Artwork / Paintings / Etchings / Music & Art News / General News

Uncategorized

Validare.

iamiulia

Câteodată îmi pare penibil cum majoritatea oamenilor sunt ahtiați după validarea socială și-și canalizează totalitatea eforturilor în a epata și a primi validarea celor din jur.

Îmi pare doar o încercare disperată a mulțumi pe ceilalți și cu siguranță această nevoie de validare nu-ți aduce beneficii reale în relația cu tine – adică în tot ceea ce contează.

Sărind peste lacunele emoționale și peste lipsa raționamentului și al spiritului analitic, maimuțărirea (astăzi prezentă în aproape orice domeniu de activitate) este în ochii multora, singura cale de a triumfa.

Mai există și cea de care sunt cel mai scârbită – anume bullyingul (negăsind tocmai un echivalent în română). Funcționează simplu, dovadă fiind utilizarea cât mai frecventă de către indivizii ce nu posedă alte capacități intelectuale. Adulmecând “inferioritate” sau adesea, firea introvertită, aceștia se ridică pe căderea altora.

To resume: Nu ești cool dacă faci mișto de ceilalți, nici amuzant dacă te…

View original post 4 more words

Advertisements

Ponto & Linha: oito linhas de prosa, linha vertical por quinze (linhas) de prosa, e novamente oito (linhas), sete ou dez pontos conforme a prosa — [a culpa é do Kandinsky].

'a view' - by G. Almeida

 

uma imensidão de estrelas, o som do mar…  A noite dá-nos a visão do que o
sol oculta, que nos engrandece pelo diminuto que é a nossa casa e a nossa
condição.  A viagem, que é efémera, que no paradoxo da sua fragilidade
contém uma força que torna possível contemplar o eterno, despe-se.
Segue-se em direcções e em distancias várias, de tempo, e de espaço (que
se tornam sinónimos e multiplicáveis), o cosmos não se acanhando com a
jaula da nossa cognição, e, pára-se.  Pára-se perante o canto de um grilo
que de baixo da amendoeira canta.

(Boa noite)

 

 

prosa escrita originalmente, por mim – 24 de Julho de 2016 

 

 

 


Uma imensidão de estrelas, o som do mar   A noite dá-nos  a
visão  do  que o sol oculta, que nos engrandece pelo diminuto que é a
nossa casa e a nossa condição. A viagem, que é efémera, que
no paradoxo da sua fragilidade contém uma força que torna possível contemplar o
eterno,
despe-se.
Segue-se em direcções e em distancias várias, de tempo, e de espaço (que se tornam sinónimos e
multiplicáveis), o cosmos não se acanhando com a jaula da nossa cognição,
e,
pára-se.   Párase
perante  o canto de
um
grilo
que  de  baixo da amendoeira  
canta.




Uma visão nossa no eterno despe-se. Segue-se  (multiplicáveis) e pára-se
perante um grilo que canta

 

… imensidão de estrelas, o som do mar…  A noite dá-nos  o  que o sol  oculta,
que nos engrandece pelo diminuto que  é a casa e a nossa condição.   

A viagem,  que é efémera, que, paradoxo da sua fragilidade
contém  uma força  
que torna possível contemplar  em direcções e em distancias várias de tempo  e de espaço

que se tornam sinónimos,  e o cosmos,   não se acanhando  com a jaula da nossa cognição — páram 
perante o canto de baixo da amendoeira. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 


Image

August 2019

AmazoniaGuidALmeida.jpg


A moment (a fleeting moment, a poetic cadence, a moment)

 

 

 

There’s something rather poetic and difficult to describe when you chance upon opening an account you have on a social media network, and come across a piece you rarely hear performed (it’s a lovely piece, by composer: Francisco Lacerda).  It starts to play  and suddenly before your eyes appears something else.  As you look you inequivocally, and instantly feel yourself identify with the youngling, saying – ”Aw, the same as me with my dog”) – but, what you’re listening to takes you a such step beyond that,  it takes you a moment to fathom that chance poetic cadence, laced betwixt sight and sound, before you.
And thus you sit, enthralled, in a state of warm wonderment, beyond words and explanation.

 

 

 

 

 

 

 

(the above ”clip” may take a moment to load and be visible)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Auto e paga o báiue

SUPLEMENTO CULTURAL

Moretto_budapest

Um auto em um acto e cenas tgistes.

Dgamatis pergsonae

Maria Celina
Adbílio Costa
Grande Inquisidor

Cena 1

(Sala da casa de Celina e Adbílio)

Adbílio- Mas onde é que diabo meti o tabaco?
Maria Celina- Já viste debaixo da almofada do sofá?
Adbílio- Já vi, já vi, não está uá nada.
Maria Celina- Vai lá ver outra vez, tu tens as coisas debaixo do nariz e não as vês.
Grande Inquisidor- Oh-oh-oh!
Abílio, Maria Celina- Oh-oh-oh!!?
Grande Inquisidor- Tempos houve em que ele ouvia o que Maria Celina lhe dizia.
Adbílio- Eu não te disse que não estava uá?! Eu bem te disse que não estava uá.
Maria Celina- Vai lá ver outra vez [Adbílio sai]
Adbílio [em grande excitamento]- Encontgei! Encontgei!
Maria Celina- Eu não te disse? És sempre um cabeça no ar.
Adbílio- Mas há aqui outgo pgobuema…
Grande Inquisidor- Isto é demais! Entrem! Venham!
[de bastidores…

View original post 120 more words


Batatas, mas fritas.. (por construcções)

 

 

 

na busca de um qualquer paraíso, idílico  Estar, onde espírito, sentindo repouso porém sem adormecimento dos sentidos, desejos, e anseios por algo (que são coisas que nos acordam), e sem que se canse, aqui ou ali, pelas vicissitudes da vida, no se Ser e no Devir, de etapa em etapa, que se cruza / sobrepõe /  ou corre por intervalos ao longo do tempo *….

(Tempo, aquele espaço que tem um fluir, numa direcção aparente, mas que pelos filtros e limites de nosso entendimento, que por graça não é perfeito (que alivio, não o ser, não é?) – vai num ou noutro sentido, por vezes mais, por vezes como se numa geometria das esferas, em bola, ou coisa assim)

* …onde uma pessoa o idealiza, buscando-o, desejando-o, no local de origem, ou noutro,

é uma busca motora existencial, tanta vez, e para tantos, e natural, mas,
onde a vida (amor, lutas, et cetera) e seu palpável sentido, aquando / a quanto – busca, ela própria que mói, ou pode moer, é aqui que uma pessoa vê,
– o significado que pode ver (entre outras, mas sobretudo este) num maratonista.  (E não só isso, naturalmente. Nem no boneco (do maratonista), nem na busca).

 

 

 

 

 

________________________________________________________________

– que construcção mais estranha de frase a que acabo de ver, em mim, como producto que se dá ou recebe, por nós mesmos (logo à partida), mas da qual cada vez mais é difícil em lhe fugir, serão cascas de uma qualquer cebola, metafórica, do Ser / Estar / Devir ?
Não sei bem.
Mas, tanto faz (creio).

 

 

 

 

Vou fritar umas batatas. ”Ó mãe, o cão está a ladrar..”.
hmmmmm… Onde é que pus o telefone? , eu ouço-o mas não o vejo… ”Ó mãe…”
( bolas, acabei de pisar uma coisa que se colou aos pés..). Cão anda cá, não precisas ladrar assim, que coisa.. Onde está a bola?

Uf, guitar,cello study III

oil on paper © G.A


Concerto Sábado, 27 de Agosto

 

/ Hora
Tomorrow at 10pm / Amanhã às 22h
Location / Morada
Merceraria Elite (São Pedro do Estoril) – http://www.facebook.com/mercearia.elite

* Rua Afonso de Albuquerque, 255, 2765-515 São Pedro do Estoril, Portugal
Phone (Portugal * 351)
218 267 748 / 917 647 300
Website
http://www.merceariaelite.com

Jazz / Blues

Guida Costa (Margarida) – voz & trombone de varas
Rodrigo Santoanastácio – guitarra
Zeca Neves – baixo/contrabaixo

imagens do trio

 

Para melhor conhecer o local deixo, para já, o LINK FB da Mercearia Elite
http://www.facebook.com/mercearia.elite

OU –  aqui no ‘mapa’ .

MAPA (map)


Jack Layton (1950 – 2011 )

The Pool (G. Almeida)

Now cracks a noble heart. Good-night, sweet prince;
And flights of angels sing thee to thy rest.

(William Shakespeare – Hamlet – Horatio, in Act 5, Scene 2 )

 

_____________________________________________________________________________________________
A State funeral shall be held tomorrow, Saturday – August 27th.

(The following that lies here below in this post on Jack Layton is taken from CBC News)

Jack Layton remembered as ‘courageous’

CBC News

(Image just below is a short video clip from CBC ca, watch  it by clicking on it with your mouse)

From his first election as a city councillor to his place in history as the first NDP Opposition Leader, a tribute to Jack Layton's colourful political career.Jack Layton: 1950-20115:03

Beginning of Story Content

Family, friends and colleagues are remembering NDP Leader Jack Layton as news starts to sink in that the politician known for his warmth and personality has died.

Friends and political foes alike praised Layton on Monday for his warmth, optimism and respect for opponents.

People who squared off politically against Layton, including former prime ministers Jean Chrétien and Paul Martin, as well as Prime Minister Stephen Harper and interim Liberal Leader Bob Rae, all spoke warmly about the NDP leader’s commitment to Canadians.

Layton, who led Canada’s Official Opposition, died early Monday morning at his Toronto home after a battle with cancer. He was 61.

Layton’s wife, Olivia Chow, and his children, Sarah and Michael Layton, issued a statement announcing his death.

“We deeply regret to inform you that the Honourable Jack Layton, leader of the New Democratic Party of Canada, passed away at 4:45 am today, Monday August 22. He passed away peacefully at his home surrounded by family and loved ones,” the statement read.

State funeral Saturday

Layton will be honoured with a state funeral Saturday in Toronto, senior NDP officials have told CBC News.

The government protocol office is working with the NDP and family of the NDP leader on exactly what the funeral will be.

Condolence books will be set up in Ottawa on Parliament Hill and in Toronto at city hall. Others will be located in NDP constituency offices across the country.

On Monday, mourners, many bearing flowers and other tributes, arrived at Layton’s Toronto constituency office. Friends and areas residents also arrived at his home on the quiet side street where he lived with Chow.

Social media was used to quickly organize public tributes, including gatherings on Parliament Hill, and a rally in Toronto. Later Monday evening, several hundred people came together for a vigil outside the Vancouver Art Gallery.

On Monday evening, hundreds of people were near the Centennial Flame at Parliament Hill, many leaving flowers, cans of Orange Crush that symbolize the NDP’s official colour, and notes. The crowd, many bearing candles, sang O Canada as the sun set.

The family released a letter from Layton to Canadians just after noon.

Layton had been battling new cancer

Layton’s death comes less than a month after he announced to the country that he was fighting a new form of cancer and was taking time off for treatment. Layton had been diagnosed with prostate cancer in late 2009 and underwent treatment for it. He continued working throughout that time and also battled a broken hip earlier this year. Layton used a cane for much of his time on the campaign trail this spring as he led the NDP to a historic victory on May 2.

His party claimed 103 seats, and was propelled to official Opposition status. Layton and his party were getting used to their new roles in Parliament but he did not appear to be in good health near the end of June. He said he felt pain and stiffness, he underwent tests and they confirmed he had a new form of cancer. He did not disclose what kind of cancer.

Layton’s chief of staff, Anne McGrath, said Monday that Layton’s condition took a quick turn for the worse Sunday night.

She spent a few hours with him Saturday and had a sense that he was losing a battle, but says his campaign slogan – don’t let them tell you it can’t be done – was also a personal slogan.

“It is a huge loss. It is a huge loss for me personally, but it’s a huge loss also for our party and our country,” she said.

McGrath worked with Layton for nearly a decade.

“There’s no question that my heart is broken,” she said.

McGrath said Layton was thinking about what it would mean for the party if he died. When they spoke on Saturday, they talked about upcoming events like the party’s annual caucus retreat in September and what Parliament would be like if he weren’t there.

Layton always liked to be presented with options, McGrath told Evan Solomon on CBC’s Power & Politics, including a plan for what would happen if he died.

“He was very, very practical and he was very much wanting to know that we were going to be able to continue and we were going to be strong,” she said.

After the news of Layton’s death emerged shortly after 8 a.m. ET, friends, colleagues and Canadians reacted quickly and with shock, sadness and tears. The flag on the Peace Tower was lowered to half-mast.

(…)


Assim, com estas e com outras coisas, se dá cabo de um planeta..

Blue Liquid Gloves - before the water goes to oblivion..| 2010 © G. Almeida

  • 05 de Abril de 2011

Desde ontem já foram largadas no Pacífico mais de 3400 toneladas

Autoridades pedem desculpa mas vão continuar a despejar água radioactiva para o oceano

05.04.2011 – 08:18 Por Helena Geraldes

Um responsável do Governo japonês pediu hoje desculpas pelo lançamento de milhares de toneladas de água radioactiva para o oceano, uma medida de emergência para tentar evitar o pior. Desde ontem já foram despejadas mais de 3400 toneladas de água para o Pacífico.

Responsáveis da Tepco hoje em conferência de imprensa Responsáveis da Tepco hoje em conferência de imprensa (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)

“A água contém um elevado nível de radiação”, disse hoje em conferência de imprensa o porta-voz do Governo, Yukio Edano. “É lamentável. Pedimos desculpas por esta decisão que tivemos de tomar”, disse, citado pela estação de televisão CNN.

Numa outra conferência de imprensa, o ministro japonês da Indústria, Banri Kaieda, informou que o Governo vai tentar não lançar mais água radioactiva para o Pacífico. “Gostaríamos que fosse a última vez.”

Ontem, a Tepco (Tokyo Electric Power Company) começou a despejar para o oceano 11.500 toneladas de água radioactiva, uma operação que durará cerca de uma semana e que pretende libertar tanques de armazenamento para guardar água ainda mais radioactiva que se tem vindo a acumular na central nuclear de Fukushima 1, especialmente no edifício do reactor 2.

Segundo a agência de notícias Kyodo já foram lançadas 3430 toneladas de água com baixos níveis de radioactividade. Banri Kaieda pediu desculpas pelos receios sentidos pela população, especialmente pelos pescadores. Mas garantiu que a medida não coloca grandes riscos para a saúde.

Ainda assim, o ministro Kaieda anunciou que ordenou um reforço à monitorização da radioactividade e ao impacto que terá no ecossistema marinho. Yukio Edano acrescentou que está em cima da mesa a ideia de instalar uma espécie de barreiras para evitar que a contaminação se espalhe demasiado e que o Governo nipónico já informou as autoridades internacionais responsáveis da operação de despejo de água radioactiva para o oceano.

Por seu lado, o ministro da Agricultura, Michihiko Kano, revelou que pretende reforçar as inspecções ao pescado, em cooperação com os governos das províncias de Ibaraki e de Chiba.

Esta medida de emergência é necessária para reduzir o risco de exposição à radioactividade dos funcionários que tentam recuperar o sistema de arrefecimento da central nuclear e facilitar o progresso dos trabalhos.

A Coreia do Sul já disse hoje estar preocupada com o lançamento da água radioactiva para o oceano, noticiou a agência Yonhap, citando responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros. “É a proximidade entre os dois países que torna o lançamento desta água numa questão tão premente para nós”, comentou um responsável, em anonimato. Esta fonte disse que ontem a embaixada da Coreia do Sul em Tóquio manifestou as suas preocupações ao Governo japonês, pedindo-lhe medidas para conter os efeitos da radiação nas águas. “Por enquanto, não temos padrões claros para determinar quão má será para nós” aquela medida, acrescentou.

Concentração de iodo-131 estava 7,5 milhões de vezes acima do máximo legal

Entretanto, a Tepco tenta, desde sábado, estancar uma fuga de água altamente radioactiva para o oceano. Hoje, a empresa anunciou que amostras recolhidas no sábado, no mar perto daquele reactor, revelaram concentrações de iodo-131 acima do máximo legal 7,5 milhões de vezes, noticiou a agência Kyodo.

A empresa já usou cimento e materiais altamente absorventes para tentar bloquear a fuga mas não teve sucesso. Hoje começou a injectar silicato de sódio, também conhecido como “água de vidro”.

O sismo e tsunami de 11 de Março fizeram parar o sistema de arrefecimento da central nuclear. Por isso, as autoridades lançaram toneladas de água sobre os reactores, para tentar impedir o aumento da temperatura e o sobre-aquecimento das barras de combustível.

______________________________________________________________________________________

JN
05 Abril 2011
Terramoto no Japão

Fukushima com radioactividade cinco milhões de vezes superior ao limite

11h01m

O nível de iodo radioactivo nas águas marinhas próximas da central nuclear de Fukushima (Nordeste do Japão) é cinco milhões de vezes superior ao limite legal, informou esta terça-feira a concessionária da central, Tepco.

foto Carlos Barria/Reuters
Fukushima com radioactividade cinco milhões de vezes superior ao limite

Também segundo a Tepco, o nível de césio-137 nas águas do mar próximas da central é 1,1 milhões de vezes superior ao limite legal.

Enquanto o iodo-131 tem uma vida média relativamente breve, de oito dias, o período de semi-desintegração do césio-137 é de 30 anos.

Uma amostra recolhida segunda-feira numa área próxima do reactor 2 revelou uma concentração excessiva de iodo, e as análises também mostraram uma presença de césio-137.

Dois dias antes, no sábado, a concentração de I-131 era ainda maior, 7,5 milhões de vezes superior ao limite legal, segundo a Tepco.

Os técnicos que trabalham em Fukushima tentam determinar as vias pelas quais chega ao mar a água radioactiva, que se acredita que provenha do núcleo do reactor 2.

Ler Artigo Completo

Fukushima com radioactividade cinco milhões de vezes superior ao limite

11h01m

Várias zonas das unidades 1, 2 e 3 de Fukushima estão inundadas com água muito contaminada, que dificulta seriamente os esforços dos operários para tentar arrefecer os reactores atómicos, danificados pelo sismo e posterior tsunami de 11 de Março.

Na segunda-feira, a Tepco começou uma operação para lançar ao mar 11500 toneladas de água com um nível de radioactividade 100 mil vezes superior ao limite legal, proveniente das unidades 1 e 3.

Ler Artigo Completo

Tokyo…

Below is taken directly from the French news paper “Le Monde”

___________________________________________________________

Le monde sous la menace invisible du nuage radioactif


000_hkg4718188.1300792728.jpg

La population nippone est en alerte. Elle craint, en particulier les 35 millions d’habitants de la région de Tokyo, que le vent du nord soufflant sur la centrale de Fukushima ne propage des substances radioactives jusque dans la capitale, à moins de 250 km au sud-ouest. Des taux de radioactivité ont déjà été trouvés dans des légumes, du lait et de l’eau. Depuis le 11 mars, l’accident nucléaire au Japon, et en particulier son panache radioactif, soulève donc de fortes inquiétudes.

Quelles sont les substances radioactives émises lors d’un accident nucléaire ?

Dans un nuage issu d’un accident nucléaire, on trouve des produits de la fission nucléaire, tels que du xénon, du krypton ou du tellure et surtout de l’iode 131 et du césium 137, qui ont le plus grand impact immédiat sur la santé. L’autre danger est lié aux rayonnements ionisants invisibles comme ceux provoqués par les particules alpha et bêta et les ondes gamma.

Quelle est la quantité de radioactivité émise ?

Les principales émissions de radioactivité ont eu lieu entre le 12 et le 16 mars, au moment des relargages volontaires de vapeur d’eau contaminée, pour abaisser la pression à l’intérieur des réacteurs. Selon l’Institut de radioprotection et de sûreté nucléaire (IRSN), la quantité de radioactivité émise depuis le début de l’accident se situe dans une fourchette de 1 à 10% de celle de Tchernobyl.

Quelles sont les menaces pour la population ?

Elles resteront difficiles à définir tant qu’une solution n’aura pas été trouvée sur le site de la centrale pour empêcher les rejets radioactifs. Mais contrairement à Tchernobyl, les populations ont été évacuées dans un rayon de 30 km avant et non après les premières émissions de radioactivité. Or, c’est dans cette zone que les rejets ont pu atteindre le seuil de 50 millisieverts qui nécessite la prise d’iode pour saturer la thyroïde. Au-delà de ce périmètre, le risque est la pluie, qui transporte les radionucléides et accentue leur dépôt dans l’environnement.

Que va devenir le nuage radioactif ?

Le devenir du nuage dépendra des facteurs météorologiques, notamment du vent, et de sa composition précise : la quantité d’iode radioactif se divise par exemple par deux tous les huit jours tandis que pour le césium il faut trente ans. Mais dans tous les cas, il y aura des particules dans l’atmosphère du monde entier.

Compte tenu des conditions météorologiques, le premier territoire français touché devrait être Saint-Pierre-et-Miquelon, mercredi. Mais en raison de la distance qui sépare le Japon et la France (près de 15 000 km), les radionucléides seront dilués au cours de leur transport et se retrouveront à des concentrations beaucoup plus faibles que lors de leur émission. L’Autorité de sûreté nucléaire (ASN) estime que les concentrations attendues dans l’Hexagone et les départements d’outre-mer de l’hémisphère nord devraient être de l’ordre de 0,001 becquerel par mètre cube. A titre de comparaison, les valeurs mesurées dans l’est de la France après l’accident de Tchernobyl, en mai 1986, étaient de 1 à 10 Bq/m3.

(direct link to Le Monde )