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Holiday

Túnel de vento (de Carlos Alberto Augusto) – mais logo, em Coimbra.

É

– um evento a não perder, uma obra com um historial absolutamente notável, num espaço único, que é, ele próprio, um elemento de força na obra composta.
Aos que tiverem hipótese em comparecer, não percam tal oportunidade (é o que tenho a dizer).

Lembro-me bem das palavras do autor da obra e o que lhe inspirou, e os registos de tal inspiração e, ___________- fiquei sem fôlego pela beleza da coisa.
Enquanto o ouvia, dei comigo de imediato a visualizar, quer com os olhos quer os ouvidos da mente, tudo – a história da fonte de inspiração (e os seus registos), e tanta coisa que a mente associa (que beleza, poética, .. tanta coisa) quer de literatura clássica, quer de outras fontes nas diversas Artes, e isto tudo arrepiava e de que maneira (no bom sentido, isto é)
Mas, sobretudo marcante, era a forma que sentia algo que é tão raro sentir no que respeita a um relato de nascer de obra que se iria criar especificamente para um momento e lugar  – e o sentia enquanto a mente se transportava ao local e fonte primária de inspiração para aquele que iria agora criar…
(uma que é tão simbólica quão forte  [- forte, que nem sei qualificar com adjectivos, daí entender tanta obra pintada, escrita, encenada, composta, e, edificada] — como uma fonte de inspiração, como o é poética num tão amplo sentido. E por isso mesmo – embora singela em termos culturais, na península ibérica, e uma que transpõe —
[mesmo que com nuances que possam divergir um pouco conforme o lugar em termos de algum de seu simbolismo, e da História nos países, ou até – na História da Humanidade]
fronteiras, quer as físicas e geográficas, quer as psíquicas, evocativas, emotivas, e de Tempo) …
Dizia, antes da poética das ideias e das memórias, me tomarem e me ter posto prestes a divagar.. 

  • que o mais marcante era sentir, enquanto a mente se transportava ao local e momentos relatados que digo, os outros sentidos ficarem de imediato colados aos da visão e audição (tão marcante).
    Sentia, enquanto identificava, e em certos momentos identificando-me — quer com observador, quer com o próprio objecto evocativo — na mente, tal fonte inspiradora inicial para a obra, o que a mente via e ouvia  pelo tacto e, estendendo-se o fenómeno até, através dos aromas diversos possíveis  (conforme o tempo / condição atmosférica, o Tempo, e o local do objecto que além do mais tinha o mar por perto (um que envolve os sentidos ainda mais, e História (aliás, histórias na História) conforme tudo que se pode imaginar como cenário que, naturalmente, tem a ver com o local e a dita fonte, inspiradora. Tal objecto, tão evocativo em tanto sentido, embora possa dizer muito a países diversos aqui deste continente (e diz), no seu elemento luso (o mar correndo nas veias (e velas) de tudo) é revelado um seu lado não apenas localizável e poético;  assim vemos penhasco e ventos e mar.   Vemos chuvas. Vemos ondulações.  Vemos escuta, vemos movimento, e vemos tudo num intenso bailado de tempo, e no Tempo).

 

EVENT – Fb LINK
https://www.facebook.com/events/2354511044655907/ 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sail (image: Guida Almeida)

Vela – (esta não é de moinho, mas deixo-a na mesma): G.A.

Il y a des moulins, de Lautrec (claro),
et des autres de van Gogh, e há (também) o moinho incontornável de Cervantes..
E há o mar, e o vento que bate nas velas e, há moinho que é embarcação..
(no nariz daquela jangada de pedra do saudoso escritor luso. E, há embarcação de vela e armação a mexer, também ondulante, que segue em mente e que é extensão, e é diversa, nos enquadramentos do tempo (e do Tempo).
Aquela de Géricault , neste caso, aqui não cabe (felizmente) no ideário que se me surge na mente, quando penso naquele relato do autor, e em velas e vento e terra e mar.

Votos de grande êxito a um querido amigo, pelo que criara através de tal ponto de partida, e aos que lhe interpretarão a obra criada, logo ao fim do dia.
Tenho a certeza que será tão notável o momento, como mais que merecidos os votos de êxito para todos, e onde um dos interpretes — é o próprio espaço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



(Uma pequena anotação :
Ao olhar o calenário lembro-me agora que hoje é um dia significatívo na história de um dos países europeus – a França.
Quando escrevi e evoquei um autor de uma obra tão forte (uma, retratando uma jangada), não tinha em mente nada senão a imagém e o que ela representa – de um modo geral. Por isso, a intenção ao o evocar não tinha nenhum significado além desse.  À bela terra do Toulouse-Lautrec, e do Géricault, votos de um bom dia de feriado, e um que lhes espelhe um caminho que não seja um de correntes ou um de queda que, pelos vistos, parece que poderá dar jeito a sabe-se lá que lóbis – enquanto o belo povo e país tenta mostrar o seu mais que justo descontentamento com o  ”Micron”   (que em si já é de um lóbi nefastíssimo.
Ao belo povo da França – Vive Lá France!! ♥ )

raising the blue red and white flag

Photo by Nicolas Savignat on Pexels.com

 

 

 

 

 

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Abril / April – 2019

I beg your indulgence as – some images, and videos, may take a moment to become fully visible.
Best Wishes, to whomsoever should come upon this post.

 

 

 

(Red Carnations – By Pomar, image via FB – courtesy of the Júlio Pomar Foundation)

 

 

 

(Psalm: John Coltrane – Fouth movement from ‘A Love Supreme’)

 

 

 

 

(Ella Fitzgerald, born April 25th – singing April in Paris, via Jazz Corner | FB page)

 

 

 


(article)

 

 

 

(article)
LINK – https://www.franceculture.fr/emissions/le-reveil-culturel/john-coltrane-jazz-mystique-et-revolutionnaire  

 

 

 

 

(article)
LINK – 25A40 – O som do cravo | Um concerto em três tempos.

 


 

 

 

(Bach – choral from – St Mathew Passion | BWV 244 , Harnoncourt – Arnold Schoenberg Chor, Concentus Musicus Wein, Wiener Sangerknaben)

 

 

(Bach – Final chorale – St John Passion ”Herr, unser herrscher” (chorus) | Gardener, Monteverdi Choir, The English Baroque Soloists)

 

 

(Megaloschemos II | Bulgarian Orthodox Hymn)

 

 


(article)
LINK – https://www.jornaltornado.pt/chico-buarque-revolucao-portuguesa/

 

 

 


(Os vampiros – Zeca Afonso)

(Cantigas do Maio – Zeca Afonso)

 

 

 

 

 

(Georges Moustaki – Ma Liberté)

(Zeca Afonso – Redondo Vocàbulo)

 

Poster - 25th April '74 | Cartaz : O menino do Cravo - fotografia de Sergio Guimarães

 

 

 

 

 


(and still, because it is April 25th, and Thursday)

 

(Tarkovsky Quartet – Nuit blanche)

 

 

(Harmónicos – Jorge Peixinho)

 

 

 

 

 

 

Abril


(Acordai – Lopes Graça | Lisboa Cantat)

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 


Sunday, Easter Sunday To Be Specific (before the setting of the moon) / Domingo de Pascoa ao luar das suas (das Suas) primeiras horas

 

 

 

My hand whisking across the horizon

changing its colour

wet

with each breath I have ever taken

dripping unuttered words from every finger

each drop a soliloquy of untangled thoughts

hair in the wind

muttering silences as I stop

Who’s there?

Your tomorrows

All my tomorrows?

Yes.

Those that live in each step

as you run in and out of each moment’s past.

And the present?

It is a moment that is not surrendered.

(yet)

Why?

Because it is unfathomable.

You can think of the past and the future

but not the present. It is unfathomable.

Within it lie all pasts and possible futures,

and all your living selves that are not always familiar with each other.

You feel you know you exist when each present moment is here, not “there”

and though you feel answers may lie “there” it is here you answer, not there

– and since you know not not ALL the THEREs

you feel the predicament of the present,

each fathomless,

present

instant.

It is the only moment you actually feel when you pinch yourself,

no other,

and you can not bargain what through the grace of existence you do not know.

But that doesn’t mean the present isn’t Whole, it is, Your’s (and Mine) is a fractal of present existance, thus ‘unbargainable’, and That

is the beauty of each fraction of existence, of each present.

It is the present of the Present, and the burden which is also

a present.

 

It presents itself

 

 

Unfathomable.

(and the more you fathom

the more you know you don’t,

and the more you know you don’t,

the greater the – Present (present) (presence) (presents) …….)

 

© Guida Almeida

técnica mista s/tela ©

 

 

 

Wishing everyone the best of Holidays – Happy Easter

G.

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For Christmas (Que o Natal, e todos os outros dias, vos sorri, vos abrace com força e ternura, que vos traga alegrias)

One should share that which is most precious to them so I shall leave you with… with this
Hoping the holidays and all the other days bring you joy, and that the year to come bring much needed medicines to help heal the insanities in the world.
(Blessings)

O que é precioso deve-se partilhar, por isso.. deixo algo do mais valioso que tenho hipótese de deixar.. ♥

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Palavras antigas e outras………. “Mensagem de ano novo” / New Year’s Message (in Portuguese & English)

« mata-se por fio de vaidade e outro de finíssima e subtil crueza. mais do que incompreender o homem ausenta-se da sua própria realidade incompreendendo o deslumbrante que é sorrir generosamente das vitórias do outro. o mistério é uma coisa terrível que a linguagem acende e unidos e dispersos somos fendas irrisórias. mediadoras porém do impávido racionalismo que nos afasta e aproxima reduz esmaga e recria. como numa ode de Keats onde o sentido gemelar é destruidor e fulgurante. mata-se por um fio de vigilante raiva. sobrevive-se como cavaleiros andantes sobre um chão de espigas e de cardos. simbióticos. original nostalgia de ainda suspender o mal.

bom dia mundo. que somos reis nus. de pés feridos. de alma de árvore.»

de Isabel Mendes Ferreira

 

O que dizer, ou acrescentar, ao que aqui acima está escrito??

Trouxe estas palavras para aqui para inaugurar o dia, o ano,
assim como o Espaço……

Aquele espaço……..,

– o do Homem que teima em (in)existir numa realidade paralela à sua “condição”.

O Espaço, pois……………..

– dentro e fora da dimensão que nos reduz praticamente ao “infinito”, e/ou ao “zero”, conforme o ponto cartesiano ocupado no universo que se desloca num constante “respirar” fora de todas as portas das dimensões, percepitiveis, ou não.

E retomando o que vejo:
um  «espaço,  o do Homem que teima em (in)existir numa realidade paralela à sua “condição”. »

Não, não quero ser injusta.
Sei que não serão, ou não somos todos assim.
E que num ou noutro há ou haverá “mutação(ões)” e/ou migração(ões) entre o que “É” e o que “Não É”.

Mas vejamos……………………,
ou melhor, olhemo-nos bem
– de “dentro” para “fora”,
de fora para dentro, e perguntemo-nos a nós próprios o seguinte (por exemplo):

Com estas duas “realidades” onde está a “Forma” do que “real” é?

Eu às vezes sei, mas felizmente esqueço-me.
Assim na maior parte da minha ocupação no Espaço e no Tempo disto a que por habito chamamos “Universo”
posso dedicar-me ao que considero ser a manifestação do Divino:
O descobrir (redescobrir), encontrar (reencontrar), e sentir o Outro
(dentro e fora das suas e/ou minhas dimensões, conforme o possível, ou o que me é possivel )
– [ ou me é dado [?] a ser possivel ]

Bom, agora deixo o que escrevi na altura em que li as palavras da autora cujo texto cito no início desta publicação.

Ela, assim como outros, afectam-me (felizmente), e muitas das vezes de uma forma que me leva a escrever para me exprimir  (coisa bastante difícil para mim, garanto-vos)

Assim sendo deixo a minha “Mensagem de ano novo”, assim como o desejo de vos ver (a todos) com um ano repleto de ternura, amor do(s) e pelo(s) Outro(s), compaixão e iluminação.

Desejo-vos (alías – “nos”) um mundo melhor, e equipado da solidareidade necessária para sarar o mundo.
Bem hajam.

* Podem até nos estancar o sangue, mas cegar-nos à beleza do outro, isso nunca… ai não.
E pergunto-me, para quê viver sem nos alimentarmos do Outro?
Sabemos que porventura há quem tenha a deficiência da ausência de boca para alimentar a alma, e que assim vegete..

e morre-se..

É uma crueldade tripla esta indignidade, uma inexistência desalmada, (des)almada.

(In)existir ao ter assim a primeira parte do aparelho digestivo tapado por sabe-se lá que mordaças e/ou açaimes, uma que será possivelmente a avareza de espirito, outro, o do desgosto pelo bem alheio será por.. ai!
Eu sei lá?
.. que motivo real poderá haver em tamanha estupidez?
É uma grande chaga cega na existência do Homem.

© Guida Almeida

técnica mista s/tela

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Bom 2012.

Guida

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Merry Christmas message – Desejo um natal feliz a todos!

Deixo-vos o seguinte e os votos de um santo natal, pois ao contrário dos nossos governantes não direi «o melhor dos possíveis..» Desejo-vos um repleto de calor humano, amor, saúde e carinho.. no mínimo isto! 
– É com um espirito natalício que vos deixo o seguinte……………………………………………………

…… in my best Christmas spirit I leave you the following video clip.

“Santa Claus is coming to Town” – Joseph Spence

 

 

 

 Almost a Poem

 

As the night closes upon weary eyes I still envision

in a half fogged mist

 a passing remnant of something

If only I could see clearly..

  The person changes as must be,
for thus is the way of Things
the way of the World
in an ever running river
molding its earthly banks
never waiting nor stopping,
an ever changing spirit
– a spirit of the “Whole”.

Keep safe dear one
surrender no sleep nor justice.
Your wrinkle torn flesh is lined
with the burden of Love
and such
is the way of the World.

 

 

(have a safe and caring holiday)

© Guida Almeida

 


Thanks…

(For  the 24th)

 

 
© Guida AlmeidaThanks

Thanks for giving /
Forgiving /
and for giving
(forgiving)
Thanks

 

 

 

 

 

 

 

 

Next:
for the 25th
(Portuguese Polyphony)

 

 

 
Next:
for Saturday & Sunday
from me to you (music & artwork).

 

Have a blessed weekend.

 

 

Thanksgiving having already been on the second Monday of October in Canada, and now upon having past the fourth Thursday of this month (the US date),  I leave all with my sincere wishes for a happy and safe weekend
(holiday for those celebrating)

 

I bring to this “table” two things, one is mine and the other.. well…….
I guess the other is too in two aspects. I’ll give my reasons.

1. the arts become a part any man’s existance and expression of “Being” whether it be through music, literature, sculpture, dance, painting…
regardless of their geographic and historic origin as long as he/she whom recieves it identifies him or herself with it;
or if you will, as long as it “touches one’s inner being” making it thenceforth vibrate, rich and fecund with “life”
It then become’s a part of any man’s or woman’s “footprint” upon this earth.

2.  Also, being a Portuguese citizen I have inherited “ART” from this nation, as I have from Canada.
It belongs to, and defines somewhat, my cultural background.

 

 

Therefore I leave you with two video clips of mine.
One with work created/performed/painted/drawn by me,
the other by Duarte Lobo – 1565 – 1646
(beautifully performed I must add)
and thus inherited by me.

 

 

 

Please have a lovely weekend, full of tenderness and grace.

 

 

Love M.

(Guida)

 

 

 

 

 

 


Caged – in a moment of Silence

   

“Praias de Fu…..a  IV” (painting)  –  From the Beaches of Absolution (text)

 

 

From beaches of absolution
a horrid stench..
an odour
a protrusive bulge of havoc,
death and misguided Humanity
poisons the air in a thicket-like array of fumes
more and more impenetrable
by each sorrowful step inconspicuously taken.

– ancient sands that care not
nor notice Man’s misgivings.

Bleached, broiled and barren in a
lachrymose desolation
they sickley stare back at the face of their maker in innocence.

(In innocence?)

They sit there upon a living bed
dead to one’s lamentations
simply caressing our soles (souls)
step by step.
– and all the while Petty Theft and Larsony of the heftiest degree
dance upon our graves..

heavily.

 

written by me (G. Almeida)
The image is of a painting  : “Praias de Fukush… IV “, September 26th – 2011    

 

 


( more than a month from the above, and a day past Rememberance..)  

 

.. a flittering
fleeting
forshadowed
– moment of Silence.

 

 

 

   

ENRAPTURED

 Steadfast in inaudible prayers

whispering nothing
Caged within my own transfixed Silence
Judgement and soft truce impaled
I return and do not weep –
( Again? Still? No.
I see them.
They shine

there

beyond Merriment and Bitter Dismay
in a parallel existance
within Time’s brittle house
but it’s hard to tell who’s at the door..  )
– once more water becomes treason
blood is no longer thicker..
My home mortified
 plundered
Like all gods
I judge and am judged
The one who mends all wounds is gift wrapped
The child I call Home and is all children
crucified to an empty dream called Progress
creatures enraptured
(from/with/upon/within)
unholy waters
an endless spiral of eternal communion with Number
I drift asunder
 bow misguided,
hull rotting,
sailing into a screaming state of Nothingness..
I am a ship,

my name is Man.

 

.


.


(on a far lighter and fairer tone.. a Silence)

Behold the power and expression of  together uttering “No-Sound”.

 

***** A brief note regarding Cage’s 4′ 33”
– Composed in 1952, this piece is most likely the most notorious and controversial within a long, diversified line of compositions by the author.
No matter what one thinks and feels regarding said piece: love, amusement, scorn, bewilderment, or awe it is impossible to be indifferent or remain the same after after having been in attendance of a performance, after “hearing” it.

Originally scored in three movements for any given instrument or group of instruments, the tension created while performing and/or perceiving the work is absolutely incredible.
[ form : 1st Movement – 30” ,  2nd Movement – 2′ 23”, and the 3rd Movement – 1´40” ]

Here Cage truly acheives his desire to create a work in which both fases necessary an fundamental for an audience to perceive (and receive / experience) a work of musical art is completely irrelevant and removed from having any influence whatsoever upon each and every performance of said piece.  The work is “rid of” and completely free of composer/performer(s), so to speak.


October 5 – 5 de Outubro

(a post in English & em Português..)

Before I begin regarding October 5th it has occurred to me that I let pass a day I hold very dear.
The day that saw the birth of Mohandas Karamchand Gandhi – October 2nd
( 1869 )

“I will give you a talisman. Whenever you are in doubt, or when the self becomes too much with you, apply the following test. Recall the face of the poorest and the weakest man [woman] whom you may have seen, and ask yourself, if the step you contemplate is going to be of any use to him [her]. Will he [she] gain anything by it? Will it restore him [her] to a control over his [her] own life and destiny? In other words, will it lead to swaraj [freedom] for the hungry and spiritually starving millions?
Then you will find your doubts and your self melt away.”

– One of the last notes left behind by Gandhi in 1948, expressing his deepest social thought. (exact words as taken from Here )

“A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus actos convergem uns nos outros; e todos
eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”

“A única maneira de castigar quem se ama é sofrer em seu lugar.”

Mahatma Gandhi

EN.
After the sinking in of this recent Nobel for Physics (LINK to the National Geographic article posted yesterday)
regarding a subject matter I’ve found to be highly fascinating these past few years, I leave you with a detail of one of the pieces of a project I’ve been working on this past week.. part of the 3rd work within a series of 5.

Today having been a National holiday commemorating the onset of the country becoming a Republic (Portugal), I post the above image of a ‘darkness’ along with a pair of video clips containing actual footage of the event back in 1910.

I also share a Link to today’s post in the Blog GUIDA  FINE  ARTS containing a brief summary of my thoughts regarding this year’s commemoration – to view please click on the link here or just above this (on the blog’s name)

I now thank you for reading and wish all a fine October 5.

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PT
Agora sobre os “brandos costumes” do país..
Peço desde já perdão por não me traduzir, e espero que o que acima está escrito não seja difícil de entender.
Peço-o embora saiba que a maioria de quem Português fala sabe inglês (assim julgo), assim continuo em vez de traduzir-me, com algo que parece complementar o que escrevi mais cedo no Blogue que referi – “GUIDA  FINE  ARTS”

Cito um pouco do artigo na revista Visão (acho que vale a pena o ler todo) do final de Agosto, artigo que acabei de ler já no fim do dia, e apôs ter escrito no blogue que referi, e no qual assim mostra como se manipula a memoria colectiva de um povo..
Assim deixo-vos com o que se segue:

VISÂO
(trechos do artigo escrito por  Luís Almeida Martins  11:41 Quarta feira, 24 de Ago de 2011

Para ler mais – clicar AQUI )

MENTIRA N.º 1

Portugal é um país de brandos costumes

Não é verdade. Só nos séculos XIX e XX, contam-se por milhares os mortos em guerras civis e revoluções. Foi o Estado Novo que inventou o chavão, numa operação de ação psicológica 

Naquela manhã de céu azul, a capital acordou ao som do canhão.

Erguiam-se barricadas, o vizinho lutava contra o vizinho, com soldados pelo meio e bandeiras nacionais de ambos os lados. Ao final do dia, muito sangue tinha corrido nas valetas e contavam-se uns 200 mortos e mais de um milhar de feridos. Este quadro não diz respeito a um país distante nem a uma época remota do passado. Aconteceu há menos de cem anos, no dia 14 de maio de 1915. Em Lisboa, capital de Portugal. Num país de “brandos costumes”.

Se mais exemplos não houvesse, este bastaria para derrubar a tese da “brandura” dos nossos hábitos e procedimentos, posta a circular pelo Estado Novo salazarista. Mas as demonstrações de aspereza de costumes podem multiplicar-se até à exaustão.

Comecemos pelo caso acima referido. O levantamento de maio de 1915, liderado pelo grupo dos chamados “Jovens Turcos”, dirigia-se contra a “ditadura” de Pimenta de Castro, um general mandatado três meses e meio antes pelo presidente Manuel de Arriaga para governar com o Parlamento encerrado.

Jovem Turquia era o nome de uma loja maçónica de que faziam parte políticos, civis e militares. O seu objetivo repor a plena vigência da Constituição de 1911 seria alcançado, levando à imediata transmissão dos poderes para uma Junta Constitucional composta por cinco “jovens turcos”, todos afetos à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma medida preconizada por Afonso Costa, o líder do Partido Democrático.

LINCHAMENTO DE UM SENADOR

No dia 17, esta junta preparava-se para transmitir por sua vez o poder a um novo Governo, que seria chefiado pelo dirigente do PD João Chagas. Porém, nesse mesmo dia, Chagas era atingido a tiro num olho pelo advogado e senador João José de Freitas, quando se encontrava na estação ferroviária do Entroncamento, dentro do comboio que o transportava do Porto para Lisboa. Chagas ficou parcialmente cego e Freitas foi ali mesmo linchado por um grupo de populares de que fazia parte um soldado da GNR. Brandos costumes?…

Poucos anos antes, nos dia 4 e 5 de outubro de 1910, a revolução que derrubara a Monarquia e implantara a República fizera, também em Lisboa, entre 60 e 70 mortos e cerca de 500 feridos. Tinham sido erguidas barricadas na Rotunda (Marquês de Pombal) e um cruzador bombardeara o Palácio das Necessidades, onde o jovem rei D. Manuel II jogava o bridge com alguns cortesãos. Um dos obuses da Rotunda, disparados no enfiamento da Avenida de Liberdade, pegou fogo a um prédio. As (poucas) forças leais à Monarquia, comandadas por Paiva Couceiro, investiram primeiro pelo lado de Campolide, e depois a partir do alto do Torel.

O Rossio era um acampamento de soldados, com as armas ensarilhadas. O rei, a mãe e a avó passariam a noite em Mafra, de onde seguiriam para a Ericeira para embarcar rumo ao exílio. Automóveis com revolucionários dentro perseguiram-nos ainda pela estrada do Sobreiro.

REI E PRESIDENTE ASSASSINADOS

D. Manuel II, de 20 anos, sucedera 32 meses antes ao pai, D. Carlos, assassinado em pleno Terreiro do Paço a 1 de fevereiro de 1908. A meio da tarde desse dia, sob um pálido sol de inverno, o penúltimo rei de Portugal e o príncipe Luís Filipe, herdeiro do trono, tinham sido assassinados a tiro quando seguiam num landau, pouco depois de terem desembarcado do vapor do Barreiro, no regresso do palácio de Vila Viçosa. O eco dos disparos de Manuel Buíça e Alfredo Costa, dois membros da sociedade secreta Carbonária, abalou a vida política nacional e anunciou para breve o advento da República, mas o regicídio foi considerado na altura pelos lisboetas quase como algo de natural. Sabe-se agora que se tratou de um plano articulado, que envolvia além dos carbonários muitas outras pessoas, algumas altamente colocadas. Numa reportagem publicada pelo New York Times em julho desse ano lia-se: “Diz-se que a rainha Amélia reconheceu num dos assassinos um proeminente líder político, mas guarda firmemente o seu segredo.”

Implantada a República, em 1911 e 1912 grupos de monárquicos exilados em Espanha entraram em pé-de-guerra pelo Norte de Portugal, cercando vilas, investindo aldeias, aliciando camponeses e pastores para a causa derrotada.

Depois, entre 1915 e 1925 foram numerosos os movimentos militares em defesa da República democrática ou contra ela.

Um dos golpes triunfantes, o de Sidónio Pais, inauguraria no final de 1917 um ano de ditadura que terminaria com a morte a tiro, na Estação do Rossio, daquele a quem Fernando Pessoa chamara Presidente-Rei.

Era o segundo assassínio de um Chefe de Estado português em menos de 11 anos, depois do regicídio que vitimara D. Carlos.

UMA GUERRA ESQUECIDA

Ainda os tiros que tinham vitimado Sidónio ecoavam no Rossio, e já na outra ponta da linha férrea que dali partia no Porto era restaurado o regime monárquico.

Em Lisboa, os republicanos formaram um executivo obedecendo à Constituição de 1911, mas as Juntas Militares conservadoras não se conformaram e exigiram “um governo de força”. Contavam para isso com o apoio dos civis que giravam em torno do Integralismo Lusitano, de extrema-direita.

O deposto rei D. Manuel II não só acompanhava tudo com a máxima atenção a partir do seu exílio inglês como dera mesmo luz verde à movimentação monárquica. A ideia dos insurrectos era estender as suas movimentações a todo o País, mas as Juntas Militares de Lisboa mostraram-se divididas. Porém, a 22 de janeiro de 1919 uns 70 monárquicos hasteavam a bandeira azul e branca na antena telegráfica do alto de Monsanto.

Ali acabariam por ser cercados e desfeiteados por militares e civis leais à República. Mas não terminou aqui a guerra civil de 1919. Só a 13 de fevereiro, depois de combates no litoral centro do País, é que as forças republicanas entraram na Invicta e puseram termo à efémera Monarquia do Norte.

(…) ler mais
UM AGITADO SÉCULO XIX

Muito antes de tudo isto, ao longo do século XIX, sucederam-se as lutas civis -com batalhas e numerosas vítimas e as revoluções. Primeiro, logo após o curto fogacho liberal de 1820, a grande guerra que opôs de 1832 a 1834 os absolutistas de D. Miguel aos constitucionalistas de D. Pedro, e em que participaram navios e mercenários estrangeiros.

Depois, a revolução de setembro de 1836 e, na década seguinte, uma nova guerra civil com intervenção exterior a Patuleia. Perto do final do século, a tentativa frustrada de revolução republicana, no Porto, deixou estendidos na Rua de Santo António uma dúzia de mortos e quatro dezenas de feridos.

Não vale a pena recuar mais no tempo para demonstrar que os costumes portugueses nunca foram brandos. Se o fizéssemos, seria apenas para recordar os clarões sinistros das fogueiras da Inquisição ou para lembrar os múltiplos linchamentos na rua de pessoas suspeitas de “jacobinismo”, durante as Invasões Francesas de há 200 anos. Ou ainda, na mesma época, o esquartejamento do general Bernardim Freire de Andrade quando, em Braga, ordenou o recuo estratégico das milícias para o Porto.

Foi para contrabalançar esta tradição portuguesa da violência política que o Estado Novo criou o estereótipo do “país de brandos costumes”. A cabeça das pessoas “faz-se”, e o regime ditatorial dispôs de quase meio século para moldar ao seu gosto pelo menos duas gerações.

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