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Agustina

Quando parte alguém que nos impõe aprender a língua para a poder ler, o que dizer?
Quando se aprende o que seja pelo verso e o ensaio, num pequeno mundo onde se vislumbra outro, mais as cadências da sua sonoridade possível (o que dizer, realmente?) – ?
– quando nos deparamos, no espelho das palavras, a imagem que nos fita de volta,
– quando uma parte do mundo que se vai apalpando à medida que o tempo o permite,
– quando o tempo é sempre curto,
– quando o tempo é sempre lato,
– quando se sabe que todos os diccionários são imperfeitos (escrevi com dois ”c”s porque não sei escrever, querida Agustina)
– o que dizer?
_____________________________________________________________________________________
Só me ocorre o que há instantes consegui, atabalhoadamente, escrever.
_____________________________________________________________________________________

(na eternidade das palavras que não se dissipam como o sopro que sai dos lábios, que nos banham a alma e nos dão cor ao sangue, eférmero e belo como ele é, enquanto nos corre nas veias – e no Tempo)

 

G. A.

 

 


9789726655268

Esta foi a última obra que dela, arranjei – Estava na Feira do Livro, e tinha acabado de sair. Não sabia que não iria haver mais…

 

 

 

 

 

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