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music

Two Songs

A song for my grandparents:

I look out to the sea
It looks back at me
a moist blue shine
its air thick of brine

Each wave
I delight
(The) heavens’ hues
in my sight

I quiver, I stare
my soul open, bare
hums to the breeze
a song of forest and trees

I sit and I stand
drying my face
from the wonderment
that pours down as lace

 

 


(a song)
Before Sleep:

 

— How can it be
the Land Of The Free
when authority
doth bend a knee
in treachery?
(on a man’s neck)

And the massacre at Wounded Knee
past Little Big Horn, past all Treaty?
And the spreading of death across the Sea?
(or to the south
where all is to wreck? )

For so much crime
I would not rhyme
but for God’s grace
though to that place
God is a token
soiled, broken
– an empty thrill
on a dollar bill –

(God placed as a symbol on money?)
‘Tis Rand, not God – ’tis Rand I see
‘Tis Rand whence lies that Galilee.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 


where the marigolds lie (where they liest – ’tis a mix of tense and time)

I’m from here, but write in tongues of another, for my land is not mine own
I’m here, but my song is not mine own
I am with you, for we seek a better home

(Home?)

Where is home if it not be bathed in thine eyes?
Where?

Is it the cheesy cake, baked from millions of years ¹(that art)   past and ¹(that art) gone? —
Is it thy lines, written upon thy face?
Is it in the letter sent my mother
Or in my brother’s embrace?
(Is it) thy gaze that takest me to wonder?
(Is it) thy most supple, strong embrace ?
I wonder dear, where the marigolds lie
As I long thy strapping grace
Upon hill and dale
And anywhere (whence)
My cumbersome eyes thou (hast) traced

 

 


 author’s note: — italics only in song version —
(or not)
If they are in a bluish hue,
they are (or ought to be)
paired off, each whole or in bits
(or with others of similar chromatic presence elsewhere below)
the ¹  is an extra –a superfluous appendix for ”that art’

You may find it at the very end of the present article


 é o que me está a apetecer ouvir

 

 

 


that art thou art
mine
mine
takest
liest
mine (my)
inflection
hast
(behold)
my (mine)
reflection

takest

thine
embrace

.

( the pronominal phrase, 
  the nominal reflection { ?  }  a case in time   or mere inflection  ) 

 

 

 

 

 

 ¹*   [ this poem above is for the reader to verse either in fugued form – ad libitum , or straight through]

.
 


IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016

 

 

thou art art  though thou art not
thou art that art that thou art not
thou art not that art
thou art art.
thou in art and thou without
thou art
thou art,
thou art not,
and

thou art that art that thou art
and are not.

 

 

 

 

 

²*     [ this  poem is to be read as is ]

 

 

 

 

 


•  ''where the marigolds lie (where they liest - 'tis a mix of tense and time)''

— is the title of the first as well as all three poems , together,  and it was made to be read (or recited).   

gui

[author’s other note –
”Three poems – from word to song – ”
(this note is mostly for me)

*The coloured italics
used in the ”bridge”
(adjacent / modulating modes),
 but also still remain 
in respective section and sequel.
(whether they be ”worded” or not).
*The ”b” (second) section – the use of
hocket, and through
contrapuntal devices
*The ”c”(third) section – for the coda]

*for the work based on:
« where the marigolds lie (where they liest – ’tis a mix of tense and time) »

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

(final note)

Hope all are well – and may good health find you when you need it. 
Take care.

 

 

 

 


APPENDIX

¹  (that art)

That art is an art
Cascading redemption
It hath a heart
Seeth contention
Be it song
Be it slight
Be it wrong
Be it flight
The longest breeze
Claspeth thy knees
In relentless wonder
Whilst ye slumber
– It hath no number
Hath no jury
A fury

Redeeming invention

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

 

.


Pensar no Novembro – músicos e poesias

Teria feito anos, o Herberto Helder.
No dia 22 fez uma querida amiga, no dia 23 mais uns quantos que tanto estimo, no dia 24 um querido amigo e colega assim como o poeta H.H.   Hoje marca o dia de aniversário mais alguns que me são queridos (meus primos – e cunhado, e uma amiga querida).   Este ano tem sido um mês que começou como habitualmente para mim, com um dia lindo, o de nascimento da minha querida sobrinha mais velha, de outros belos aniversários de gente que estimo, e, de partidas.  O tempo vai passando e é isto, todos os meses assim a começarem a ter ambas coisas. Dito isto, deixo um beijo a quem aqui passar por esta publicação, e um abraço

 

(poema de H.H.)

A PAIXÃO GREGA

 

Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável, apanhado por toda a luz antiga e moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a paixão
e eu me perdesse nela
a paixão grega.

 

my pup and the sea (I think he was 3, almost as old as the sea - no wait - as me -- no wait -- as ...)


 


 

 

.

Já se passaram alguns dias desde que partiram duas pessoas do nosso mundo da música, que tanto impacto tiveram. Demorei um pouco para escrever esta *nota, porque além de chocada pelas partidas, e solidária com a dor de filhos e amigos de Tita (a Helena Lamas Pimentel), no dia que seguinte  nos deixava o José Mário Branco.
Mostrava o Tomás (um amigo, e ainda na imensa dor da perda de sua querida mãe) um lindo concerto que faz as delícias de qualquer um.
Vou deixar aqui um registo desse concerto, lindíssimo, felizmente captado pela RTP2,
(é tão bonito este concerto, com gente que tanto estimo e de longa data, ali junto dele, a dar corpo à música)
O que dizer sobre o José Mário?

Acho que ser-me-á mais fácil deixar o registo do que escrevi algures por aí, no dia a seguir à notícia de sua partida.

 

A primeira vez que ouvi trabalho de Zé Mário Branco , os sons (orquestração, arranjo..).. captaram-me, e faziam brilhar ainda mais e abrir o mundo . do Zeca. 
O vinil velhinho, de som quente como o vinil que nos traz todos os timbres que nos traz, tem sobrevivido travessias de mar, e espero que ele um dia regresse de onde está (mas tenho-o todo de cor, cada linha e som de cada arranjo, assim como a linda voz do Zeca). É um som quente que percorre a alma, enquanto passa tal disco na mente. É som que traz um sol que aquece e que adoça a chuva que cai (neste momento, já vou na música ”Maio maduro Maio”, percussão, a guitarra que conduz e baixo.. a voz, segue um esvoaçar de flauta, percussões, baixo, guitarra.. trompete.. aaah… (este disco não envelhece)…

_______________________
(segue uma versão mais longa do que está no original, acima)

A primeira vez que ouvi trabalho de Zé Mário Branco , os sons (orquestração, arranjo..).. captaram-me, e faziam brilhar ainda mais e abrir o mundo . do Zeca. 
Na altura não sabia que eu própria, ao me fascinar por outros instrumentos para poder sentir aquele prívilégio de crescer entendendo e sentindo como se voava em liberdade pelas cifras que se apresentavam numa partitura para quando, entre colegas, se pedia a voz de cada um – livre – e dentro dos parâmetros que nos fizessem sentido ou naturais à mensagem tocada, e que por norma na altura apenas as conhecia no Jazz mas que, alertados a crescer mais plenamente era de ir com outros olhos a outra das bases – as cifras do Baixo Cifrado (aquelas da época do Barroco). O mundo não era de modo algum lusófono nessa altura, apenas aquele que havia em casa, e, ainda sem atingir altura (comprimento de braços) por falta de idade (pfffffffft) senão para 5 / 7 da extensão desse novo instrumento (por isso sendo-me adjudicado um do mesmo naipe, mas na sua versão ‘baixo”, mantendo um bocal regular mas com gatilho que transpunha os últimos 2 / 7 do’ instrumento’ daquele que era *regular, e para minha felicidade devido a essa falha que a falta de idade traduzia no meu corpo no início da adolescência, apanhava – devido ao gosto do regente (quiçá, o Regente-Mor também) – passava a ”colar-me” (por assim dizer-se) ao ”papel” de um exuberante baixo, dobrando-o (xiiiiiiii era com cada baixo que se punham obras a bombar, e eu cheiinha de medo de falhar, Exigia-se cada coisa, meu Deus).. Voltando poucos anos antes, e ainda sem 10 anos tendo feito, era aquele disco, enviado por nosso irmão mais velho para casa, do outro lado do mar, onde só em casa havia mundo Lusófono e onde realmente ouvia – este nosso mundo de cá.. (mesmo que tingido fosse por familiares e amigos destes, claro), e, que bonito que aquilo era.. Encantava-me. Também enviou um do Sérgio Godinho, claro está, tinha ele regressado pouco antes do ultramar, já de farda despida.. (são e salvo, graças a Deus). Não imaginava que mais tarde aqui viria eu parar deste lado do mar, de forma um pouco mais fixa, na década seguinte, e depois dessa mais fixa ainda devido às vicissitudes da vida.. 
O vinil velhinho, de som quente como o vinil que nos traz todos os timbres que nos traz, tem sobrevivido travessias de mar, e espero que ele um dia regresse de onde está (mas tenho-o todo de cor, cada linha e som de cada arranjo, assim como a linda voz do Zeca). É um som quente que percorre a alma, enquanto passa tal disco na mente. É som que traz um sol que aquece e que adoça a chuva que cai (neste momento, já vou na música ”Maio maduro Maio”, percussão, a guitarra que conduz e baixo.. a voz, segue um esvoaçar de flauta, percussões, baixo, guitarra.. trompete.. aaah… (este disco não envelhece)…

 


Helena Lamas Pimentel
–  a Tita.

Lembro-me tão bem dela, na altura tendo chegado ao país pouco antes e, tal como um querido amigo (também ele, recém chegado) e colega – o meu querido Clausíssimo (Claus Nymark), juntamente com outro amigo chegado e colega – o Eduardo Santos, ela nos enviava a escolas e alguns outros locais para nos verem tocar e sensibilizar para a música. Creio que na altura éramos um quarteto: dois trombones, um trompete, mais a namorada na altura de um deles – no clarinete. Se me lembro bem, íamos munidos de tocatas para sopros.   O Eduardinho, que era mais amigo de falar – apresentava-nos, habitualmente.   Ela pedia, e lá íamos (quem poderia recusar um pedido de tal senhora?)
Era a elegância em pessoa,  dinâmica, e de um sorriso contagiante.

Nota de Rui Vieira Nery (FB) – sobre a professora Helena Lamas Pimentel
LINK

 

 


In memoriam:
A  querida Clotilde

clo_2013april ---- Clotilde Rosa  - G.A.

Notável talento e brilho na composição, e no seu instrumento de eleição.
Sim, posso ser tida como sendo subjectiva no caso dela, mas ela não precisava da subjectividade dos amigos ou da sua querida família para se perceber que se estava perante um dos nossos grande vultos..
Não sabia eu que quando, atrapalhada para esconder o meu bloco de rascunhos enqanto conversávamos, na altura de traçar estas linhas para a captar sem que ela se apercebesse de o estar a fazer, que não a tornaria a apanhar estando eu munida assim com semelhante bloco de rascunhos.. O mundo que nos unia era um de ternura, onde cabia fraternos amigos entre os quais o filhote (Zé) com seu magnifico violino, o nosso genial e tão querido Jorge Peixinho (um gigante, de coração e talento, tal qual era e o sempre fora, tantas saudades que tenho também deste doce e terno amigo) , e,  mais uns quantos que com prazer e gosto enquanto penso neles, me aquecem a alma..
Faz hoje dois anos que ela nos deixou de acompanhar neste ‘plano’ mas connosco sempre se manterá.
Tenho saudades dela.

Ela tinha no Jorge um maninho mais novo, dizia, cheia de carinho e muita saudade, enquanto expressava orgulho nas novas gerações de compositores. Uma enorme mulher num país pequenino.
Ficam aqui beijos, e um abraço muito caloroso aos seus queridos filhos e outros familiares,  aos restantes amigos, e aos inúmeros alunos
(Escrevi que temos um país pequenino? Sim, É pequenino, mas, no meio de tanta pequenez, tem havido e há gente de dimensão imensa. E não, nem me refiro apenas no que respeita à área da música, onde eles têm andado ou andaram a desbravar caminho numa imensidão de cinzentismo amorfo e labrego. )

Clotilde Rosa (a photo taken with a very old fangled phone - G.A.)
Clotilde Rosa (a photo taken with a very old fangled phone – G.A.)

 

 


 

 

 

 

 


Jessye Norman

It’s difficult to describe how profoundly moving it had always been to hear or see Jessye Norman as she graced the stage so wonderfully with her phenomenal talent.   A majestic and beautiful presence, that is difficult to word.

 

I’d borrow the phrase ”flights of angels take thee”.. , but, I usually viewed the owner of that voice as an angel walking among us, so, I’ll say :

– Go thee sweetly – returnéd thou art now to that beloved heavenly host –  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Wonderful Jessye Norman

 

 

 

 

 

 

 


…travelling through the Baroque in the night, beneath a waxing crescent moon, before sleep

 

 

 

 

 

 


Prelude & Basso Ostinato, Ballada, Prelude, Harlem Mist, and Angelico (- and – I suppose I may be tempted to leave a Haiku – but – only after listening to Angelico or the previous prelude. Hmmmm – perhaps a Sicilian Tercet…)

 

Ah, but, I must soon stop hovering and awaken.

(ok- it’s true I did see the sun rise – but – I’m still in that blue hour mode)

__________
Good morning.

 

 

(Prelude & Basso Ostinato

 

 

 

 

(Ballada)

 

 

 

 

(Prelude – from the ”Petite Suite”, performed by M. Henriques)

 

 

 

 

(”Harlem Mist” – from the album *Wilderness)
 

 

 

 

(”Angelico” – from Musica Callada  / Book 1 – 1)

 

 

 

(haiku)


Dripping rays of light
trickling through – key after key
as the gentlest rain

 

 

 

 

 

 

 


(Sicilian tercet)

 

trickling, A sweet torrent mist in the night,
adrift mid-air then settling  in layers,
wraps yon blue hour as it comes to full height

 

from that moistened, warm heart that drifts and sails
aloft, mid-air then settling in prayers
as the blanket is woven –  for one’s trails

 

 

 

 

 

 

 

 

_________–_______________

 

 

 

 

 

 






Ok – ok – I had seen the following video posted and had saved its LINK  to watch later when I’d come back .
(so I’ll leave it here as well, for when I come back). It was to have been posted yesterday, but I got sidetracked.

( I suppose I can also leave a link with the full proceedings, https://youtu.be/j5u1skEoqLs?t=354 )

 


Wishing all a nice day –

close up photo of dog wearing sunglasses

Photo by Ilargian Faus on Pexels.com

 

 

 

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Túnel de vento (de Carlos Alberto Augusto) – mais logo, em Coimbra.

É

– um evento a não perder, uma obra com um historial absolutamente notável, num espaço único, que é, ele próprio, um elemento de força na obra composta.
Aos que tiverem hipótese em comparecer, não percam tal oportunidade (é o que tenho a dizer).

Lembro-me bem das palavras do autor da obra e o que lhe inspirou, e os registos de tal inspiração e, ___________- fiquei sem fôlego pela beleza da coisa.
Enquanto o ouvia, dei comigo de imediato a visualizar, quer com os olhos quer os ouvidos da mente, tudo – a história da fonte de inspiração (e os seus registos), e tanta coisa que a mente associa (que beleza, poética, .. tanta coisa) quer de literatura clássica, quer de outras fontes nas diversas Artes, e isto tudo arrepiava e de que maneira (no bom sentido, isto é)
Mas, sobretudo marcante, era a forma que sentia algo que é tão raro sentir no que respeita a um relato de nascer de obra que se iria criar especificamente para um momento e lugar  – e o sentia enquanto a mente se transportava ao local e fonte primária de inspiração para aquele que iria agora criar…
(uma que é tão simbólica quão forte  [- forte, que nem sei qualificar com adjectivos, daí entender tanta obra pintada, escrita, encenada, composta, e, edificada] — como uma fonte de inspiração, como o é poética num tão amplo sentido. E por isso mesmo – embora singela em termos culturais, na península ibérica, e uma que transpõe —
[mesmo que com nuances que possam divergir um pouco conforme o lugar em termos de algum de seu simbolismo, e da História nos países, ou até – na História da Humanidade]
fronteiras, quer as físicas e geográficas, quer as psíquicas, evocativas, emotivas, e de Tempo) …
Dizia, antes da poética das ideias e das memórias, me tomarem e me ter posto prestes a divagar.. 

  • que o mais marcante era sentir, enquanto a mente se transportava ao local e momentos relatados que digo, os outros sentidos ficarem de imediato colados aos da visão e audição (tão marcante).
    Sentia, enquanto identificava, e em certos momentos identificando-me — quer com observador, quer com o próprio objecto evocativo — na mente, tal fonte inspiradora inicial para a obra, o que a mente via e ouvia  pelo tacto e, estendendo-se o fenómeno até, através dos aromas diversos possíveis  (conforme o tempo / condição atmosférica, o Tempo, e o local do objecto que além do mais tinha o mar por perto (um que envolve os sentidos ainda mais, e História (aliás, histórias na História) conforme tudo que se pode imaginar como cenário que, naturalmente, tem a ver com o local e a dita fonte, inspiradora. Tal objecto, tão evocativo em tanto sentido, embora possa dizer muito a países diversos aqui deste continente (e diz), no seu elemento luso (o mar correndo nas veias (e velas) de tudo) é revelado um seu lado não apenas localizável e poético;  assim vemos penhasco e ventos e mar.   Vemos chuvas. Vemos ondulações.  Vemos escuta, vemos movimento, e vemos tudo num intenso bailado de tempo, e no Tempo).

 

EVENT – Fb LINK
https://www.facebook.com/events/2354511044655907/ 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sail (image: Guida Almeida)

Vela – (esta não é de moinho, mas deixo-a na mesma): G.A.

Il y a des moulins, de Lautrec (claro),
et des autres de van Gogh, e há (também) o moinho incontornável de Cervantes..
E há o mar, e o vento que bate nas velas e, há moinho que é embarcação..
(no nariz daquela jangada de pedra do saudoso escritor luso. E, há embarcação de vela e armação a mexer, também ondulante, que segue em mente e que é extensão, e é diversa, nos enquadramentos do tempo (e do Tempo).
Aquela de Géricault , neste caso, aqui não cabe (felizmente) no ideário que se me surge na mente, quando penso naquele relato do autor, e em velas e vento e terra e mar.

Votos de grande êxito a um querido amigo, pelo que criara através de tal ponto de partida, e aos que lhe interpretarão a obra criada, logo ao fim do dia.
Tenho a certeza que será tão notável o momento, como mais que merecidos os votos de êxito para todos, e onde um dos interpretes — é o próprio espaço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



(Uma pequena anotação :
Ao olhar o calenário lembro-me agora que hoje é um dia significatívo na história de um dos países europeus – a França.
Quando escrevi e evoquei um autor de uma obra tão forte (uma, retratando uma jangada), não tinha em mente nada senão a imagém e o que ela representa – de um modo geral. Por isso, a intenção ao o evocar não tinha nenhum significado além desse.  À bela terra do Toulouse-Lautrec, e do Géricault, votos de um bom dia de feriado, e um que lhes espelhe um caminho que não seja um de correntes ou um de queda que, pelos vistos, parece que poderá dar jeito a sabe-se lá que lóbis – enquanto o belo povo e país tenta mostrar o seu mais que justo descontentamento com o  ”Micron”   (que em si já é de um lóbi nefastíssimo.
Ao belo povo da França – Vive Lá France!! ♥ )

raising the blue red and white flag

Photo by Nicolas Savignat on Pexels.com

 

 

 

 

 

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May 2019

Among other things, this is as we know – the month that marks 500 years of Leonardo’s  having departed..
(May 2nd, 1519 – Amboise, France)

 

 

 

 

 

 


Also, on the 7th (today) we come to the moment that that marks Tchaikovsky’s 179th date of birth .
It is just a simple, and humble reminder that I leave here – as I recall that it had been fortunate for us that both had walked the Earth.

 

 

 

 

 

 

 

 

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

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Abril / April – 2019

I beg your indulgence as – some images, and videos, may take a moment to become fully visible.
Best Wishes, to whomsoever should come upon this post.

 

 

 

(Red Carnations – By Pomar, image via FB – courtesy of the Júlio Pomar Foundation)

 

 

 

(Psalm: John Coltrane – Fouth movement from ‘A Love Supreme’)

 

 

 

 

(Ella Fitzgerald, born April 25th – singing April in Paris, via Jazz Corner | FB page)

 

 

 


(article)

 

 

 

(article)
LINK – https://www.franceculture.fr/emissions/le-reveil-culturel/john-coltrane-jazz-mystique-et-revolutionnaire  

 

 

 

 

(article)
LINK – 25A40 – O som do cravo | Um concerto em três tempos.

 


 

 

 

(Bach – choral from – St Mathew Passion | BWV 244 , Harnoncourt – Arnold Schoenberg Chor, Concentus Musicus Wein, Wiener Sangerknaben)

 

 

(Bach – Final chorale – St John Passion ”Herr, unser herrscher” (chorus) | Gardener, Monteverdi Choir, The English Baroque Soloists)

 

 

(Megaloschemos II | Bulgarian Orthodox Hymn)

 

 


(article)
LINK – https://www.jornaltornado.pt/chico-buarque-revolucao-portuguesa/

 

 

 


(Os vampiros – Zeca Afonso)

(Cantigas do Maio – Zeca Afonso)

 

 

 

 

 

(Georges Moustaki – Ma Liberté)

(Zeca Afonso – Redondo Vocàbulo)

 

Poster - 25th April '74 | Cartaz : O menino do Cravo - fotografia de Sergio Guimarães

 

 

 

 

 


(and still, because it is April 25th, and Thursday)

 

(Tarkovsky Quartet – Nuit blanche)

 

 

(Harmónicos – Jorge Peixinho)

 

 

 

 

 

 

Abril


(Acordai – Lopes Graça | Lisboa Cantat)

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


Video

A Beirach etude

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A moment (a fleeting moment, a poetic cadence, a moment)

 

 

 

There’s something rather poetic and difficult to describe when you chance upon opening an account you have on a social media network, and come across a piece you rarely hear performed (it’s a lovely piece, by composer: Francisco Lacerda).  It starts to play  and suddenly before your eyes appears something else.  As you look you inequivocally, and instantly feel yourself identify with the youngling, saying – ”Aw, the same as me with my dog”) – but, what you’re listening to takes you a such step beyond that,  it takes you a moment to fathom that chance poetic cadence, laced betwixt sight and sound, before you.
And thus you sit, enthralled, in a state of warm wonderment, beyond words and explanation.

 

 

 

 

 

 

 

(the above ”clip” may take a moment to load and be visible)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Listening, on the riverbank.. (open form verse, quantitative meter: 9 – 9 – 5 / 11 / 1 – 5 – 2 )


 

 

 

 

 

Sometimes Coltrane,  sometimes Bach, sometimes
whence flow  profound seas of Tchaikovsky

– cometh melted snows.

 

 

You feel the river bed move,
and there you sit,

warmed,

past Time and Season,

trickling.

 

 

 

 

(open form verse, quantitative meter)

 

 

 

 

 

 

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Haiku (night)

stars carried, slowly
the lone cricket dreams nested
next its almond tree

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quote

@GTP_Updates Demonstrates Google’s European Influence Campaign — Music Technology Policy

@artistrights tweeted in reaction to the stalled Article 13 legislation in Europe “American multinational corporations impose their commercial imperialism over their vassal states. Not the Europe we love.” There probably has never been as revealing an insight into Google’s short, loathsome and treacherous lifespan as the Article 13 legislative process in the European Parliament. It […]

via @GTP_Updates Demonstrates Google’s European Influence Campaign — Music Technology Policy


The Cerulean Lining

Between Night and Day, when… – when
the balance between the ”subjective”
and the ”objective” in sight
is at that magical number, and evened;
when one can still feel the protection
of the blue overcoat, an overcoat that
is there
as a smile of a Cheshire cat that begins to reveal what’s inside and out, as the universe
begins to unravel before our eyes still shielded
from a lining
(a cerulean lining – a cloak of stars / a coated moving marble, the moon dancing in between).
It is such a special moment, in an apparent silence
where the spheres begin to hum to another key
(Another key?).

 

 

FinalTwilight_Lua_GuidaAlmeidaFoto

 


©Written and published elsewhere, by me – August 5, 2016  

 

 

 

Speaking of ”keys”, I’ll leave a Tony Williams gem..
I was searching youtube to just bring one of its tracks, but, it’s hard to choose one.
I don’t usually like to place a full recording, but, he’s no longer with us and it is hard to choose.

Wishing all a wonderful week.

 

 

 

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an old painting of a young pianist at his post, at intermission

guida_2oilpaintCarl_lostpaintings_photoManuelaSandeFreire

Man & his piano – GA  (a lost work, oil on hardboard –  © painting photographed by  M Sande Freire) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sharon

Oh, Darn…
I’m still getting over my Leonard (Oh Leonard, my Leonard (  !¡ )
and I don’t know when that will happen.

This image I found on the internet, through a ''google search'', nevertheless, I can't ascertain the original source or photographer. If anyone knows, please let me know.

This image I found on the internet, through a ”google search”, nevertheless, I can’t ascertain the original source or photographer. If anyone knows, please let me know.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

And now….

 

We’ve now lost a warrior  of LOve and Beauty. Perhaps she’ll be singing some of his poems somewhere in the universe tonight, or her own work, I do not know.

And I shall use my best English,  for all I can say is:

 

Fucking disease, Fuck thyself..,

f**k thyself royally.


Dear Sharon..

(I’m at a loss for words, but, may you continue to shine through your music and stance)

Goodnight princess


(the ”featured image” (one of Sharon Jones) for this post comes from – HERE)

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Batatas, mas fritas.. (por construcções)

 

 

 

na busca de um qualquer paraíso, idílico  Estar, onde espírito, sentindo repouso porém sem adormecimento dos sentidos, desejos, e anseios por algo (que são coisas que nos acordam), e sem que se canse, aqui ou ali, pelas vicissitudes da vida, no se Ser e no Devir, de etapa em etapa, que se cruza / sobrepõe /  ou corre por intervalos ao longo do tempo *….

(Tempo, aquele espaço que tem um fluir, numa direcção aparente, mas que pelos filtros e limites de nosso entendimento, que por graça não é perfeito (que alivio, não o ser, não é?) – vai num ou noutro sentido, por vezes mais, por vezes como se numa geometria das esferas, em bola, ou coisa assim)

* …onde uma pessoa o idealiza, buscando-o, desejando-o, no local de origem, ou noutro,

é uma busca motora existencial, tanta vez, e para tantos, e natural, mas,
onde a vida (amor, lutas, et cetera) e seu palpável sentido, aquando / a quanto – busca, ela própria que mói, ou pode moer, é aqui que uma pessoa vê,
– o significado que pode ver (entre outras, mas sobretudo este) num maratonista.  (E não só isso, naturalmente. Nem no boneco (do maratonista), nem na busca).

 

 

 

 

 

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– que construcção mais estranha de frase a que acabo de ver, em mim, como producto que se dá ou recebe, por nós mesmos (logo à partida), mas da qual cada vez mais é difícil em lhe fugir, serão cascas de uma qualquer cebola, metafórica, do Ser / Estar / Devir ?
Não sei bem.
Mas, tanto faz (creio).

 

 

 

 

Vou fritar umas batatas. ”Ó mãe, o cão está a ladrar..”.
hmmmmm… Onde é que pus o telefone? , eu ouço-o mas não o vejo… ”Ó mãe…”
( bolas, acabei de pisar uma coisa que se colou aos pés..). Cão anda cá, não precisas ladrar assim, que coisa.. Onde está a bola?

Uf, guitar,cello study III

oil on paper © G.A


Por vezes vemo-nos de mão dada com uma banda sonora, e, caminha-se pelo corpo, e pelo dia, adentro (como se de mão dada, caminhando acompanados de uma ”voz-off”, que vai e que vem, como se em marés de consciência e de abstração mais, ou menos, aparente).

Não me sai a ‘Lacrimosa’ da cabeça, está como se num «loop» de comprimento largo, que retoma… parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…
Enquanto o contraponto e linha sobe, em voz múltipla (múltipla crescente, que balouça, que embora não aumente por aparência, o faz, como que degraus, aumentando com cada balouçar como se em maré que se sucede de onda em onda, num fluir, um fluir que sobe, enquanto ondula em frente)
tangida e entoada, quase sorrateiramente (mas que não é),
ascendendo e tomando (quase delicadamente (mas que não é embora o seja) )
que sereno ou douce (num não agreste) – ou forte (que não o é embora o seja),
como quem sobe de degrau em degrau até um patamar fundo,
subindo,
com um corpo em descanso, que sobe degraus,
embora direito, cabeça para baixo embora para cima veja..
(Que dizer? como descrever?)
..como as folhas que caem (só que em contrário movimento),
que sobe,
por degraus,
de linha e contaponto que balouçam
de catarse em catarse por cada degrau

que sobe numa escadaria metafórica,
que numa obra nos leva e nos lava a alma
de toda a chuva do íntimo e interior,
que estanca e verte o sangue das emoções,
que já não se verbalizam
(para cicatrizar),
que soam no ouvido da mente e da alma
(da alma que assim sobe, através de uma banda sonora que o dia apresenta
ao abrir dos olhos antes, e depois, de tomar café)
porque a alma, ela sabe, mesmo que calendários não veja,
A alma sabe a banda sonora que escolhe no acordar de qualquer dia
– numa obra que..
num Mozart que
se veste
dentro da alma,
como um douce manto que protege,
como se um casaco (interior),
que antes de verbos tomarem a mente que acorda nesse dia, e a acompanhe,
pelo dia adentro…, como se em «loop»
de comprimento largo, que retoma…, parando de quando em quando, como que num soluçar, e retomando…

– (vou tomar o pequeno-almoço, com a banda sonora que me acompanha neste dia, de passo em passo)

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Há dias em que
a banda sonora que se nos vem, nem é um Coltrane ou um Bach,
um Mahler, um Fragoso, ou Hendrix, ou outro, …….
– É assim.

É um Mozart.

E,
e olhando de relance o calendário dos dias, percebe-se
percebe-se a alma que assim se decidiu vestir antes de verbos virem.
Pois, a alma sabe o que precisa vestir antes de tomar corpo no dia.
Por vezes acontece na penumbra entre o sonho e o acordar.. assim.
Ela saber como se vestir para se proteger no dia para enfrentar o frio
que pode vir,
que pode vir de qualquer dia,
que pode vir em qualquer dia.

  • Bom, o som já se está a desvanecer
    enquanto surgem os sons da rua, outras vozes que de bocas saem, de cão, de carro, de pássaro…
    Esvanece a cada passo que se dá até à maquina do café
    que está
    do outro lado da alma.

E vejo o que pousara agora na mesa, que truoxera ao descer das escadas (agora reparando que, no adormecer, na abstração do mundo, das coisas, de quaisquer calendários,
já de madrugada, já neste dia
– que adormecera,
– de caderno e caneta na mão, com um começo de um qualquer esboço de uma peça que surgira, no topor de uma mente que relaxava, de palpebras a fechar.
Parece que é um monólogo, aparente, mas que não, ..não o é.  Está-se à mesa. Há uma pessoa que fala com seis que não se vêem, porém, suas cadeiras vazias estarão ocupadas, e há mais……
Há alguns que entram e saiem. Estes são outros, outros que interagem de quando em quando mas também em ”espaço / corpo negativo”. Eles vêm e vão à mesa..

Hmmm…?
Onde está o café?
(já cá venho)

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P.S.
(eu sei qual é a interpretação que está na banda sonora apresentada,
mas se não está anunciada, também não a farei.., e mesmo até porque, a que ouço, como digo, em forma de «loop», nem é esta, embora dela se aproxime)

– Era para publicar algo que há mais de uma semana andava a escrever, mas, como só está como que um apontamento inacabado, para eu não me esquecer o que me tem surgido ao longo da parte final do mês, sobre um assunto, não é hoje, em que acordei com a alma que se vestiu assim, que o farei..

Apenas deixo um texto que se me surge por esse apontamento.
É um poema.
É de um autor que não sou eu. No fim estará o seu nome, como autor, que ele usa para se vestir na personagem de autor.

_________________________

Of war and peace the truth just twists
Its curfew gull just glides
Upon four-legged forest clouds
The cowboy angel rides
With his candle lit into the sun
Though its glow is waxed in black
All except when ’neath the trees of Eden

The lamppost stands with folded arms
Its iron claws attached
To curbs ’neath holes where babies wail
Though it shadows metal badge
All and all can only fall
With a crashing but meaningless blow
No sound ever comes from the Gates of Eden

The savage soldier sticks his head in sand
And then complains
Unto the shoeless hunter who’s gone deaf
But still remains
Upon the beach where hound dogs bay
At ships with tattooed sails
Heading for the Gates of Eden

With a time-rusted compass blade
Aladdin and his lamp
Sits with Utopian hermit monks
Sidesaddle on the Golden Calf
And on their promises of paradise
You will not hear a laugh
All except inside the Gates of Eden

Relationships of ownership
They whisper in the wings
To those condemned to act accordingly
And wait for succeeding kings
And I try to harmonize with songs
The lonesome sparrow sings
There are no kings inside the Gates of Eden

The motorcycle black madonna
Two-wheeled gypsy queen
And her silver-studded phantom cause
The gray flannel dwarf to scream
As he weeps to wicked birds of prey
Who pick up on his bread crumb sins
And there are no sins inside the Gates of Eden

The kingdoms of Experience
In the precious wind they rot
While paupers change possessions
Each one wishing for what the other has got
And the princess and the prince
Discuss what’s real and what is not
It doesn’t matter inside the Gates of Eden

The foreign sun, it squints upon
A bed that is never mine
As friends and other strangers
From their fates try to resign
Leaving men wholly, totally free
To do anything they wish to do but die
And there are no trials inside the Gates of Eden

At dawn my lover comes to me
And tells me of her dreams
With no attempts to shovel the glimpse
Into the ditch of what each one means
At times I think there are no words
But these to tell what’s true
And there are no truths outside the Gates of Eden

(Poema ”Gates of Eden” de: Bob Dylan)

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Toots (I know he was only 94 years young, but still, it hurts the soul to see him go)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

What an amazing, beautiful soul.. what an amazing beautiful soul

(blessed, and the beautiful gift he shared with us..)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bless you, Toots, forever

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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…..em tom de fuga

 

 

India_Ink_on_paper_GuidaAlmeida03_2016
Ink on paper, Guida Almeida – 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)
 Two Sunflowers –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

enamelRedAndIndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
 mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

Vincent_van_Gogh_-_Bloeiende_pruimenboomgaard-_naar_Hiroshige_-_Google_Art_Project
 Bloeiende pruimenboomgaard  (naar Hiroshige) – oil on canvas, Van Gogh 1887

 

1890-Vincent-Van-Gogh-Amandier-en-fleurs-Huile-sur-Toile-73x92-cm-Amsterdam-Rijksmuseum-Vincent-Van-GoghAlmond Tree Blossoms – Vincent Van Gogh,  oil on canvas,1890

 

blossomsPhotoGuidaAlmeida
photo – G. Almeida
sans titre_parJeanPaulRiopelle1955

 

 (Ink & Watercolour on paper,
Jean Paul Riopelle 1955)

 

 

FuguedPoemGuidaAlmeida___March2016

 

Hapi’s sibling – iseetheriverbeforeme – Flowing in Prayer form : originally posted elsewhere April 2013, by G. Almeida ,
is a ”fugued ” poem  
 for better reading -please click on the image to zoom in

 

 photo___GuidaAlmeida
 photo – G.Almeida

 

 Peacocks_and_Peonies_I_and_II_(LaFarge)JPG
(detail of photo taken by James Steakley, of)  Peacocks and Peonies I and II  – stained glass, John LaFarge  1882

 

monet.wl-clouds
 Water Lilies – oil on canvas, Monet 1903

 

 1225px-Vincent_van_Gogh_-_Banks_of_the_Seine_with_the_Pont_de_Clichy_in_the_Spring_(1887)River Bank in Springtime / Banks of the Seine with the Pont de Clichy in the Spring –  oil on canvas, Van Gogh 1887 

 

Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
ᙠɒɔʜ ᙠɒɔʜ
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ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ ᗷɐⅽµ
ᗷɐⅽµ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ ʜɔɒᙠ
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ʜɔɒᙠ

Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach
Bach
Bach Bach
Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach
Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach Bach

 

 

IndiaInkOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016
ink on paper, 42cm x 33,5cm, G.Almeida, 03 / 2016

 

 Vincent_van_Gogh_-_Sunflowers_(Metropolitan_Museum_of_Art)Two Cut Sunflowers – Van Gogh, oil on canvas, 1887

 

mixedMediaOnPaper_GuidaAlmeida_03_2016mixed media on paper, 33,5cm x 42cm, G. Almeida, 03 / 2016

 

   Bach is a four letter word, as is the word in Portuguese for fugue. As it happens, in Portuguese – fugue, has another meaning. It means ”a leak”, an escape”  or ”to run”, as well.
So, I’ll just leave this post here and make a «fuga», go ouside and smell some flowers while I can.
I hope you have a lovely Spring.

Naturally, the beginning of Spring not only makes one think of flowers (and a ”reawakening” of the planet (that in truth doesn’t sleep, though it may seem to…) as it enters the season), the equinox landing on what during Bach’s time was his birthday brings to mind a poem first written in the end of March of 2013 (I call it  a ”fugued poem” because it reads also from the bottom line up, through every other line, from the centre out, from ”out” to ”centre”, or exchanging the three groups of four lines between themselves).
The days at the end of the month bring to mind what we now call Bach’s birthday, and also other birthdays (one very dear to my heart, and also Van Vogh’s).

How could I make a Spring post and not place Bill Evan’s – ”You Must Believe in Spring”?

 

I can’t.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

And as I think of the planet’s apparent  ”reawakening”, as I mention above, and the authors that come to mind (those in this post, and another, who would have also celebrated a birthday at the end of the month..) how could I not include a sample of a new recording called – Gaia ?

I can’t.

 

 

 

 

 

Wishing all a wonderful Spring
♥ Take care.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Paul Bley – and now Pierre Boulez..

I know they were not “young” (in physical terms) but..

(all I can say is *F___
– the year is already costing …
, or perhaps it’s but the burden of time, i know not..)

 

 

As I calmly realized the year (in what much of the planet, in it’s elliptic voyage around our star, consideres an end and a beginning)
changed its numeric name,
I came upon the news of one master of masters leaving this realm, and thought – no.

no, i shall not begin the year in my blog with an absence; and no,

i shall not be adding to the shower of posts regarding his leaving (which i obviously find just, natural, and “correct” (if you will) but always seem to, more often as time passes –

(“as time passes”, now there’s a concept that leaves me evermore bewildered..) leave me at want for more of it while they live (at least on my part)
– but such is a burden of one who forgets they are of skin and bone, and like us – mortal..
One leaves it for yet another rainy day because the sky is dark, the dog is barking, the dishes are piling, the belly is hurting, the baby is crying, the ice is melting..
( oh F___.).
(…).
.

 

Thoughts within thoughts, within thoughts, like a Russian matryoshka doll.. as one sets forth to write and not be able to turn time enough, just enough to say “hello – i’m here. i see you. you make me smile..”

 

 

 

  • and now………….. and now,

within a hiccup of time, Boulez……..
(oh F___.
F___.
F___.)

 

 

 

 

  • (write, you silly creature. – who me?
    – no, the Easter Bunny.
    – but what can I say now?
    – you waited, your problem. / get on with it.
    – but it’s the first thing i write – in the year
    – when one hopes for hope, and… (ok – i see it.., i think).
    – what do you mean first thing > in the year? ummmm, how many circles – one?                two? two and a half? three-quarters? (of who’s math?)
    – ok – stop being a wiseguy..
    – wiseguy? ..but i’m a girl
    – ugh, it’s a figure of speech, you ninny. one more wisecrack like that and i’ll put                 you into detention, nose to the wall, dunce-cap on..)

 

 

 

I’m so sorry, Paul, and Pierre, you deserve so much more..

from someone who has revelled in your work, and your work upon – and within – others i revel in and cherish so much (who, as you, also worked upon me)

What can I say, indeed?

My heart goes out to your (pertaining to the both of you)
loved ones, as it does to all of us whom you have touched..

  • (the first publication i saw regarding the sad news of P. Bley – Ottawa Citizen – site – article Jan. 5)
  • (regarding P. Boulez – i received by phone, today)

 


  • Please excuse me as I go somewhere (to a piece) that is neither of their’s but, nevertheless, takes me to both and to a part of me…

     

    (also – I haven’t forgotten that one of them performed in the unit’s first recording, prior to this)

    (on this day – I needed to hear this.. to re-hear it, I mean)

 

 

 


 

 

 

Yes, it would not seem right to not place a few things – out a large body of work by, or about, either.
(it’s always so very difficult to choose, when there is so much to choose from – and it saddens me to write this post about either)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

  • – and now I leave blessings, many blessings to whomsoever reads this, for the year that is new (and despite the heavy tone of this post).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sunday, Easter Sunday To Be Specific (before the setting of the moon) / Domingo de Pascoa ao luar das suas (das Suas) primeiras horas

 

 

 

My hand whisking across the horizon

changing its colour

wet

with each breath I have ever taken

dripping unuttered words from every finger

each drop a soliloquy of untangled thoughts

hair in the wind

muttering silences as I stop

Who’s there?

Your tomorrows

All my tomorrows?

Yes.

Those that live in each step

as you run in and out of each moment’s past.

And the present?

It is a moment that is not surrendered.

(yet)

Why?

Because it is unfathomable.

You can think of the past and the future

but not the present. It is unfathomable.

Within it lie all pasts and possible futures,

and all your living selves that are not always familiar with each other.

You feel you know you exist when each present moment is here, not “there”

and though you feel answers may lie “there” it is here you answer, not there

– and since you know not not ALL the THEREs

you feel the predicament of the present,

each fathomless,

present

instant.

It is the only moment you actually feel when you pinch yourself,

no other,

and you can not bargain what through the grace of existence you do not know.

But that doesn’t mean the present isn’t Whole, it is, Your’s (and Mine) is a fractal of present existance, thus ‘unbargainable’, and That

is the beauty of each fraction of existence, of each present.

It is the present of the Present, and the burden which is also

a present.

 

It presents itself

 

 

Unfathomable.

(and the more you fathom

the more you know you don’t,

and the more you know you don’t,

the greater the – Present (present) (presence) (presents) …….)

 

© Guida Almeida

técnica mista s/tela ©

 

 

 

Wishing everyone the best of Holidays – Happy Easter

G.

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New Years – and new requests (um novo ano e um pedido novo)

Something about promoting airline tickets and respective companies with a picture of a plane taking a nose dive leaves me uneasy.

 

– makes one wonder if the company was bought by..
– or wonder if these people are helped out by that cute little mob that sells their crude oil at “peanuts” per barrel.
If so, if such is the case, the image makes sense I guess (who knows where publicists get their ideas from nowadays).

 

 

picture by Nelson Garrido used in - "Publico" newspaper article

 

 

 

Well I guess you may like to peak at this link that contains the advertisement I’m referring to.
Link – News article (in Portuguese)

 

I suppose it may be of use to look at the News article regarding that cute little mob of angry munchkins that sell their crude as mentioned above (and have done so for quite some time now it appears)  You know, they are that cute little band that oficially no one likes but have no problem selling their produce it seems.
Link – News Article (in English)

 

Well, at least in my case it sure would be comforting to know from whom airline companies (along with other entities and industries – be they public or in the private sector) get their petrol. In the case of airline services I do not suspect low-cost companies more than others that charge more to fly us around. I actually suspect them equally. Yes, such things would be comforting to know.
– Don’t feel like taking any rides till then..

I suppose this is my New Request for the New Year.

 

 

 

 

 

Photo credits for the image above: Nelson Garrido
– used in the “Público” news article:
►http://fugas.publico.pt/Viagens/343234_saldos-de-ano-novo-na-ryanair-com-voos-desde-9-99-euros

 

Happy New Year.

 

 

 

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Uma imagem que tem um avião com o nariz para baixo.. e a pique..
Bolas.
(medoooooo)

 

Não sei onde as brilhantes cabeças do “marquetingue”-ing vão buscar suas ideias luminosas mas creio que andam a fumar coisas estranhas.. Talvez tenha sido devido a excessos da noite do ano novo (quiçá). Quem sou eu para criticar?

(imagem encontrada no artigo do jornal Público – LIGAÇÂO)

 

 

Querem ver que esta companhia foi comprada pelos ‘bobís’ que vendem o petrol. a ‘peanuts’, lá naqueles lados complicados, que oficialmente ninguém gosta mas, onde o vão comprar.. Se foi entendo a imagem, claro, nada de publicidade enganosa.., orapoisclaro (para não embirrarem comigo, deixo a ligação para se saber de quais ‘bobís’ falo.. que bobís há muitos, bem sei..

LIGAÇÃO – notícia em inglês

 

Assim sendo já tenho um ‘pedido novo’ para o ‘novo ano’.
Gostaria de saber a proveniência dos produtos petrolíferos comprados e empregues nas companhias aéreas, assim como em outras de outra natureza, quer sejam elas públicas ou privadas.

Isto não quer dizer que o ter baixo preço seja uma manipulação ou jogo sujo, para obter lucros, pois no caso de bilhetes mais caros (e neste caso das companhias aéreas) nada me garante que não façam o mesmo.  Desde que há vários meses tomei conhecimento destes saldos no mercado petrolífero que desconfio de todos, os que vendem mais caro assim como os que vendem mais barato os seus bilhetes.  E não, não desconfio (infelizmente) apenas das companhias aéreas.
Já nada sei.
Apenas sei que tais notícias é mais que suficiente para não pôr os pézinhos numa aeronave, por exemplo, sem tal saber.. enfim.

 

Bom ano novo, a todos.
Espero que este ano nos traga menos insanidade ao mundo e vos encontre de saúde.

Bem hajam.

 

 

 

“Amelia – it was just a false alarm.. ” (how I hope it is, indeed)
Love this – I’ll leave it here. It’s always relieving to listen, touch, see or smell beautiful things be they the air, harmonies, melodies, birds in the meadow, fresh snow, the ground after it rains, the warm breath or voice of those we love, the movement of the hand (that hand) that touches your knee, the sun upon your face.. the giggling of children

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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