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Poetry

Two Songs

A song for my grandparents:

I look out to the sea
It looks back at me
a moist blue shine
its air thick of brine

Each wave
I delight
(The) heavens’ hues
in my sight

I quiver, I stare
my soul open, bare
hums to the breeze
a song of forest and trees

I sit and I stand
drying my face
from the wonderment
that pours down as lace

 

 


(a song)
Before Sleep:

 

— How can it be
the Land Of The Free
when authority
doth bend a knee
in treachery?
(on a man’s neck)

And the massacre at Wounded Knee
past Little Big Horn, past all Treaty?
And the spreading of death across the Sea?
(or to the south
where all is to wreck? )

For so much crime
I would not rhyme
but for God’s grace
though to that place
God is a token
soiled, broken
– an empty thrill
on a dollar bill –

(God placed as a symbol on money?)
‘Tis Rand, not God – ’tis Rand I see
‘Tis Rand whence lies that Galilee.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 


where the marigolds lie (where they liest – ’tis a mix of tense and time)

I’m from here, but write in tongues of another, for my land is not mine own
I’m here, but my song is not mine own
I am with you, for we seek a better home

(Home?)

Where is home if it not be bathed in thine eyes?
Where?

Is it the cheesy cake, baked from millions of years ¹(that art)   past and ¹(that art) gone? —
Is it thy lines, written upon thy face?
Is it in the letter sent my mother
Or in my brother’s embrace?
(Is it) thy gaze that takest me to wonder?
(Is it) thy most supple, strong embrace ?
I wonder dear, where the marigolds lie
As I long thy strapping grace
Upon hill and dale
And anywhere (whence)
My cumbersome eyes thou (hast) traced

 

 


 author’s note: — italics only in song version —
(or not)
If they are in a bluish hue,
they are (or ought to be)
paired off, each whole or in bits
(or with others of similar chromatic presence elsewhere below)
the ¹  is an extra –a superfluous appendix for ”that art’

You may find it at the very end of the present article


 é o que me está a apetecer ouvir

 

 

 


that art thou art
mine
mine
takest
liest
mine (my)
inflection
hast
(behold)
my (mine)
reflection

takest

thine
embrace

.

( the pronominal phrase, 
  the nominal reflection { ?  }  a case in time   or mere inflection  ) 

 

 

 

 

 

 ¹*   [ this poem above is for the reader to verse either in fugued form – ad libitum , or straight through]

.
 


IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016

 

 

thou art art  though thou art not
thou art that art that thou art not
thou art not that art
thou art art.
thou in art and thou without
thou art
thou art,
thou art not,
and

thou art that art that thou art
and are not.

 

 

 

 

 

²*     [ this  poem is to be read as is ]

 

 

 

 

 


•  ''where the marigolds lie (where they liest - 'tis a mix of tense and time)''

— is the title of the first as well as all three poems , together,  and it was made to be read (or recited).   

gui

[author’s other note –
”Three poems – from word to song – ”
(this note is mostly for me)

*The coloured italics
used in the ”bridge”
(adjacent / modulating modes),
 but also still remain 
in respective section and sequel.
(whether they be ”worded” or not).
*The ”b” (second) section – the use of
hocket, and through
contrapuntal devices
*The ”c”(third) section – for the coda]

*for the work based on:
« where the marigolds lie (where they liest – ’tis a mix of tense and time) »

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

(final note)

Hope all are well – and may good health find you when you need it. 
Take care.

 

 

 

 


APPENDIX

¹  (that art)

That art is an art
Cascading redemption
It hath a heart
Seeth contention
Be it song
Be it slight
Be it wrong
Be it flight
The longest breeze
Claspeth thy knees
In relentless wonder
Whilst ye slumber
– It hath no number
Hath no jury
A fury

Redeeming invention

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

 

.


Pensar no Novembro – músicos e poesias

Teria feito anos, o Herberto Helder.
No dia 22 fez uma querida amiga, no dia 23 mais uns quantos que tanto estimo, no dia 24 um querido amigo e colega assim como o poeta H.H.   Hoje marca o dia de aniversário mais alguns que me são queridos (meus primos – e cunhado, e uma amiga querida).   Este ano tem sido um mês que começou como habitualmente para mim, com um dia lindo, o de nascimento da minha querida sobrinha mais velha, de outros belos aniversários de gente que estimo, e, de partidas.  O tempo vai passando e é isto, todos os meses assim a começarem a ter ambas coisas. Dito isto, deixo um beijo a quem aqui passar por esta publicação, e um abraço

 

(poema de H.H.)

A PAIXÃO GREGA

 

Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável, apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a paixão
e eu me perdesse nela
a paixão grega.

 

my pup and the sea (I think he was 3, almost as old as the sea - no wait - as me -- no wait -- as ...)


 


 

 

.

Já se passaram alguns dias desde que partiram duas pessoas do nosso mundo da música, que tanto impacto tiveram. Demorei um pouco para escrever esta *nota, porque além de chocada pelas partidas, e solidária com a dor de filhos e amigos de Tita (a Helena Lamas Pimentel), no dia que seguinte  nos deixava o José Mário Branco.
Mostrava o Tomás (um amigo, e ainda na imensa dor da perda de sua querida mãe) um lindo concerto que faz as delícias de qualquer um.
Vou deixar aqui um registo desse concerto, lindíssimo, felizmente captado pela RTP2,
(é tão bonito este concerto, com gente que tanto estimo e de longa data, ali junto dele, a dar corpo à música)
O que dizer sobre o José Mário?

Acho que ser-me-á mais fácil deixar o registo do que escrevi algures por aí, no dia a seguir à notícia de sua partida.

 

A primeira vez que ouvi trabalho de Zé Mário Branco , os sons (orquestração, arranjo..).. captaram-me, e faziam brilhar ainda mais e abrir o mundo . do Zeca. 
O vinil velhinho, de som quente como o vinil que nos traz todos os timbres que nos traz, tem sobrevivido travessias de mar, e espero que ele um dia regresse de onde está (mas tenho-o todo de cor, cada linha e som de cada arranjo, assim como a linda voz do Zeca). É um som quente que percorre a alma, enquanto passa tal disco na mente. É som que traz um sol que aquece e que adoça a chuva que cai (neste momento, já vou na música ”Maio maduro Maio”, percussão, a guitarra que conduz e baixo.. a voz, segue um esvoaçar de flauta, percussões, baixo, guitarra.. trompete.. aaah… (este disco não envelhece)…

_______________________
(segue uma versão mais longa do que está no original, acima)

A primeira vez que ouvi trabalho de Zé Mário Branco , os sons (orquestração, arranjo..).. captaram-me, e faziam brilhar ainda mais e abrir o mundo . do Zeca. 
Na altura não sabia que eu própria, ao me fascinar por outros instrumentos para poder sentir aquele prívilégio de crescer entendendo e sentindo como se voava em liberdade pelas cifras que se apresentavam numa partitura para quando, entre colegas, se pedia a voz de cada um – livre – e dentro dos parâmetros que nos fizessem sentido ou naturais à mensagem tocada, e que por norma na altura apenas as conhecia no Jazz mas que, alertados a crescer mais plenamente era de ir com outros olhos a outra das bases – as cifras do Baixo Cifrado (aquelas da época do Barroco). O mundo não era de modo algum lusófono nessa altura, apenas aquele que havia em casa, e, ainda sem atingir altura (comprimento de braços) por falta de idade (pfffffffft) senão para 5 / 7 da extensão desse novo instrumento (por isso sendo-me adjudicado um do mesmo naipe, mas na sua versão ‘baixo”, mantendo um bocal regular mas com gatilho que transpunha os últimos 2 / 7 do’ instrumento’ daquele que era *regular, e para minha felicidade devido a essa falha que a falta de idade traduzia no meu corpo no início da adolescência, apanhava – devido ao gosto do regente (quiçá, o Regente-Mor também) – passava a ”colar-me” (por assim dizer-se) ao ”papel” de um exuberante baixo, dobrando-o (xiiiiiiii era com cada baixo que se punham obras a bombar, e eu cheiinha de medo de falhar, Exigia-se cada coisa, meu Deus).. Voltando poucos anos antes, e ainda sem 10 anos tendo feito, era aquele disco, enviado por nosso irmão mais velho para casa, do outro lado do mar, onde só em casa havia mundo Lusófono e onde realmente ouvia – este nosso mundo de cá.. (mesmo que tingido fosse por familiares e amigos destes, claro), e, que bonito que aquilo era.. Encantava-me. Também enviou um do Sérgio Godinho, claro está, tinha ele regressado pouco antes do ultramar, já de farda despida.. (são e salvo, graças a Deus). Não imaginava que mais tarde aqui viria eu parar deste lado do mar, de forma um pouco mais fixa, na década seguinte, e depois dessa mais fixa ainda devido às vicissitudes da vida.. 
O vinil velhinho, de som quente como o vinil que nos traz todos os timbres que nos traz, tem sobrevivido travessias de mar, e espero que ele um dia regresse de onde está (mas tenho-o todo de cor, cada linha e som de cada arranjo, assim como a linda voz do Zeca). É um som quente que percorre a alma, enquanto passa tal disco na mente. É som que traz um sol que aquece e que adoça a chuva que cai (neste momento, já vou na música ”Maio maduro Maio”, percussão, a guitarra que conduz e baixo.. a voz, segue um esvoaçar de flauta, percussões, baixo, guitarra.. trompete.. aaah… (este disco não envelhece)…

 


Helena Lamas Pimentel
–  a Tita.

Lembro-me tão bem dela, na altura tendo chegado ao país pouco antes e, tal como um querido amigo (também ele, recém chegado) e colega – o meu querido Clausíssimo (Claus Nymark), juntamente com outro amigo chegado e colega – o Eduardo Santos, ela nos enviava a escolas e alguns outros locais para nos verem tocar e sensibilizar para a música. Creio que na altura éramos um quarteto: dois trombones, um trompete, mais a namorada na altura de um deles – no clarinete. Se me lembro bem, íamos munidos de tocatas para sopros.   O Eduardinho, que era mais amigo de falar – apresentava-nos, habitualmente.   Ela pedia, e lá íamos (quem poderia recusar um pedido de tal senhora?)
Era a elegância em pessoa,  dinâmica, e de um sorriso contagiante.

Nota de Rui Vieira Nery (FB) – sobre a professora Helena Lamas Pimentel
LINK

 

 


In memoriam:
A  querida Clotilde

clo_2013april ---- Clotilde Rosa  - G.A.

Notável talento e brilho na composição, e no seu instrumento de eleição.
Sim, posso ser tida como sendo subjectiva no caso dela, mas ela não precisava da subjectividade dos amigos ou da sua querida família para se perceber que se estava perante um dos nossos grande vultos..
Não sabia eu que quando, atrapalhada para esconder o meu bloco de rascunhos enqanto conversávamos, na altura de traçar estas linhas para a captar sem que ela se apercebesse de o estar a fazer, que não a tornaria a apanhar estando eu munida assim com semelhante bloco de rascunhos.. O mundo que nos unia era um de ternura, onde cabia fraternos amigos entre os quais o filhote (Zé) com seu magnifico violino, o nosso genial e tão querido Jorge Peixinho (um gigante, de coração e talento, tal qual era e o sempre fora, tantas saudades que tenho também deste doce e terno amigo) , e,  mais uns quantos que com prazer e gosto enquanto penso neles, me aquecem a alma..
Faz hoje dois anos que ela nos deixou de acompanhar neste ‘plano’ mas connosco sempre se manterá.
Tenho saudades dela.

Ela tinha no Jorge um maninho mais novo, dizia, cheia de carinho e muita saudade, enquanto expressava orgulho nas novas gerações de compositores. Uma enorme mulher num país pequenino.
Ficam aqui beijos, e um abraço muito caloroso aos seus queridos filhos e outros familiares,  aos restantes amigos, e aos inúmeros alunos
(Escrevi que temos um país pequenino? Sim, É pequenino, mas, no meio de tanta pequenez, tem havido e há gente de dimensão imensa. E não, nem me refiro apenas no que respeita à área da música, onde eles têm andado ou andaram a desbravar caminho numa imensidão de cinzentismo amorfo e labrego. )

Clotilde Rosa (a photo taken with a very old fangled phone - G.A.)
Clotilde Rosa (a photo taken with a very old fangled phone – G.A.)

 

 


 

 

 

 

 


Prelude & Basso Ostinato, Ballada, Prelude, Harlem Mist, and Angelico (- and – I suppose I may be tempted to leave a Haiku – but – only after listening to Angelico or the previous prelude. Hmmmm – perhaps a Sicilian Tercet…)

 

Ah, but, I must soon stop hovering and awaken.

(ok- it’s true I did see the sun rise – but – I’m still in that blue hour mode)

__________
Good morning.

 

 

(Prelude & Basso Ostinato

 

 

 

 

(Ballada)

 

 

 

 

(Prelude – from the ”Petite Suite”, performed by M. Henriques)

 

 

 

 

(”Harlem Mist” – from the album *Wilderness)
 

 

 

 

(”Angelico” – from Musica Callada  / Book 1 – 1)

 

 

 

(haiku)


Dripping rays of light
trickling through – key after key
as the gentlest rain

 

 

 

 

 

 

 


(Sicilian tercet)

 

trickling, A sweet torrent mist in the night,
adrift mid-air then settling  in layers,
wraps yon blue hour as it comes to full height

 

from that moistened, warm heart that drifts and sails
aloft, mid-air then settling in prayers
as the blanket is woven –  for one’s trails

 

 

 

 

 

 

 

 

_________–_______________

 

 

 

 

 

 






Ok – ok – I had seen the following video posted and had saved its LINK  to watch later when I’d come back .
(so I’ll leave it here as well, for when I come back). It was to have been posted yesterday, but I got sidetracked.

( I suppose I can also leave a link with the full proceedings, https://youtu.be/j5u1skEoqLs?t=354 )

 


Wishing all a nice day –

close up photo of dog wearing sunglasses

Photo by Ilargian Faus on Pexels.com

 

 

 

.


Bird, little bird

 

IMGP5275_GA

 

IMGP5277_GA

 

 

 

 

 

 

When you learn to fly,

But you haven’t any wings

When you stand and cry —
                                       

                ( : )

                                                                                                                            

simply standing – dry,

the rain within pours and stings,

and it hurts and sings —           

                         

in a holy plight,

in battered flight, wavering

your hand – favouring

 

 

because

it’s

warm before the night.

 

 

 

 

 

 


59 syllable poem.  –   ”575 575 575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe
                                            

 

 

poem dedicated to a little bird

 

 

 


 

 

 

An annotation to the poem:  in brackets I leave a *Key / Legend – as if in a map, for its reading.

(59 syllable form of 3 haiku + 3lined strophe | in mus. comp. terms it would be a Da capo Aria, but, in truth, more towards being a small French Overture form, where the Da capo section precedes (can precede, that is)  those that follow, that can be on there own – with the Da Capo section and independant of each other in their own ”section”, or linked between the three that follow in their present order, or, a variation if expanded to a larger structure. This description of ”structure”, is mainly for my own benefit – and as a mnemonic – for Musical Form, in case I hit the keyboard latter on (for instance, because my poor brain functions more freely as a musician, when looking at form and structure).  I shall leave, however, a punctuation mark – a full colon – to represent the Da Capo section before it, in light blue). As I also see the this somewhat as another sample of a ”fugued poem” form, as well (I have a couple), where each line of the Da Capo section can stand on its own – for the the *variations in mind,  the full (or rather, the expanded version) of this I shall leave below (also in light blue)  .

 

 

 

When you learn to fly  

The rain within pours and stings    

Your hand, favouring   

But you haven’t any wings   

In a holy plight   

Because its warm in the night  

Simply standing – dry, 

When you stand and cry,   

In battered flight, wavering      

 

 

 

And
Because
it’s warm, sing .

 

 


(variation: section 575757557 123 –   and varied off the 575 575 575 215) 

 


Finale: 
[215 557755575(or 7) –  a 59 syllab, form(or 61, if seen as a * 2nd variation*).  ]


 

 

Because
it’s
warm before the night, 

 

Your hand, favouring
in a holy plight, 
in battered flight, wavering,
But you haven’t any wings
Simply standing – dry,
And it hurts and sings,
When you stand and cry,
The rain within pours – and stings,
Because it is warm – (because it’s warm before the night) .  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


-a poem (sung in a Locrian mode, with florid counterpoint)

 

 

The Sun’s tender sheen
dances freshly on my brow
as I awaken.

In a sweet caress,
as it baths me through and through,
I wander outside.

The trees are bursting
with lemons and little birds.
I sit in wonder

each day,

when

a loved one is born.

 

 

 

 

 

 

 

 


(As today, and a few other days, whether they’re still here or ‘away’, the warmest light seems to shine even if it rains – just like today.  And, it wasn’t even raining.)

 

 

 

59 syllable poem.  –   ”575 575575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe

© Guida Almeida

técnica mista s/tela ©

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Listening, on the riverbank.. (open form verse, quantitative meter: 9 – 9 – 5 / 11 / 1 – 5 – 2 )


 

 

 

 

 

Sometimes Coltrane,  sometimes Bach, sometimes
whence flow  profound seas of Tchaikovsky

– cometh melted snows.

 

 

You feel the river bed move,
and there you sit,

warmed,

past Time and Season,

trickling.

 

 

 

 

(open form verse, quantitative meter)

 

 

 

 

 

 

.

the bear

 

Sung the babbling brook

dancing cooly in the breeze

in sweet surrender

 

to a soft chinook

as it passed, warm and ternder,

fragrantly through  trees,

where the humming bees

parade their brightest yellow

to a flutt’ring halt

 

where lay

the

stiffened furry bear.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

zoo bear

Photo by Rasmus Svinding on Pexels.com

 

 

 

 

 

 

 


 


59 syllable poem.  –   ”575 575575 215” form | 3 haiku +  3lined strophe

 

 

 

 

.


poem

 

 

Looking at the chair,
sun ablaze on whitened hair,
– a glistening memory.

 

Your voice, deep and low
in soft cascade whence it flows
past recollection.
I feel  your sweet gaze
pour gently upon my skin
and learn that God is

 

 

tender

and
careful with my heart.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A 59 syllable poem.  I was going to call this poem ”575 575575 215”, but that made it look too much like a phone number

red telephone booth beside brown tree

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Time: in a Penta-iambic Quatrain.. open couplets amidst closed (clothed) lines. | ”fugued poem”

 

Crouched in a corner,
bending bouyant blur,
sitting in a room
faster than sunlight.

 


Time is no foreigner,
no shifting  murmur
in movement, to loom
perched in endless flight.

Typecast adorner,
Chronus’s porter
transfixed, flows.  As spume,
beams full in plain sight.

___

Cometh yon caboose 
– untamed, almost loose,
– anointed, jointed,
– appointed, in truce.

 

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

 

Bending bouyant blurr
No shifting murmur
Chronus’s porter
Untamed, almost loose
Sitting in a room
Movement, anointed
To loom there, jointed
Transfixed, flowing spume
Perched in endless flight
Faster than sunlight
Appointed in truce
Beams in a corner
Crouched in plain sight.
Time
is no
adorner, typecast foreigner

 

it
Cometh intemporal
and loose.

________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

____________________

Faster than sunlight
Time is no foreigner
Bending bouyant blur
In movement, to loom

In movement, to loom
Chonus’s porter
Anointed, jointed,
Beams full in plain sight.

 

 

 

 

 

 
shallow focus photography of wooden clothes clip on clothes string rack

Photo by Santosh Maharjan on Pexels.com

 

IMG_20140708_142607

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(more…)


3 haiku

 

a fractal casting
of Euclidean silence
dances on my leg

 

 

 

a rustling of leaves,
tangents – timidly pacing
the night  on each foot

 

 

 

 

 

 

 


 


©

sprawled upon the ground
lay many moving shadows.
– just shuffled through three.

(this very moment..)

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Haiku (son of Zeus – son of Hera)

the battle blazes,

doth glow the fields of repentence

— upon bodies, stacked.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© Guida Almeida

pormenor

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

 

 


Haiku (a painter’s haiku)

bursting in blossoms

smiles yon almond tree, sweely

unto the heavens

 

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(Blossoming forth bursts yon almond tree.
Where are you little cricket?

”I dream at your feet” – it answers.)


G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Sicilian Tercet

- I was to give this to the man who enspired it, but my mom insisted on having it - ♥ with his blessing

 

Each sonnet difts in a slumber of hosts

with wings extended glide the depths of night,

all lines surrendered, untangled their ghosts.

 

Guided by form,  accounted by texture,

a blanket, thick woven, fashioned through flight,

all placed, all aligned – thought, whim and gesture.

 

They play, they soar, they dip in pirouettes

never fumbling, they moor, come without fright,

encircling, danced – embodied minuets.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

To feel the earth beneath your aching feet

and pace the depths of your sole’s (soul’s) perceptions

past the glaze of Time’s preordained retreats.

 

Cometh the dawn with merriments and
______unto swirl and line entangled

 

 

 

 

 

(90 + 30 + 17  = 147 | 147 + 3 ∈ ) 


Haiku (haiku & Yellow Blue – Kandinsky colours 2) 

feet on the warm sand

eyes drifting brisk high, brisk low

swells of indigo

 

 


 


Haiku Yellow Blue

Kandinsky colours 2

Colours two (?) line 2  (?)  

( ? ) – to / two / too 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

_____________

(Although I do not want to impose in any way any imagery of mine outside of what the words suggest,  so as to leave that to each that should com upon this post, I confess that I can’t help myself from leaving a picture of my dog on the beach when he was but a pup.. I love this picture.  I know what I’ll do, I’ll leave it way down on the post, in hopes of not ruining the read)

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua concava natureza, por esta esfera

***
Desvendado o firmamento, um risco lunar timidamente esboçado, cortante o seu fulgor enquanto rasga as frias trevas da noite, rapidamente se passou para além de meu horizonte.

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se   torna
mutável ).  **
Olho para cima e ei-lo, o Pégaso esvoaçante, móvel porque me mexo, mesmo que aqui parada aparento estar.
Parada entre as sobras das sombras que se criam e se desfazem a cada instante enquanto tomam corpo noutros mapas celestes e que no entanto me enxergam aqui como se parada no tempo pelo tempo que duro, estou.
Serei um palmo de tempo num corpo que mexe,  ptolemaico,  redondo,  o seu som molhado e seu trajecto girante  junto à chama que lhe faz anil a meus olhos quando aqui não estão.   
Pelo horizonte me meço e por ele estremeço ante o astrolábio que me concedeu o Navegador-Mor. Por vezes anda mal tratado, caindo ao chão como um qualquer par de óculos que me esqueço de usar… Encontro-o quando o penso perdido,  no olhar do cão que encosta o seu nariz ao meu, numa voz vizinha que me chama e me pede um chocolate quente, noutra que se propõe a cortar-me os longos cabelos ou numa criança, rabina, que não entende a razão que o cavalinho que montara num supermercado e que muda de cores – parou. Ele tem uma capacidade em me surpreender, como quem diz – ”Estou aqui, sua tonta”.   Perdoa-me os meus defeitos, o nónio foi feito por uma matemática sem a mácula.

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que se desnuda conforme a noite avança na sua natureza concava desta esfera.  ***

 

 

Dal Segno (𝄋)  al Codetta (⊕)   & /   al Coda (⊗ ) 

|:


***(:| |:)

  𝄋 

 

(Mal vejo os dedos e no entanto
vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda
conforme a noite desta esfera
avança, na sua natureza,
concava.)


***  (:|  or    |: & :|)

***(alt. 1º⌋   &  ⌊2º ending  to repeat signs – or – straight 1x repetition  )
(alt. – Segno )

(𝄋)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(© the above transcript was originally writen elsewhere – Decembre 23, 2017)

 

 

 

 

 

 

PianoCliffNo3_GuiAlmeida

piano cliff III – © G.A

 

 

 

   (Codetta  / Coda   & DcC-Fine ∑ ) :

Agora não liguem, o que se segue são aqueles meus exercícios em modo – ”Resnais”,  e também  próprios de quem lida (por exemplo) com contrapontos diversos que,  podem não alterar a Harmonia estructural (pelo menos de forma significativa), porém,  dizem de forma especifica quando isolados coisa diferente – na  mesma linha.
(-coisa de músicos, portanto, não liguem).

 

 

 

( ) 

 

***   ( |: & :|)

** ( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  (que)  se   (con)torna  ( , )
mutável ) .

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  contorna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende  como a pele de uma maçã ,   ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e (que) se contorna ,  
mutável ) .


( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e que se  torna  
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se  percorrer o seu perímetro ou profundidade que se  torna 
mutável ).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende, como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e se contorna).

( o horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade e  se  torna  
mutável ).

( horizonte?  O horizonte é algo que nos transcende,  como a pele de uma maçã ao se percorrer o seu perímetro ou profundidade torna-se 
mutável ).

 

( ) 

*  serei um palmo de tempo:
– ptolemaico
– ptolemaico, que mexe
– redondo
– que mexe, redondo
– girante
– que girante se mexe
– que ptolemaico e redondo e girante  se mexe
– molhado
– que redondo, ptolemaico, molhado e girante , se mexe.

(Um palmo de tempo e de som e trajecto que  molhado, ptolemaico, redondo e girante – se mexe. ) 

 

***   ( |: & :|)

 

 

   DcCF (the  ”da Capo – fine” of the Coda) :

( ∑ 

Mal vejo os dedos e no entanto vejo-o ali, esvoaçante, junto a um conto antigo que avança conforme a noite, (por esta esfera), se desnuda na sua concava natureza.

 

(Mal vejo os dedos e no entanto

vejo-o ali, esvoaçante, junto a um
conto antigo que se desnuda

 
conforme a noite desta esfera
avança,
na sua natureza,
concava.)


 

***   ( |: & :|)

 

 

 

 

 

 

 

 

_________________________________________________________________
(uma anotação, como lembrete para mim mesma)

-Ao contrário de uma partitura lida por um músico,
onde se seguiria pelas regras estabelecidas dessa arte,
os sinais que regê-la-ão em termos estructurais
(os da Repetição: ”, do Segno 𝄋 ”  , ou os  utilizados
para
Codetta ”  ”  e para Coda  ” ”   assim como aquele
que aqui emprego para designar
uma eventual componente final
de um Coda
” )  – servirão apenas como sugestão  para
uma de duas coisas, para que se siga com a disciplina
de um músico, ou, em vez disso, com uma liberdade
interpretativa de tais símbolos como se um não músico
as estivesse a ver ou num espirito semelhante ao do
Resnais.

 

Fim de texto, de quem afinal não passa de uma ”interprete” e que
olha, que – continua a olhar por exemplo, um G. Steiner, com desconfiança enquanto
levanta o nariz em protesto

(e que,
teve de se apaziguar com um amado trecho de Bach).

 

hmmmmmm… não sei se chega, creio que preciso de mais um trecho, pois acordei com mau feitio (e isto hoje está mau) –  https://www.youtube.com/watch?v=yMHMSnTQM54

 

 

 

 

 

 

 

.


Somewhere – between Now and the Third Versicle


(Jimi singing Dylan’s – All Along The Watchtower – arrises in my mind’s ear, in a subtle crescendo as if it were the commencement of the dawning of the sun yet be it the night)

 

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The night falls – its winds still elude unto visions of misconceived footmen lining each front, and yet  – the cricket sings.
As Babylon runs in its rivers, weeping wet, still can I not see – nor the olive groves of Galilee, nor the seas of all Being and enchantments.  These most assuredly lie somewhere between now and the third versicle of the Song of Songs.
The wind shall growl, the Watchman shall sit – until the cricket leaps a perfect fifth, perhaps a minor sixth
(to a comely bass).

 

 

cropped-img_1237.jpg

 

Somewhere Between Now And The Third Versicle

(© written elsewhere by me, Aug. 19, 2018)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(N. i. s.)

moonlight on sea - G.A.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 


No Prancing For Ponies..

As all-seeing, all-hearing Helios takes his “fire-darting steeds” deep into Oceanus’s open arms, in our slumber, we question not his return.
The firmament revealeth its fiery gems and we seek its worth, not wondering how to travel distance and time, through slumber, and awaken unto another day.
We sit and breathe in each heavenly body, innocent of it’s age , its journey , its permanence or demise, and linger on into the night.
The moon rabbit feeds the horses 
–  hoping to go unnoticed,
they loose their wings,
scurry off into a tour bus, but
are caught.
And thus we are returnéd unto another segment of that plotted path, within a macro geography of Time and Space, unaware of such escapades.
Helios is quite strict in running operations – no prancing for ponies (yet).

 

 


(© originally published elsewhere, January 25 – 2018, shortly after midnight)

Helius the Sun - detail on a red figure style crater-vase

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

photo credits: DREA (www.D-Rea.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • I did not take either photograph.  For photo credits, please click on each picture
    (if the images do not open to a separate linked page, here are the photo credits for both:
    1 – Helius the Sun | photo source : http://www.theoi.com/Titan/Helios.html
    2 – photo credits: DREA (www.D-Rea.com)
    – Red Eagle Appaloosa

 

.

 

 

 

 

 

 

:

 

 


Por vezes vemo-nos de mão dada com uma banda sonora, e, caminha-se pelo corpo, e pelo dia, adentro (como se de mão dada, caminhando acompanados de uma ”voz-off”, que vai e que vem, como se em marés de consciência e de abstração mais, ou menos, aparente).

Não me sai a ‘Lacrimosa’ da cabeça, está como se num «loop» de comprimento largo, que retoma… parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…
Enquanto o contraponto e linha sobe, em voz múltipla (múltipla crescente, que balouça, que embora não aumente por aparência, o faz, como que degraus, aumentando com cada balouçar como se em maré que se sucede de onda em onda, num fluir, um fluir que sobe, enquanto ondula em frente)
tangida e entoada, quase sorrateiramente (mas que não é),
ascendendo e tomando (quase delicadamente (mas que não é embora o seja) )
que sereno ou douce (num não agreste) – ou forte (que não o é embora o seja),
como quem sobe de degrau em degrau até um patamar fundo,
subindo,
com um corpo em descanso, que sobe degraus,
embora direito, cabeça para baixo embora para cima veja..
(Que dizer? como descrever?)
..como as folhas que caem (só que em contrário movimento),
que sobe,
por degraus,
de linha e contaponto que balouçam
de catarse em catarse por cada degrau

que sobe numa escadaria metafórica,
que numa obra nos leva e nos lava a alma
de toda a chuva do íntimo e interior,
que estanca e verte o sangue das emoções,
que já não se verbalizam
(para cicatrizar),
que soam no ouvido da mente e da alma
(da alma que assim sobe, através de uma banda sonora que o dia apresenta
ao abrir dos olhos antes, e depois, de tomar café)
porque a alma, ela sabe, mesmo que calendários não veja,
A alma sabe a banda sonora que escolhe no acordar de qualquer dia
– numa obra que..
num Mozart que
se veste
dentro da alma,
como um douce manto que protege,
como se um casaco (interior),
que antes de verbos tomarem a mente que acorda nesse dia, e a acompanhe,
pelo dia adentro…, como se em «loop»
de comprimento largo, que retoma…, parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…

– (vou tomar o pequeno-almoço, com a banda sonora que me acompanha neste dia, de passo em passo)

______________________________________

Há dias em que
a banda sonora que se nos vem, nem é um Coltrane ou um Bach,
um Mahler, um Fragoso, ou Hendrix, ou outro, …….
– É assim.

É um Mozart.

E,
e olhando de relance o calendário dos dias, percebe-se
percebe-se a alma que assim se decidiu vestir antes de verbos virem.
Pois, a alma sabe o que precisa vestir antes de tomar corpo no dia.
Por vezes acontece na penumbra entre o sonho e o acordar.. assim.
Ela saber como se vestir para se proteger no dia para enfrentar o frio
que pode vir,
que pode vir de qualquer dia,
que pode vir em qualquer dia.

  • Bom, o som já se está a desvanecer
    enquanto surgem os sons da rua, outras vozes que de bocas saem, de cão, de carro, de pássaro…
    Esvanece a cada passo que se dá até à maquina do café
    que está
    do outro lado da alma.

E vejo o que pousara agora na mesa, que truoxera ao descer das escadas (agora reparando que, no adormecer, na abstração do mundo, das coisas, de quaisquer calendários,
já de madrugada, já neste dia
– que adormecera,
– de caderno e caneta na mão, com um começo de um qualquer esboço de uma peça que surgira, no topor de uma mente que relaxava, de palpebras a fechar.
Parece que é um monólogo, aparente, mas que não, ..não o é.  Está-se à mesa. Há uma pessoa que fala com seis que não se vêem, porém, suas cadeiras vazias estarão ocupadas, e há mais……
Há alguns que entram e saiem. Estes são outros, outros que interagem de quando em quando mas também em ”espaço / corpo negativo”. Eles vêm e vão à mesa..

Hmmm…?
Onde está o café?
(já cá venho)

_________________________________
P.S.
(eu sei qual é a interpretação que está na banda sonora apresentada,
mas se não está anunciada, também não a farei.., e mesmo até porque, a que ouço, como digo, em forma de «loop», nem é esta, embora dela se aproxime)

– Era para publicar algo que há mais de uma semana andava a escrever, mas, como só está como que um apontamento inacabado, para eu não me esquecer o que me tem surgido ao longo da parte final do mês, sobre um assunto, não é hoje, em que acordei com a alma que se vestiu assim, que o farei..

Apenas deixo um texto que se me surge por esse apontamento.
É um poema.
É de um autor que não sou eu. No fim estará o seu nome, como autor, que ele usa para se vestir na personagem de autor.

_________________________

Of war and peace the truth just twists
Its curfew gull just glides
Upon four-legged forest clouds
The cowboy angel rides
With his candle lit into the sun
Though its glow is waxed in black
All except when ’neath the trees of Eden

The lamppost stands with folded arms
Its iron claws attached
To curbs ’neath holes where babies wail
Though it shadows metal badge
All and all can only fall
With a crashing but meaningless blow
No sound ever comes from the Gates of Eden

The savage soldier sticks his head in sand
And then complains
Unto the shoeless hunter who’s gone deaf
But still remains
Upon the beach where hound dogs bay
At ships with tattooed sails
Heading for the Gates of Eden

With a time-rusted compass blade
Aladdin and his lamp
Sits with Utopian hermit monks
Sidesaddle on the Golden Calf
And on their promises of paradise
You will not hear a laugh
All except inside the Gates of Eden

Relationships of ownership
They whisper in the wings
To those condemned to act accordingly
And wait for succeeding kings
And I try to harmonize with songs
The lonesome sparrow sings
There are no kings inside the Gates of Eden

The motorcycle black madonna
Two-wheeled gypsy queen
And her silver-studded phantom cause
The gray flannel dwarf to scream
As he weeps to wicked birds of prey
Who pick up on his bread crumb sins
And there are no sins inside the Gates of Eden

The kingdoms of Experience
In the precious wind they rot
While paupers change possessions
Each one wishing for what the other has got
And the princess and the prince
Discuss what’s real and what is not
It doesn’t matter inside the Gates of Eden

The foreign sun, it squints upon
A bed that is never mine
As friends and other strangers
From their fates try to resign
Leaving men wholly, totally free
To do anything they wish to do but die
And there are no trials inside the Gates of Eden

At dawn my lover comes to me
And tells me of her dreams
With no attempts to shovel the glimpse
Into the ditch of what each one means
At times I think there are no words
But these to tell what’s true
And there are no truths outside the Gates of Eden

(Poema ”Gates of Eden” de: Bob Dylan)

.


…..em tom de fuga

 

 

India_Ink_on_paper_GuidaAlmeida03_2016
Ink on paper, Guida Almeida – 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)
 Two Sunflowers –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

enamelRedAndIndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
 mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Bloeiende_pruimenboomgaard-_naar_Hiroshige_-_Google_Art_Project
 Bloeiende pruimenboomgaard  (naar Hiroshige) – oil on canvas, Van Gogh 1887

 

1890-Vincent-Van-Gogh-Amandier-en-fleurs-Huile-sur-Toile-73x92-cm-Amsterdam-Rijksmuseum-Vincent-Van-GoghAlmond Tree Blossoms – Vincent Van Gogh,  oil on canvas,1890

 

blossomsPhotoGuidaAlmeida
photo – G. Almeida
sans titre_parJeanPaulRiopelle1955

 

 (Ink & Watercolour on paper,
Jean Paul Riopelle 1955)

 

 

FuguedPoemGuidaAlmeida___March2016

 

Hapi’s sibling – iseetheriverbeforeme – Flowing in Prayer form : originally posted elsewhere April 2013, by G. Almeida ,
is a ”fugued ” poem  
 for better reading -please click on the image to zoom in

 

 photo___GuidaAlmeida
 photo – G.Almeida

 

 Peacocks_and_Peonies_I_and_II_(LaFarge)JPG
(detail of photo taken by James Steakley, of)  Peacocks and Peonies I and II  – stained glass, John LaFarge  1882

 

monet.wl-clouds
 Water Lilies – oil on canvas, Monet 1903

 

 1225px-Vincent_van_Gogh_-_Banks_of_the_Seine_with_the_Pont_de_Clichy_in_the_Spring_(1887)River Bank in Springtime / Banks of the Seine with the Pont de Clichy in the Spring –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
ᙠɒɔʜ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ

Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach

 

 

IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
ink on paper, 42cm x 33,5cm, G.Almeida, 03 / 2016

 

 Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)Two Cut Sunflowers – Van Gogh, oil on canvas, 1887

 

mixedMediaOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

   Bach is a four letter word, as is the word in Portuguese for fugue. As it happens, in Portuguese – fugue, has another meaning. It means ”a leak”, an escape”  or ”to run”, as well.
So, I’ll just leave this post here and make a «fuga», go ouside and smell some flowers while I can.
I hope you have a lovely Spring.

Naturally, the beginning of Spring not only makes one think of flowers (and a ”reawakening” of the planet (that in truth doesn’t sleep, though it may seem to…) as it enters the season), the equinox landing on what during Bach’s time was his birthday brings to mind a poem first written in the end of March of 2013 (I call it  a ”fugued poem” because it reads also from the bottom line up, through every other line, from the centre out, from ”out” to ”centre”, or exchanging the three groups of four lines between themselves).
The days at the end of the month bring to mind what we now call Bach’s birthday, and also other birthdays (one very dear to my heart, and also Van Vogh’s).

How could I make a Spring post and not place Bill Evan’s – ”You Must Believe in Spring”?

 

I can’t.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

And as I think of the planet’s apparent  ”reawakening”, as I mention above, and the authors that come to mind (those in this post, and another, who would have also celebrated a birthday at the end of the month..) how could I not include a sample of a new recording called – Gaia ?

I can’t.

 

 

 

 

 

Wishing all a wonderful Spring
♥ Take care.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.


Sunday, Easter Sunday To Be Specific (before the setting of the moon) / Domingo de Pascoa ao luar das suas (das Suas) primeiras horas

 

 

 

My hand whisking across the horizon

changing its colour

wet

with each breath I have ever taken

dripping unuttered words from every finger

each drop a soliloquy of untangled thoughts

hair in the wind

muttering silences as I stop

Who’s there?

Your tomorrows

All my tomorrows?

Yes.

Those that live in each step

as you run in and out of each moment’s past.

And the present?

It is a moment that is not surrendered.

(yet)

Why?

Because it is unfathomable.

You can think of the past and the future

but not the present. It is unfathomable.

Within it lie all pasts and possible futures,

and all your living selves that are not always familiar with each other.

You feel you know you exist when each present moment is here, not “there”

and though you feel answers may lie “there” it is here you answer, not there

– and since you know not not ALL the THEREs

you feel the predicament of the present,

each fathomless,

present

instant.

It is the only moment you actually feel when you pinch yourself,

no other,

and you can not bargain what through the grace of existence you do not know.

But that doesn’t mean the present isn’t Whole, it is, Your’s (and Mine) is a fractal of present existance, thus ‘unbargainable’, and That

is the beauty of each fraction of existence, of each present.

It is the present of the Present, and the burden which is also

a present.

 

It presents itself

 

 

Unfathomable.

(and the more you fathom

the more you know you don’t,

and the more you know you don’t,

the greater the – Present (present) (presence) (presents) …….)

 

© Guida Almeida

técnica mista s/tela ©

 

 

 

Wishing everyone the best of Holidays – Happy Easter

G.

.


CA – um conto sonoro para o inverno dos tempos (a soundscape that is Lunar and otherwise)

 

 

 

 

 

 

Gemeos

 

Estarei ainda muito perto da luz?
Poderei esquecer
estes rostos,estas vozes,
e ficar diante do meu rosto?
Às vezes,como num sonho,
vejo formas como um rosto
e pergunto:”De quem é este rosto?”
E ainda:”Quem pergunta isto?”
E:”E com quem fala?”
Estarei ainda longe de Ti,
quem quer que sejas ou eu seja?
Cresce a noite à minha volta,
terei palavras para falar-Te?
E compreenderás Tu este,
não sei qual de nós,que procura
a Tua face entre as sombras?
Quando eu me calar
sabei que estarei diante de uma coisa imensa.
E que esta é a minha voz,
o que no fundo de isto se escuta.

de Nenhum Sítio(1984)
– de Manuel António Pina

 

 

 

 

 

 

 

 Music by G. Costa | Artwork by G. Almeida | poem by Manuel Antonio Pina

 

 

 

 

.


September 23 * 23 de Setembro

I can’t decide between greats such as John Coltrane or Ray Charles, both born this day, a day I’m very fond of.
So to celebrate the day my father was born I’ll take another path and leave the concert I had just finished listening to, a pair of drawings made by my grandfather many years ago plus a poem written in Portuguese.

(Hope all have a wonderful day – Blessings)

 

 

sem nome - de José Maria Soares Ribeiro da Costa

 

 

 

 

 

Galinhola - de José Maria Soares Ribeiro da Costa

 

 

 

 

 

Vive-se Quando se Vive a Substância Intacta

 

 

 
Vive-se quando se vive a substância intacta
em estar a ser sua ardente harmonia
que se expande em clara atmosfera
leve e sem delírio ou talvez delirando
no vértice da frescura onde a imagem treme
um pouco na visão intensa e fluida
E tudo o que se vê é a ondeação
da transparência até aos confins do planeta
E há um momento em que o pensamento repousa
numa sílaba de ouro É a hora leve
do verão a sua correnteza
azul Há um paladar nas veias
e uma lisura de estar nas espáduas do dia
Que respiração tão alta da brisa fluvial!
Afluem energias de uma violência suave
Minúcias musicais sobre um fundo de brancura
A certeza de estar na fluidez animal

António Ramos Rosa, in “Poemas Inéditos”


Pianist(a) – my own personal Mozart

I wish to start this year with a “piano post” so I bring Mozart, some words and an illustration:

no intervalo de cada tecla

sobra uma sombra

um silêncio

É aí que resido

onde..
.. ouço mil risos de criança

onde os silêncios de todos os mundos

que habitam nos intervalos das sombras

 me sussurram o teu nome

onde todo o ruido tem a inocência das gotas de água

(Maria MFA Costa)

 

 

PIANO
By D.H. Lawrence
Softly, in the dusk, a woman is singing to me;
Taking me back down the vista of years, till I see
A child sitting under the piano, in the boom of the tingling strings
And pressing the small, poised feet of a mother who smiles as she sings.

In spite of myself, the insidious mastery of song
Betrays me back, till the heart of me weeps to belong
To the old Sunday evenings at home, with winter outside
And hymns in the cosy parlour, the tinkling piano our guide.

So now it is vain for the singer to burst into clamour
With the great black piano appassionato. The glamour
Of childish days is upon me, my manhood is cast
Down in the flood of remembrance, I weep like a child for the past.

1918

GA_carlos