritar umas batatas. ”Ó mãe, o cão está a ladrar..”.
hmmmmm… Onde é que pus o telefone? , eu ouço-o mas não o vejo… ”Ó mãe…”
( bolas, acabei de pisar uma coisa que se colou aos pés..). Cão anda cá, não precisas ladrar assim, que coisa.. Onde está a bola?

Uf, guitar,cello study III

oil on paper © G.A


…..em tom de fuga

 

 

India_Ink_on_paper_GuidaAlmeida03_2016
Ink on paper, Guida Almeida – 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)
 Two Sunflowers –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

enamelRedAndIndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
 mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Bloeiende_pruimenboomgaard-_naar_Hiroshige_-_Google_Art_Project
 Bloeiende pruimenboomgaard  (naar Hiroshige) – oil on canvas, Van Gogh 1887

 

1890-Vincent-Van-Gogh-Amandier-en-fleurs-Huile-sur-Toile-73x92-cm-Amsterdam-Rijksmuseum-Vincent-Van-GoghAlmond Tree Blossoms – Vincent Van Gogh,  oil on canvas,1890

 

blossomsPhotoGuidaAlmeida
photo – G. Almeida
sans titre_parJeanPaulRiopelle1955

 

 (Ink & Watercolour on paper,
Jean Paul Riopelle 1955)

 

 

FuguedPoemGuidaAlmeida___March2016

 

Hapi’s sibling – iseetheriverbeforeme – Flowing in Prayer form : originally posted elsewhere April 2013, by G. Almeida ,
is a ”fugued ” poem  
 for better reading -please click on the image to zoom in

 

 photo___GuidaAlmeida
 photo – G.Almeida

 

 Peacocks_and_Peonies_I_and_II_(LaFarge)JPG
(detail of photo taken by James Steakley, of)  Peacocks and Peonies I and II  – stained glass, John LaFarge  1882

 

monet.wl-clouds
 Water Lilies – oil on canvas, Monet 1903

 

 1225px-Vincent_van_Gogh_-_Banks_of_the_Seine_with_the_Pont_de_Clichy_in_the_Spring_(1887)River Bank in Springtime / Banks of the Seine with the Pont de Clichy in the Spring –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ

Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach

 

 

IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
ink on paper, 42cm x 33,5cm, G.Almeida, 03 / 2016

 

 Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)Two Cut Sunflowers – Van Gogh, oil on canvas, 1887

 

mixedMediaOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

   Bach is a four letter word, as is the word in Portuguese for fugue. As it happens, in Portuguese – fugue, has another meaning. It means ”a leak”, an escape”  or ”to run”, as well.
So, I’ll just leave this post here and make a «fuga», go ouside and smell some flowers while I can.
I hope you have a lovely Spring.

Naturally, the beginning of Spring not only makes one think of flowers (and a ”reawakening” of the planet (that in truth doesn’t sleep, though it may seem to…) as it enters the season), the equinox landing on what during Bach’s time was his birthday brings to mind a poem first written in the end of March of 2013 (I call it  a ”fugued poem” because it reads also from the bottom line up, through every other line, from the centre out, from ”out” to ”centre”, or exchanging the three groups of four lines between themselves).
The days at the end of the month bring to mind what we now call Bach’s birthday, and also other birthdays (one very dear to my heart, and also Van Vogh’s).

How could I make a Spring post and not place Bill Evan’s – ”You Must Believe in Spring”?

 

I can’t.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

And as I think of the planet’s apparent  ”reawakening”, as I mention above, and the authors that come to mind (those in this post, and another, who would have also celebrated a birthday at the end of the month..) how could I not include a sample of a new recording called – Gaia ?

I can’t.

 

 

 

 

 

Wishing all a wonderful Spring
♥ Take care.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


October 5 – 5 de Outubro

(a post in English & em Português..)

Before I begin regarding October 5th it has occurred to me that I let pass a day I hold very dear.
The day that saw the birth of Mohandas Karamchand Gandhi – October 2nd
( 1869 )

“I will give you a talisman. Whenever you are in doubt, or when the self becomes too much with you, apply the following test. Recall the face of the poorest and the weakest man [woman] whom you may have seen, and ask yourself, if the step you contemplate is going to be of any use to him [her]. Will he [she] gain anything by it? Will it restore him [her] to a control over his [her] own life and destiny? In other words, will it lead to swaraj [freedom] for the hungry and spiritually starving millions?
Then you will find your doubts and your self melt away.”

– One of the last notes left behind by Gandhi in 1948, expressing his deepest social thought. (exact words as taken from Here )

“A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus actos convergem uns nos outros; e todos
eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”

“A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.”

Mahatma Gandhi

EN.
After the sinking in of this recent Nobel for Physics (LINK to the National Geographic article posted yesterday)
regarding a subject matter I’ve found to be highly fascinating these past few years, I leave you with a detail of one of the pieces of a project I’ve been working on this past week.. part of the 3rd work within a series of 5.

Today having been a National holiday commemorating the onset of the country becoming a Republic (Portugal), I post the above image of a ‘darkness’ along with a pair of video clips containing actual footage of the event back in 1910.

I also share a Link to today’s post in the Blog GUIDA  FINE  ARTS containing a brief summary of my thoughts regarding this year’s commemoration – to view please click on the link here or just above this (on the blog’s name)

I now thank you for reading and wish all a fine October 5.

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PT
Agora sobre os “brandos costumes” do país..
Peço desde já perdão por não me traduzir, e espero que o que acima está escrito não seja difícil de entender.
Peço-o embora saiba que a maioria de quem Português fala sabe inglês (assim julgo), assim continuo em vez de traduzir-me, com algo que parece complementar o que escrevi mais cedo no Blogue que referi – “GUIDA  FINE  ARTS”

Cito um pouco do artigo na revista Visão (acho que vale a pena o ler todo) do final de Agosto, artigo que acabei de ler já no fim do dia, e apôs ter escrito no blogue que referi, e no qual assim mostra como se manipula a memoria colectiva de um povo..
Assim deixo-vos com o que se segue:

VISÂO
(trechos do artigo escrito por  Luís Almeida Martins  11:41 Quarta feira, 24 de Ago de 2011

Para ler mais – clicar AQUI )

MENTIRA N.º 1

Portugal é um país de brandos costumes

Não é verdade. Só nos séculos XIX e XX, contam-se por milhares os mortos em guerras civis e revoluções. Foi o Estado Novo que inventou o chavão, numa operação de ação psicológica 

Naquela manhã de céu azul, a capital acordou ao som do canhão.

Erguiam-se barricadas, o vizinho lutava contra o vizinho, com soldados pelo meio e bandeiras nacionais de ambos os lados. Ao final do dia, muito sangue tinha corrido nas valetas e contavam-se uns 200 mortos e mais de um milhar de feridos. Este quadro não diz respeito a um país distante nem a uma época remota do passado. Aconteceu há menos de cem anos, no dia 14 de maio de 1915. Em Lisboa, capital de Portugal. Num país de “brandos costumes”.

Se mais exemplos não houvesse, este bastaria para derrubar a tese da “brandura” dos nossos hábitos e procedimentos, posta a circular pelo Estado Novo salazarista. Mas as demonstrações de aspereza de costumes podem multiplicar-se até à exaustão.

Comecemos pelo caso acima referido. O levantamento de maio de 1915, liderado pelo grupo dos chamados “Jovens Turcos”, dirigia-se contra a “ditadura” de Pimenta de Castro, um general mandatado três meses e meio antes pelo presidente Manuel de Arriaga para governar com o Parlamento encerrado.

Jovem Turquia era o nome de uma loja maçónica de que faziam parte políticos, civis e militares. O seu objetivo repor a plena vigência da Constituição de 1911 seria alcançado, levando à imediata transmissão dos poderes para uma Junta Constitucional composta por cinco “jovens turcos”, todos afetos à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma medida preconizada por Afonso Costa, o líder do Partido Democrático.

LINCHAMENTO DE UM SENADOR

No dia 17, esta junta preparava-se para transmitir por sua vez o poder a um novo Governo, que seria chefiado pelo dirigente do PD João Chagas. Porém, nesse mesmo dia, Chagas era atingido a tiro num olho pelo advogado e senador João José de Freitas, quando se encontrava na estação ferroviária do Entroncamento, dentro do comboio que o transportava do Porto para Lisboa. Chagas ficou parcialmente cego e Freitas foi ali mesmo linchado por um grupo de populares de que fazia parte um soldado da GNR. Brandos costumes?…

Poucos anos antes, nos dia 4 e 5 de outubro de 1910, a revolução que derrubara a Monarquia e implantara a República fizera, também em Lisboa, entre 60 e 70 mortos e cerca de 500 feridos. Tinham sido erguidas barricadas na Rotunda (Marquês de Pombal) e um cruzador bombardeara o Palácio das Necessidades, onde o jovem rei D. Manuel II jogava o bridge com alguns cortesãos. Um dos obuses da Rotunda, disparados no enfiamento da Avenida de Liberdade, pegou fogo a um prédio. As (poucas) forças leais à Monarquia, comandadas por Paiva Couceiro, investiram primeiro pelo lado de Campolide, e depois a partir do alto do Torel.

O Rossio era um acampamento de soldados, com as armas ensarilhadas. O rei, a mãe e a avó passariam a noite em Mafra, de onde seguiriam para a Ericeira para embarcar rumo ao exílio. Automóveis com revolucionários dentro perseguiram-nos ainda pela estrada do Sobreiro.

REI E PRESIDENTE ASSASSINADOS

D. Manuel II, de 20 anos, sucedera 32 meses antes ao pai, D. Carlos, assassinado em pleno Terreiro do Paço a 1 de fevereiro de 1908. A meio da tarde desse dia, sob um pálido sol de inverno, o penúltimo rei de Portugal e o príncipe Luís Filipe, herdeiro do trono, tinham sido assassinados a tiro quando seguiam num landau, pouco depois de terem desembarcado do vapor do Barreiro, no regresso do palácio de Vila Viçosa. O eco dos disparos de Manuel Buíça e Alfredo Costa, dois membros da sociedade secreta Carbonária, abalou a vida política nacional e anunciou para breve o advento da República, mas o regicídio foi considerado na altura pelos lisboetas quase como algo de natural. Sabe-se agora que se tratou de um plano articulado, que envolvia além dos carbonários muitas outras pessoas, algumas altamente colocadas. Numa reportagem publicada pelo New York Times em julho desse ano lia-se: “Diz-se que a rainha Amélia reconheceu num dos assassinos um proeminente líder político, mas guarda firmemente o seu segredo.”

Implantada a República, em 1911 e 1912 grupos de monárquicos exilados em Espanha entraram em pé-de-guerra pelo Norte de Portugal, cercando vilas, investindo aldeias, aliciando camponeses e pastores para a causa derrotada.

Depois, entre 1915 e 1925 foram numerosos os movimentos militares em defesa da República democrática ou contra ela.

Um dos golpes triunfantes, o de Sidónio Pais, inauguraria no final de 1917 um ano de ditadura que terminaria com a morte a tiro, na Estação do Rossio, daquele a quem Fernando Pessoa chamara Presidente-Rei.

Era o segundo assassínio de um Chefe de Estado português em menos de 11 anos, depois do regicídio que vitimara D. Carlos.

UMA GUERRA ESQUECIDA

Ainda os tiros que tinham vitimado Sidónio ecoavam no Rossio, e já na outra ponta da linha férrea que dali partia no Porto era restaurado o regime monárquico.

Em Lisboa, os republicanos formaram um executivo obedecendo à Constituição de 1911, mas as Juntas Militares conservadoras não se conformaram e exigiram “um governo de força”. Contavam para isso com o apoio dos civis que giravam em torno do Integralismo Lusitano, de extrema-direita.

O deposto rei D. Manuel II não só acompanhava tudo com a máxima atenção a partir do seu exílio inglês como dera mesmo luz verde à movimentação monárquica. A ideia dos insurrectos era estender as suas movimentações a todo o País, mas as Juntas Militares de Lisboa mostraram-se divididas. Porém, a 22 de janeiro de 1919 uns 70 monárquicos hasteavam a bandeira azul e branca na antena telegráfica do alto de Monsanto.

Ali acabariam por ser cercados e desfeiteados por militares e civis leais à República. Mas não terminou aqui a guerra civil de 1919. Só a 13 de fevereiro, depois de combates no litoral centro do País, é que as forças republicanas entraram na Invicta e puseram termo à efémera Monarquia do Norte.

(…) ler mais
UM AGITADO SÉCULO XIX

Muito antes de tudo isto, ao longo do século XIX, sucederam-se as lutas civis -com batalhas e numerosas vítimas e as revoluções. Primeiro, logo após o curto fogacho liberal de 1820, a grande guerra que opôs de 1832 a 1834 os absolutistas de D. Miguel aos constitucionalistas de D. Pedro, e em que participaram navios e mercenários estrangeiros.

Depois, a revolução de setembro de 1836 e, na década seguinte, uma nova guerra civil com intervenção exterior a Patuleia. Perto do final do século, a tentativa frustrada de revolução republicana, no Porto, deixou estendidos na Rua de Santo António uma dúzia de mortos e quatro dezenas de feridos.

Não vale a pena recuar mais no tempo para demonstrar que os costumes portugueses nunca foram brandos. Se o fizéssemos, seria apenas para recordar os clarões sinistros das fogueiras da Inquisição ou para lembrar os múltiplos linchamentos na rua de pessoas suspeitas de “jacobinismo”, durante as Invasões Francesas de há 200 anos. Ou ainda, na mesma época, o esquartejamento do general Bernardim Freire de Andrade quando, em Braga, ordenou o recuo estratégico das milícias para o Porto.

Foi para contrabalançar esta tradição portuguesa da violência política que o Estado Novo criou o estereótipo do “país de brandos costumes”. A cabeça das pessoas “faz-se”, e o regime ditatorial dispôs de quase meio século para moldar ao seu gosto pelo menos duas gerações.

Ler mais: AQUIBoa noite, a todos.

Júlio Resende . . . (today is a sad day for Art)

Lugar do Desenho

The vision of the place

“The accumulation of folders and drawing pads, records of experiences (so many!) awoke in me the need for a dispassionate reflection on what their fate should be.
Distance in time and space allowed me to judge the consistency of material in the light of a course that befell me by obscure laws – and I felt no “pain” at destroying a large number of these drawings; the old muffle in the studio would bear witness to this had it been able to speak….
I was relieved to observe that as soon as the hesitations along the way were eliminated, that course, that started in the 1930s and covered 60 years, and whose main Expressionist characteristic necessarily matched my own nature as a man, would become clearer.
I confess that in my mind there was a desire to maintain the integrity of the collection and that would be enough for me. My friends did not agree; they argued that this material could set an example, amongst many others, perhaps worthier, and they would find a way, and a space, for it. Hence the creation of “Lugar do Desenho” and the Foundation with that institutional weight that has always been alien to me. However, if “Lugar do Desenho” corresponds to the aims I have always striven towards, so be it! Let Drawing be understood in its widest sense and not simply restricted to the Plastic Arts but to all creative attitudes of Man. It is not the monopoly of a particular time or a society. Drawing is the expression of a consciousness that distinguishes it ”

home > júlio resende > the vision of the place

The video-clip below can be found in Guida Fine Arts, posted in February 2010.

(Also) Spoken by the man in a video clip of an interview as can be seen in the following Post: GUIDA FINE ARTS, August 2010
The video-clip shows the man at age 92 still bright and working energetically, painting every day, an activity that came as naturally (in his own words) as the act of breathing.

Today is a very sad day for Art as well as for Portugal.

(Júlio Resende – 1917 | 2011)


Nelson Mandela – 18 de Julho (July 18)

Que dia tão bonito…

(truly a beautiful day..)

“Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that most frightens us. We ask ourselves, Who am I to be brilliant, gorgeous, talented, fabulous? Actually, who are you not to be? You are a child of God. Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so that other people won’t feel insecure around you. We are all meant to shine, as children do. We were born to make manifest the glory of God that is within us. It’s not just in some of us; it’s in everyone. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we are liberated from our own fear, our presence automatically liberates others.”

Nelson Mandela – born July 18 , 1918.

« O medo mais profundo não é o de sermos inadequados. O nosso medo mais profundo é o sermos poderosos muito além da medida. É a nossa “luz” e não as nossas trevas que nos assusta mais.

E perguntamo-nos a nós mesmos: quem sou eu para ser tido(a) como brilhante, maravilhoso(a), talentoso(a), fabuloso(a)?

Então assim sendo, quem é que não deverias (deverás) ser?

És filho de Deus. Fazer o papel de quem “pequeno” é não serve (nada adianta) neste mundo. Nada se “ilumina” ao se encolher para que o “outro” não se sinta inseguro em nosso redor. Fomos todos feitos para brilhar, brilhar como brilham as crianças. Nascemos para que se manifeste a glória de Deus que cada um traz dentro de si. Não está apenas presente em alguns de nós, está em todos. E conforme deixamos a nossa própria “luz” brilhar, inconscientemente permitimos “ao Outro” (aos outros) fazer o mesmo. Ao libertarmo-nos do nosso próprio medo a nossa presença automaticamente liberta “o Outro” (os outros). »

Tradução:  Maria MFA Costa

(e assim de repente vem à mente um pensamento que provêm de ‘outra’ pérola da Humanidade –
“A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.” – Mohandas Gandhi)

 

 

 

 


Post Scriptum: date – July 18th, 2018

 

I have become aware that the above quote, has been wrongly attributed to the great  Nelson Mandela, over the years, and at the time I was writing this post in celebration of his birthday (he was still with us) I wasn’t even aware that it had been attributed to his 1994 inauguration speeches , specifically.

Not that he wouldn’t be capable of such a beautiful thought (for we all know he was), but in truth, at such a moment in time, it would be out of context – upon the achievement of being elected after having gone through such turmoil, hardship and struggle – as a freedom-fighter.
So, I leave you with LINKs to his 1994 inaugural speeches (for they are no less inspirational, and truly worth the read), and out of fairness also a link to the actual author – one who was flattered when she became aware that many had placed her words in the mind of Madiba at such an incredibly moving moment in History.

Thank you, for reading this, and have a stunningly beautiful Madiba Day!

 

LINK – May 10, 1994 – by President Nelson Mandela  (This is such a wonderful read, indeed)

LINK – May 9, 1994 – by President Nelson Mandela (incredible, and uplifting moments in History)

 

LINK  – NelsonMandelaOrg/Search

 

– Link  to the author of the passage whence, apparently, the above words had come from, and subsequently,  wrongfully attributed to President Mandela.  The internet has been a source of misinformation, and I wish to not take part in that (though inadvertently, I had).

 

 


LINK (I do love this image ♥ )

Alan-Craig-Portraits-With-Miniature-People-Yellowtrace-03

by Alan Craig (see Link, or write the following in your browser) http://www.craigalanart.com/view.php?ipg=detail&cid=708&index=60

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

An Involuntary Redemption

(first posted at – GUIDA FINE ARTS )

“Kafka – © Guida Almeida
An Involuntary Redemption

Hope,that solitary mistress…
somehow abandons me, yet the sun doth shine somewhere
even though babies cry under bullets perhaps sold by my treasonous hand.
The air on the other side seems stale.
I dare not open the door for I fear the rumble of rats..
Persistently stalk, spread disease and invade my lost innocence,
they are are no friends of mine.
If they screech out my name I know them not.
Given no heed, at times the battle seems lost forever
by acts treacherous as they are involuntary.
Eyes not withstanding, a heart incapable of grasping a vision’s full compass,
The Lord thus eases my pain through an apparent blindness.
Still, in a myriad of fragmental imagery I am brought to my knees torn by tearful doubt.
Redemption of what I know not brings no solace.
and (to the East) I sigh
as I search.. and find but dark thought.
I thus come to you with my candle,
in an involuntary redemption

(To Libya,
to the human desert,
to gun running warlords as they greedily
murder me…
an utter rage of silence
and opposition)
.

nas margens

At The Shores of a Greater Go(o)d… Nas margens de um Deus maior…



 

© Guida Almeida

sitting at the shores, I hurriedly await ,

ah…

here.